O Ministério Público Federal (MPF) realizou duas etapas de vistoria ambiental no Rio Sergipe, nos dias 5 e 17 de novembro, com suporte da Marinha do Brasil. A ação faz parte de um levantamento destinado a mapear trechos com assoreamento, erosão e outros processos que comprometem a estabilidade das margens e o equilíbrio do ecossistema.
A inspeção foi conduzida por via fluvial, possibilitando à equipe percorrer as margens do rio e registrar imagens georreferenciadas. Esses registros ajudam a delimitar áreas críticas e a documentar as principais ocorrências de degradação, como processos erosivos, acúmulo de sedimentos e sinais de desequilíbrio hidrodinâmico.
De acordo com a procuradora da República Gisele Bleggi, o material coletado fornecerá subsídios técnicos para a adoção de medidas corretivas. “Com essa base de dados, podemos propor medidas mitigadoras e compensatórias aos empreendimentos que precisam ter suas licenças expedidas ou renovadas, incluindo ações como plantação de mangue, técnicas biológicas de contenção e, em casos mais graves, métodos artificiais de estabilização”, explicou.
Os resultados da vistoria também vão embasar análises de processos de licenciamento e orientar iniciativas de preservação do ecossistema do Rio Sergipe.
O MPF e a Marinha já programam uma terceira etapa de vistoria, que abrangerá o Rio Vaza-Barris e a área costeira contígua, ampliando o diagnóstico ambiental dos principais corpos hídricos da região.
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