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Sergipe

MPT-SE promove debate com especialistas para combater violência contra a mulher

MPT-SE promove roda de conversa sobre violência contra a mulher em evento do Agosto Lilás.

13/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h20
MPT-SE promove debate com especialistas para combater violência contra a mulher

No Agosto Lilás, especialistas se reuniram para discutir formas de violência de gênero e estratégias de prevenção. Participaram a delegada Lara Schuster, Valdilene Martins e Marina Farias; a vice-procuradora-chefe Clarisse Farias Malta mediou o encontro.

Como parte das ações do Agosto Lilás, o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) promoveu, nesta quinta-feira (13), o evento “Entre mulheres: direitos, proteção e futuro”, uma roda de conversa focada nas diversas formas de violência de gênero e nas estratégias para combatê-las.

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O encontro contou com a participação da delegada da Polícia Civil de Sergipe, Lara Schuster, da advogada e fundadora do Instituto Ressurgir, Valdilene Martins, e da especialista em comportamento financeiro, Marina Farias. A vice-procuradora-chefa do MPT-SE, Clarisse Farias Malta, atuou como mediadora e destacou a importância de abordar a violência nos ambientes de trabalho. “Sabemos que avançamos, mas ainda lidamos diariamente com preconceito, desqualificação, julgamento e todas as formas de violência de gênero no ambiente de trabalho: um local que deveria ser de autonomia, construção e reconstrução. Existe também o outro aspecto dessa relação: a violência que ocorre fora e reflete diretamente no trabalho e, muitas vezes, afeta a única possibilidade que a mulher teria de romper o ciclo. O trabalho não deve ser um local de violência e sim de proteção, acolhimento e respeito”, enfatizou a procuradora.

O evento reuniu tanto mulheres quanto homens, que acompanharam as diferentes abordagens sobre o tema. A delegada Lara Schuster, responsável pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher em Sergipe (DEAM), apresentou dados alarmantes sobre a violência no estado e destacou a importância do conhecimento sobre a Lei Maria da Penha. “É uma luta difícil. Já estamos, este ano, em Sergipe, com 14 feminicídios e, em todo o ano passado, foram 15. Lidar com isso choca e precisamos que todos se conscientizem e busquem conversar sobre o assunto. A Lei Maria da Penha é considerada uma das melhores na proteção das vítimas, porque é completa. Muitas mulheres morreram para que a gente chegasse nessa produção legal. Mas o que observamos é que as pessoas falam da lei, mas não conhecem o seu conteúdo”, alertou a delegada.

A advogada Valdilene Martins abordou a necessidade de superar padrões sociais que colocam a mulher em uma posição secundária. “No contexto histórico do Brasil, a mulher não é vista como um sujeito. O homem é o sujeito e a mulher é o acessório e, para existir, precisa da figura masculina ao seu lado. O que trago para vocês hoje é que a violência não é só o soco, o tiro. Esses comportamentos, que limitam as mulheres, também são violência. Até a linguagem é um instrumento de poder que coloca a mulher em segundo plano e não como um ser pleno, digno de direitos e obrigações”, afirmou a advogada.

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A dependência financeira foi destacada pela especialista Marina Farias como um fator de vulnerabilidade para as vítimas. “A violência patrimonial começa sutilmente. O homem foi criado para ser o provedor e a mulher, a cuidadora. O homem diz que vai cuidar do dinheiro, porque ele entende mais. Mas precisamos naturalizar que a mulher também entende e não pode perder sua autonomia. Se eu pudesse dar um conselho seria: toda vez que alguém tentar tirar o poder de escolha do que fazer com o seu dinheiro e com a sua vida, já é o primeiro sinal de violência”, pontuou Farias.

Integrantes da Capitania dos Portos de Sergipe, como as cabos Mariana Leite e Amanda Ribeiro, também participaram do evento. “Foi um evento muito importante para evidenciar os tipos de violência contra a mulher, além de inserir os homens na discussão. Nós vamos levar os aprendizados de hoje para o nosso cotidiano corporativo e familiar, auxiliando e orientando mulheres que possam estar passando por situações de violência”, destacou a cabo Amanda Ribeiro.

A servidora Carolina Garcia Oliva afirmou que o encontro foi positivo e que a participação dos homens nesse debate é fundamental. “Há mais de 10 anos sou servidora do MPT e a gente sempre recebe palestras sobre temas relevantes. A instituição abraçou o Agosto Lilás e eu gostei muito da iniciativa. A presença de servidores homens também é um destaque e é sempre importante manter esse ambiente de diálogo”, finalizou a servidora.

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No Agosto Lilás, especialistas se reuniram para discutir formas de violência de gênero e estratégias de prevenção. Participaram a delegada Lara Schuster, Valdilene Martins e Marina Farias; a vice-procuradora-chefe Clarisse Farias Malta mediou o encontro.

Como parte das ações do Agosto Lilás, o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) promoveu, nesta quinta-feira (13), o evento “Entre mulheres: direitos, proteção e futuro”, uma roda de conversa focada nas diversas formas de violência de gênero e nas estratégias para combatê-las.

O encontro contou com a participação da delegada da Polícia Civil de Sergipe, Lara Schuster, da advogada e fundadora do Instituto Ressurgir, Valdilene Martins, e da especialista em comportamento financeiro, Marina Farias. A vice-procuradora-chefa do MPT-SE, Clarisse Farias Malta, atuou como mediadora e destacou a importância de abordar a violência nos ambientes de trabalho. “Sabemos que avançamos, mas ainda lidamos diariamente com preconceito, desqualificação, julgamento e todas as formas de violência de gênero no ambiente de trabalho: um local que deveria ser de autonomia, construção e reconstrução. Existe também o outro aspecto dessa relação: a violência que ocorre fora e reflete diretamente no trabalho e, muitas vezes, afeta a única possibilidade que a mulher teria de romper o ciclo. O trabalho não deve ser um local de violência e sim de proteção, acolhimento e respeito”, enfatizou a procuradora.

O evento reuniu tanto mulheres quanto homens, que acompanharam as diferentes abordagens sobre o tema. A delegada Lara Schuster, responsável pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher em Sergipe (DEAM), apresentou dados alarmantes sobre a violência no estado e destacou a importância do conhecimento sobre a Lei Maria da Penha. “É uma luta difícil. Já estamos, este ano, em Sergipe, com 14 feminicídios e, em todo o ano passado, foram 15. Lidar com isso choca e precisamos que todos se conscientizem e busquem conversar sobre o assunto. A Lei Maria da Penha é considerada uma das melhores na proteção das vítimas, porque é completa. Muitas mulheres morreram para que a gente chegasse nessa produção legal. Mas o que observamos é que as pessoas falam da lei, mas não conhecem o seu conteúdo”, alertou a delegada.

A advogada Valdilene Martins abordou a necessidade de superar padrões sociais que colocam a mulher em uma posição secundária. “No contexto histórico do Brasil, a mulher não é vista como um sujeito. O homem é o sujeito e a mulher é o acessório e, para existir, precisa da figura masculina ao seu lado. O que trago para vocês hoje é que a violência não é só o soco, o tiro. Esses comportamentos, que limitam as mulheres, também são violência. Até a linguagem é um instrumento de poder que coloca a mulher em segundo plano e não como um ser pleno, digno de direitos e obrigações”, afirmou a advogada.

A dependência financeira foi destacada pela especialista Marina Farias como um fator de vulnerabilidade para as vítimas. “A violência patrimonial começa sutilmente. O homem foi criado para ser o provedor e a mulher, a cuidadora. O homem diz que vai cuidar do dinheiro, porque ele entende mais. Mas precisamos naturalizar que a mulher também entende e não pode perder sua autonomia. Se eu pudesse dar um conselho seria: toda vez que alguém tentar tirar o poder de escolha do que fazer com o seu dinheiro e com a sua vida, já é o primeiro sinal de violência”, pontuou Farias.

Integrantes da Capitania dos Portos de Sergipe, como as cabos Mariana Leite e Amanda Ribeiro, também participaram do evento. “Foi um evento muito importante para evidenciar os tipos de violência contra a mulher, além de inserir os homens na discussão. Nós vamos levar os aprendizados de hoje para o nosso cotidiano corporativo e familiar, auxiliando e orientando mulheres que possam estar passando por situações de violência”, destacou a cabo Amanda Ribeiro.

A servidora Carolina Garcia Oliva afirmou que o encontro foi positivo e que a participação dos homens nesse debate é fundamental. “Há mais de 10 anos sou servidora do MPT e a gente sempre recebe palestras sobre temas relevantes. A instituição abraçou o Agosto Lilás e eu gostei muito da iniciativa. A presença de servidores homens também é um destaque e é sempre importante manter esse ambiente de diálogo”, finalizou a servidora.

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