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Ministro Durigan aponta juros altos como desafio para economia brasileira

Ministro da Fazenda aponta juros altos como desafio para a economia brasileira.

04/07/2026 · 17h47
Ministro Durigan aponta juros altos como desafio para economia brasileira

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que os juros altos constituem um “gargalo” para a economia brasileira, afetando negativamente os investimentos privados e pressionando a dívida pública do país. Durante uma entrevista ao jornalista Alexandro Martello, Durigan destacou que o ministério é o “menos culpado” pela atual taxa de juros.

Segundo Durigan, a taxa de juros impacta diretamente no investimento privado e na sustentabilidade da dívida pública. “Hoje, o que machuca a dívida pública é a taxa de juros”, enfatizou o ministro, ressaltando a necessidade de “harmonizar” a estratégia de receitas e despesas públicas com a política monetária vigente.

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“Eu não estou procurando culpados. Porque assim, quem é menos culpado é o Ministério da Fazenda por conta da taxa de juros”, afirmou Durigan.

O ministro também refutou a ideia de que decisões governamentais relacionadas ao aumento de gastos e estímulos econômicos estejam pressionando a taxa de juros. “Nós temos que discutir qual a razão da taxa de juros estar nesse patamar. O debate fiscal, ele importa para a taxa de juros, mas não é a solução, porque essa é a resposta fácil”, declarou.

No último dia 17 de junho, o Comitê de Política Monetária do Banco Central anunciou uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que passou de 14,50% para 14,25% ao ano. Essa decisão marca uma redução acumulada de 0,75 ponto percentual desde março, embora o Banco Central mantenha uma postura cautelosa devido à deterioração das expectativas de inflação e incertezas no cenário econômico internacional.

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Quando questionado sobre o impacto da concessão de linhas de crédito com taxas favorecidas em ano eleitoral, Durigan respondeu que isso não prejudica um corte mais agressivo de juros pelo Banco Central. “O mercado de crédito brasileiro é de 600 bilhões por mês. Você está falando de R$ 2 bilhões, R$ 3 bilhões para moto, R$ 30 bilhões para carros. Isso não tem impacto do ponto de vista de atrapalhar a política monetária”, argumentou.

O ministro também afirmou que, se necessário, o governo realizará um ajuste nas contas públicas nos próximos anos, por meio de contenção de gastos e redução de benefícios fiscais. “Eu acho que o Brasil tem que seguir fazendo um esforço fiscal grande, não é pequeno, para limitar o crescimento de dívida no que compete ao Ministério da Fazenda”, ressaltou.

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu para 81,1% do PIB em maio, conforme dados do Tesouro Nacional divulgados no final de junho. Esse valor é o mais alto em cinco anos, representando cerca de R$ 10,6 trilhões. O nível atual está a apenas 0,3 ponto percentual do pico de 81,4% registrado em 2020, durante a pandemia de Covid-19.

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Para melhorar as contas públicas, Durigan defendeu a maior tributação sobre grandes fortunas, a revisão de programas sociais e o corte de benefícios fiscais. “Reconheço, o espaço discricionário tende a diminuir se a gente não reverter o crescimento de gasto obrigatório. E isso vai precisar ser feito, mas sem descartar o arcabouço fiscal”, concluiu.

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que os juros altos constituem um “gargalo” para a economia brasileira, afetando negativamente os investimentos privados e pressionando a dívida pública do país. Durante uma entrevista ao jornalista Alexandro Martello, Durigan destacou que o ministério é o “menos culpado” pela atual taxa de juros.

Segundo Durigan, a taxa de juros impacta diretamente no investimento privado e na sustentabilidade da dívida pública. “Hoje, o que machuca a dívida pública é a taxa de juros”, enfatizou o ministro, ressaltando a necessidade de “harmonizar” a estratégia de receitas e despesas públicas com a política monetária vigente.

“Eu não estou procurando culpados. Porque assim, quem é menos culpado é o Ministério da Fazenda por conta da taxa de juros”, afirmou Durigan.

O ministro também refutou a ideia de que decisões governamentais relacionadas ao aumento de gastos e estímulos econômicos estejam pressionando a taxa de juros. “Nós temos que discutir qual a razão da taxa de juros estar nesse patamar. O debate fiscal, ele importa para a taxa de juros, mas não é a solução, porque essa é a resposta fácil”, declarou.

No último dia 17 de junho, o Comitê de Política Monetária do Banco Central anunciou uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que passou de 14,50% para 14,25% ao ano. Essa decisão marca uma redução acumulada de 0,75 ponto percentual desde março, embora o Banco Central mantenha uma postura cautelosa devido à deterioração das expectativas de inflação e incertezas no cenário econômico internacional.

Quando questionado sobre o impacto da concessão de linhas de crédito com taxas favorecidas em ano eleitoral, Durigan respondeu que isso não prejudica um corte mais agressivo de juros pelo Banco Central. “O mercado de crédito brasileiro é de 600 bilhões por mês. Você está falando de R$ 2 bilhões, R$ 3 bilhões para moto, R$ 30 bilhões para carros. Isso não tem impacto do ponto de vista de atrapalhar a política monetária”, argumentou.

O ministro também afirmou que, se necessário, o governo realizará um ajuste nas contas públicas nos próximos anos, por meio de contenção de gastos e redução de benefícios fiscais. “Eu acho que o Brasil tem que seguir fazendo um esforço fiscal grande, não é pequeno, para limitar o crescimento de dívida no que compete ao Ministério da Fazenda”, ressaltou.

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu para 81,1% do PIB em maio, conforme dados do Tesouro Nacional divulgados no final de junho. Esse valor é o mais alto em cinco anos, representando cerca de R$ 10,6 trilhões. O nível atual está a apenas 0,3 ponto percentual do pico de 81,4% registrado em 2020, durante a pandemia de Covid-19.

Para melhorar as contas públicas, Durigan defendeu a maior tributação sobre grandes fortunas, a revisão de programas sociais e o corte de benefícios fiscais. “Reconheço, o espaço discricionário tende a diminuir se a gente não reverter o crescimento de gasto obrigatório. E isso vai precisar ser feito, mas sem descartar o arcabouço fiscal”, concluiu.

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