A construtora brasileira MRV fechou negócio milionário nos EUA. Os empreendimentos Ten Oaks e Rayzor Ranch foram vendidos por US$ 139 milhões, com liquidação prevista para julho de 2026.
A MRV Engenharia e Participações (B3: MRVE3) avançou em seu plano de desalavancagem ao assinar, nesta segunda-feira (22), um Compromisso de Compra e Venda de dois empreendimentos da sua subsidiária Resia, localizados no Texas, Estados Unidos, por US$ 139 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 716 milhões.
Os empreendimentos envolvidos na negociação são o Ten Oaks e o Rayzor Ranch. A liquidação da transação está programada para julho de 2026, e a venda já conta com um depósito não recuperável de US$ 12 milhões, garantindo a efetivação do negócio.
Com essa venda, a MRV busca gerar caixa e reduzir seu endividamento líquido consolidado em 7,5%, o que representa uma diminuição de US$ 87 milhões (cerca de R$ 448 milhões). Além disso, a operação ocasiona uma redução de US$ 46 milhões (R$ 237 milhões) em participação de acionistas minoritários nos ativos da companhia.
Essa transação é parte de um cronograma de desinvestimento que a Resia iniciou em dezembro de 2024. Desde então, a subsidiária já vendeu ativos que totalizam US$ 380 milhões (R$ 2 bilhões). Resta apenas o empreendimento Memorial, avaliado em US$ 109 milhões, que a empresa planeja vender ainda em 2026. Os empreendimentos Golden Glades, com valor patrimonial de US$ 133 milhões, e North City, cuja construção está quase finalizada, também estão na mira da MRV, que projeta lucro contábil na venda desses ativos.
A MRV destaca que o plano de desinvestimento trará benefícios como simplificação operacional, redução de riscos e maior previsibilidade nos resultados e na geração de caixa. “Nosso foco e compromisso estão no aumento consistente do retorno aos nossos acionistas e investidores”, afirmou Ricardo Paixão Pinto Rodrigues, diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores da empresa.
É importante observar que a venda dos dois empreendimentos no Texas representa uma perda contábil de 26% em relação ao valor patrimonial dos ativos. A própria companhia atribui essa decisão aos altos juros nos Estados Unidos e ao fato de que a receita operacional líquida (NOI) dos projetos ainda não está estabilizada.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

