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Aracaju, Terça-feira, 25 de agosto de 2026
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“Não tem vinculação até o momento”, diz delegado sobre operação que investiga contratos da Emsurb e a apreensão de R$ 240 mil com servidor da educação

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“Não tem vinculação até o momento”, diz delegado sobre operação que investiga contratos da Emsurb e a apreensão de R$ 240 mil com servidor da educação

Delegado esclarece que ação contra fraudes na Emsurb não possui ligação provada com dinheiro apreendido com servidor da Educação em junho, mas material recolhido pode cruzar apurações no futuro.

25/08/2026 · 09h49
“Não tem vinculação até o momento”, diz delegado sobre operação que investiga contratos da Emsurb e a apreensão de R$ 240 mil com servidor da educação

Delegado esclarece que ação contra fraudes na Emsurb não possui ligação provada com dinheiro apreendido com servidor da Educação em junho, mas material recolhido pode cruzar apurações no futuro.

A Polícia Civil de Sergipe trouxe novos detalhes sobre os desdobramentos da Operação Histograma, deflagrada nesta terça-feira (25) para apurar suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos na Prefeitura de Aracaju e na Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). Durante coletiva de imprensa, o delegado Dernival Eloi fez questão de pontuar que, até o momento, a ação não possui vínculo direto com a apreensão de R$ 240 mil em dinheiro vivo realizada em junho, quando o servidor César Dias, da Secretaria Municipal da Educação (Semed), foi alvo de denúncias.

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Inquéritos distintos, mas integrados

Segundo o delegado, tratam-se de procedimentos apuratórios totalmente independentes neste momento. Embora as frentes de trabalho atuem de maneira integrada e haja a possibilidade de as provas colhidas se cruzarem no futuro, a polícia reforça que não há comprovação de que o valor em espécie encontrado com o servidor tenha relação direta com o esquema dos contratos emergenciais da limpeza urbana.

Montanha de documentos e bloqueios técnicos

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Durante as buscas realizadas no início da manhã, as equipes apreenderam farto material documental, além de notebooks, computadores e telefones celulares. O trabalho de análise da perícia, no entanto, deve exigir paciência. Conforme explicou Dernival Eloi, o volume expressivo de papéis aliado ao fato de que alguns investigados não forneceram as senhas para desbloquear seus dispositivos eletrônicos tornará o processo de checagem mais complexo e demorado.

O mapa da Operação Histograma

Ao todo, a força-tarefa cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em empresas públicas, privadas e residências situadas em Aracaju, Barra dos Coqueiros e no estado da Bahia. Um dos alvos das buscas foi o ex-presidente da Emsurb, Hugo Esoj. Além da sede da Emsurb, de onde foram retirados computadores e papéis, os agentes também cumpriram mandados no prédio da prefeitura, tendo como alvo específico a Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPLOG).

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A investigação teve início após o recebimento de uma notícia-crime sobre graves irregularidades na coleta de lixo e conservação da capital. A Polícia Civil identificou uma manobra suspeita: a empresa investigada entrava no serviço oferecendo descontos generosos em relação ao projeto básico do município; contudo, em contratos subsequentes firmados no mesmo ano, as tarifas unitárias sofriam aumentos drásticos. A tática anulava a economia inicial, indicando uma recomposição artificial de preços. Paralelamente, o mesmo grupo econômico ampliou seus tentáculos na gestão municipal ao vencer outro certame de grande valor na Educação.

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Delegado esclarece que ação contra fraudes na Emsurb não possui ligação provada com dinheiro apreendido com servidor da Educação em junho, mas material recolhido pode cruzar apurações no futuro.

A Polícia Civil de Sergipe trouxe novos detalhes sobre os desdobramentos da Operação Histograma, deflagrada nesta terça-feira (25) para apurar suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos na Prefeitura de Aracaju e na Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). Durante coletiva de imprensa, o delegado Dernival Eloi fez questão de pontuar que, até o momento, a ação não possui vínculo direto com a apreensão de R$ 240 mil em dinheiro vivo realizada em junho, quando o servidor César Dias, da Secretaria Municipal da Educação (Semed), foi alvo de denúncias.

Inquéritos distintos, mas integrados

Segundo o delegado, tratam-se de procedimentos apuratórios totalmente independentes neste momento. Embora as frentes de trabalho atuem de maneira integrada e haja a possibilidade de as provas colhidas se cruzarem no futuro, a polícia reforça que não há comprovação de que o valor em espécie encontrado com o servidor tenha relação direta com o esquema dos contratos emergenciais da limpeza urbana.

Montanha de documentos e bloqueios técnicos

Durante as buscas realizadas no início da manhã, as equipes apreenderam farto material documental, além de notebooks, computadores e telefones celulares. O trabalho de análise da perícia, no entanto, deve exigir paciência. Conforme explicou Dernival Eloi, o volume expressivo de papéis aliado ao fato de que alguns investigados não forneceram as senhas para desbloquear seus dispositivos eletrônicos tornará o processo de checagem mais complexo e demorado.

O mapa da Operação Histograma

Ao todo, a força-tarefa cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em empresas públicas, privadas e residências situadas em Aracaju, Barra dos Coqueiros e no estado da Bahia. Um dos alvos das buscas foi o ex-presidente da Emsurb, Hugo Esoj. Além da sede da Emsurb, de onde foram retirados computadores e papéis, os agentes também cumpriram mandados no prédio da prefeitura, tendo como alvo específico a Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPLOG).

A investigação teve início após o recebimento de uma notícia-crime sobre graves irregularidades na coleta de lixo e conservação da capital. A Polícia Civil identificou uma manobra suspeita: a empresa investigada entrava no serviço oferecendo descontos generosos em relação ao projeto básico do município; contudo, em contratos subsequentes firmados no mesmo ano, as tarifas unitárias sofriam aumentos drásticos. A tática anulava a economia inicial, indicando uma recomposição artificial de preços. Paralelamente, o mesmo grupo econômico ampliou seus tentáculos na gestão municipal ao vencer outro certame de grande valor na Educação.

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