Botão de pânico, brigada de resgate e sala de acolhimento possibilitam socorro imediato às vítimas
O deputado federal Nitinho Vitale, PSD-SE, protocolou na Câmara Federal o PL n° 410/2025, que cria uma rede nacional de ambientes seguros para mulheres, crianças, idosos, vulneráveis e LGBTQIAP+ em espaços públicos e privados de uso coletivo.
“Têm sido recorrentes as notícias de ataques sexuais a crianças em banheiros públicos de shoppings e supermercados; agressões a mulheres em bares, academias e festas; conflitos e discriminação com pessoas LGBTQIAP+ em
espaços de uso coletivo. É necessário que o Poder Público incentive os estabelecimentos a oferecerem entretenimento associado à segurança”, defendeu o autor. “A sociedade precisa unir forças para vencer a violência “.
Idosos e neurodivergentes
O deputado lembra também que são comuns registros de acidentes, quedas, desorientação e confusão mental em idosos; além de episódios de tensão e irritabilidade intensa em pessoas neurodivergentes, especialmente
fora do domicílio.
“São pessoas que precisam de assistência imediata. Um botão de pânico/emergência no banheiro pode ser fundamental no tempo-resposta”, alerta o deputado.
Selo de qualificação
O parlamentar explica que o PL não tem caráter punitivo, mas educativo, conferindo um selo de qualificação para estabelecimentos que espontaneamente
adotarem o protocolo com, no mínimo, dez medidas de segurança a serem disponibilizadas em parques, shoppings, academias, cinemas, teatros, casas de espetáculo, hotéis, bares, restaurantes e afins.
“O objetivo do projeto é incentivar o setor de serviços a criar uma rede nacional de ambientes seguros apta a
sustar uma iminente ameaça de agressão física e/ou sexual, prevenir conflitos de gênero e minorar sequelas de intercorrências que imponham riscos à vida”.
“É claro que o consumidor
terá preferência por gastar o seu dinheiro num ambiente que tem um botão de pânico, uma brigada de socorro e uma sala de acolhimento, que garantem mais tranquilidade durante o seu momento de lazer e de compras”, pondera.
Protocolo de segurança
O protocolo de segurança exigido para concessão do selo de qualificação prevê sinalização visual sobre esta legislação; botão de pânico em pontos estratégicos, como corredores, banheiros e balcões; segurança privada ou brigada de resgate; sala de acolhimento; canais de comunicação com familiares; banco de imagens e armazenamento pelo período de até 30 dias; acionamento de autoridades policiais; notificação compulsória aos órgãos de segurança e proteção à pessoa; condução segura; orientações de direitos e encaminhamento aos órgãos de assistência social, jurídica e de proteção.
“São protocolos que inibem o ímpeto violento, pacificam a convivência social e se tornam atrativos para o consumidor que busca diversão com segurança para si e para sua família”, justifica o deputado.
O selo de ambiente seguro será conferido pelo município, através da secretaria de Defesa Social ou órgão municipal equivalente,
mediante vistoria prévia e fiscalização periódica.
Esta lei entra em vigor no prazo de 90 dias, após a aprovação.
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