“Aracaju não pode ‘lavar as mãos’ e dizer que o tratamento oncológico é com o Estado”, protesta vereadora

Para Sheyla Galba, além da conscientização sobre o câncer de mama, outubro deve ser também o mês de reivindicação

Redação, 26 de Outubro , 2021

A campanha Outubro Rosa voltou a ser pautada pela vereadora Sheyla Galba (Cidadania), nesta quinta-feira (21), na Câmara. Em seu primeiro discurso durante presencial na Casa, a parlamentar reforçou a iniciativa da Associação Mulheres de Peito de destacar a importância da biópsia no diagnóstico do câncer e reiterou a necessidade e importância do Município de Aracaju também se responsabilizar com a oncologia.

Para a vereadora, além da conscientização sobre o câncer de mama, outubro deve ser também o mês de reivindicação. “Como todos sabem, a Associação Mulheres de Peito decidiu ter como tema este ano, a partir da sugestão da médica mastologista Dra. Paula Saab, a ‘Biópsia Já!’, que é o coração do tratamento contra o câncer”, salientou.

Segundo Sheyla Galba, é preciso dar prioridade para que o exame seja feito no sistema público de saúde com mais rapidez, conforme determina a Lei. “O povo não pode esperar dois, três, quatro meses para que façam esse exame. Entre a detecção e o resultado da biópsia não poderíamos ter mais do que 30 dias. Isso está na lei”, detalhou.

“Por isso, neste mês de outubro de 2021, conseguimos levar essa mensagem para milhares de pessoas através das lives, postagens nas redes e, principalmente, das centenas de palestras que fizemos em empresas, câmaras municipais, associações de bairro e etc. Além disso, através de uma parceria com a clínica Cormamare e Hospital de Cirurgia, conseguimos que fossem realizadas biópsias gratuitamente para mulheres com suspeitas de câncer”, complementou.

Ainda no discurso, a vereadora reafirmou a necessidade da Prefeitura de Aracaju ser atuante e ter papel fundamental no acolhimento em relação aos pacientes oncológicos. “Garantindo às pessoas com câncer o acesso ao diagnóstico, ao acompanhamento psicológico, assistência à família, até o início do tratamento em centros de referência oncológica”, enfatizou.

Sheyla Galba disse ainda que a Prefeitura não pode simplesmente “lavar as mãos” e dizer que o tratamento oncológico é com o Estado. “Aracaju precisa ser a porta de entrada, de acolhimento e de início do tratamento. Já temos capitais que fazem isso e precisamos fazer aqui. Dados do INCA estimam anualmente 3 mil novos casos de câncer na capital. Somos responsáveis pelo acolhimento de metade dos novos casos de câncer do Estado. O Município não pode ver isso e fingir que não tem obrigação. Estamos falando de vidas”, frisou.

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