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Aracaju, Quinta-feira, 18 de junho de 2026
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Minério verde pode transformar economia brasileira; setor cobra ação

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Minério verde pode transformar economia brasileira; setor cobra ação

Brasil deve agir rapidamente para não perder oportunidade com minério verde.

18/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h59
Minério verde pode transformar economia brasileira; setor cobra ação

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A corrida global pela descarbonização abre janela estratégica para o Brasil no mercado de minério verde. Especialistas alertam que o país precisa agir rápido para não perder espaço.

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A transição para uma economia de baixo carbono é frequentemente vista como um desafio ambiental, mas também representa uma das maiores oportunidades industriais e econômicas das próximas décadas. A mineração é um setor que ilustra essa realidade.

Com a crescente busca por formas de reduzir as emissões ligadas à produção de aço, essencial para a infraestrutura e outras áreas, o minério verde ganhou destaque. Esse tipo de minério é capaz de atender às novas exigências dos mercados internacionais e das cadeias produtivas que buscam descarbonização.

O Brasil possui um grande potencial para se tornar líder nessa transição. Com reservas minerais de alta qualidade e uma matriz elétrica predominantemente renovável, o país está bem posicionado, mas precisa agir rapidamente. A transformação deste potencial em liderança exige decisões estratégicas, coordenação e velocidade.

A corrida global por um mercado de minério verde já começou e o ritmo está acelerando. Outros países estão criando ambientes regulatórios favoráveis para atrair investimentos de longo prazo. Para que projetos industriais que produzem insumos de baixo carbono tenham sucesso, são necessárias previsibilidade, segurança jurídica e processos de licenciamento adequados.

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“O Brasil não corre o risco de ficar para trás por falta de minério, tecnologia ou capacidade empresarial. O risco está em perder competitividade para países que conseguem transformar potencial em projetos com mais previsibilidade e velocidade de execução”, afirmou Lucas Kallas, presidente do conselho da Cedro Participações.

A experiência mostra que a iniciativa privada está disposta a colaborar. Empresas brasileiras têm investido em tecnologias que reduzem impactos ambientais e melhoram a eficiência operacional. Um exemplo é a Cedro Mineração, que desenvolve projetos para a produção de pellet feed de alta qualidade, ideal para a fabricação de aço com menor intensidade de carbono.

O pellet feed pode ser utilizado em processos que utilizam gás natural ou hidrogênio, em vez de carvão, reduzindo as emissões de CO₂ em até 50% em comparação com métodos tradicionais. As siderúrgicas globais que buscam sustentabilidade dependem desse tipo de minério.

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O Brasil, com suas características únicas, tem muito a ganhar com a transição para uma produção mais limpa no setor siderúrgico. Contudo, o esforço do setor privado deve ser complementado por políticas públicas adequadas, planejamento logístico e incentivos à inovação.

Um estudo da EY-Parthenon estima que a adoção de iniciativas ESG (meio ambiente, social e governança) na mineração pode gerar R$ 399 bilhões por ano para a economia brasileira e criar mais de 3 milhões de empregos. Esses números ilustram a magnitude da oportunidade em questão e o custo de deixá-la passar.

A discussão sobre o minério verde deve se estender além do setor mineral, abrangendo aspectos da política industrial que visam inserir o Brasil de forma competitiva em uma economia global cada vez mais pautada pela sustentabilidade. O sucesso do Brasil dependerá de sua capacidade de transformar visões de longo prazo em ações concretas, reconhecendo que a janela de oportunidade está aberta, mas não ficará assim por muito tempo.

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A transição para uma economia de baixo carbono é frequentemente vista como um desafio ambiental, mas também representa uma das maiores oportunidades industriais e econômicas das próximas décadas. A mineração é um setor que ilustra essa realidade.

Com a crescente busca por formas de reduzir as emissões ligadas à produção de aço, essencial para a infraestrutura e outras áreas, o minério verde ganhou destaque. Esse tipo de minério é capaz de atender às novas exigências dos mercados internacionais e das cadeias produtivas que buscam descarbonização.

O Brasil possui um grande potencial para se tornar líder nessa transição. Com reservas minerais de alta qualidade e uma matriz elétrica predominantemente renovável, o país está bem posicionado, mas precisa agir rapidamente. A transformação deste potencial em liderança exige decisões estratégicas, coordenação e velocidade.

A corrida global por um mercado de minério verde já começou e o ritmo está acelerando. Outros países estão criando ambientes regulatórios favoráveis para atrair investimentos de longo prazo. Para que projetos industriais que produzem insumos de baixo carbono tenham sucesso, são necessárias previsibilidade, segurança jurídica e processos de licenciamento adequados.

“O Brasil não corre o risco de ficar para trás por falta de minério, tecnologia ou capacidade empresarial. O risco está em perder competitividade para países que conseguem transformar potencial em projetos com mais previsibilidade e velocidade de execução”, afirmou Lucas Kallas, presidente do conselho da Cedro Participações.

A experiência mostra que a iniciativa privada está disposta a colaborar. Empresas brasileiras têm investido em tecnologias que reduzem impactos ambientais e melhoram a eficiência operacional. Um exemplo é a Cedro Mineração, que desenvolve projetos para a produção de pellet feed de alta qualidade, ideal para a fabricação de aço com menor intensidade de carbono.

O pellet feed pode ser utilizado em processos que utilizam gás natural ou hidrogênio, em vez de carvão, reduzindo as emissões de CO₂ em até 50% em comparação com métodos tradicionais. As siderúrgicas globais que buscam sustentabilidade dependem desse tipo de minério.

O Brasil, com suas características únicas, tem muito a ganhar com a transição para uma produção mais limpa no setor siderúrgico. Contudo, o esforço do setor privado deve ser complementado por políticas públicas adequadas, planejamento logístico e incentivos à inovação.

Um estudo da EY-Parthenon estima que a adoção de iniciativas ESG (meio ambiente, social e governança) na mineração pode gerar R$ 399 bilhões por ano para a economia brasileira e criar mais de 3 milhões de empregos. Esses números ilustram a magnitude da oportunidade em questão e o custo de deixá-la passar.

A discussão sobre o minério verde deve se estender além do setor mineral, abrangendo aspectos da política industrial que visam inserir o Brasil de forma competitiva em uma economia global cada vez mais pautada pela sustentabilidade. O sucesso do Brasil dependerá de sua capacidade de transformar visões de longo prazo em ações concretas, reconhecendo que a janela de oportunidade está aberta, mas não ficará assim por muito tempo.

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