Na manhã de 29 de julho de 2026, a PMF afirmou que diversas bases em várias regiões do Iraque foram atingidas por ataques aéreos. A organização relata mortos, feridos e danos a prédios, e classifica o episódio como 'escalada perigosa'.
Uma milícia iraquiana aliada ao Irã informou que diversas bases em diferentes regiões do Iraque foram atingidas por ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos e pela Arábia Saudita, na manhã da quarta-feira, 29 de julho de 2026. Segundo a PMF (Forças de Mobilização Popular), “um número” de pessoas foi morto e ferido nos ataques, que também causaram danos a vários edifícios, conforme um comunicado preliminar emitido pela organização.
“Consideramos esse ataque uma escalada altamente perigosa, uma violação da soberania do Iraque e um ataque às suas instituições oficiais de segurança”, afirmou a PMF.
As Forças Armadas dos Estados Unidos e as forças da Arábia Saudita confirmaram a realização de ataques conjuntos contra milícias apoiadas pelo Irã no Iraque, como resposta a ataques anteriores contra forças americanas e instalações petrolíferas sauditas.
O Irã, por sua vez, advertiu que atribuir a responsabilidade por esses ataques a ele seria um “grave erro de cálculo”. Os ataques realizados pelos EUA e Arábia Saudita no leste do Iraque ocorreram poucas horas após a afirmação de que sistemas de defesa aérea americanos impediram um ataque surpresa iraniano contra tropas dos EUA na região.
A IRGC (Guarda Revolucionária Iraniana) também anunciou que lançou vários mísseis balísticos contra instalações militares americanas na Jordânia, destacando em um comunicado: “Enquanto persistirem ameaças contra a República Islâmica do Irã e ações ilegais e maliciosas das forças americanas contra nossos interesses, a resistência também continuará.”
A PMF é uma organização que reúne diversos grupos e está oficialmente integrada às forças de segurança do Iraque. O Irã tem ampliado sua influência sobre essa organização para projetar seu poder no país vizinho. Formada em 2014 durante a ascensão do grupo militante Estado Islâmico, a PMF convocou iraquianos a se voluntariarem ao lado das forças estatais, reunindo novos voluntários e milícias já existentes sob sua estrutura.
A organização teve um papel crucial na derrota do Estado Islâmico e na retomada de territórios iraquianos, sendo formalmente incorporada ao aparato de segurança do Estado em 2016. Algumas das milícias mais poderosas dentro da PMF mantêm relações estreitas com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e fazem parte do “Eixo da Resistência” de Teerã na região, que inclui grupos como o Hezbollah, no Líbano, o Hamas, em Gaza, e os houthis, no Iémen. Estes grupos da PMF, apoiados por Teerã, têm realizado ataques frequentes contra os Estados Unidos e seus aliados no Oriente Médio.
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