Estudos mostram que dores da fibromialgia podem ser amenizadas com uso da Cannabis

Redação, 24 de Maio , 2022

As dores manifestadas pela Síndrome da Fibromialgia podem ser amenizadas com o uso terapêutico de substâncias extraídas da planta da Cannabis, popularmente conhecida como maconha. “Recentemente, um ensaio realizado pela Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal, publicado na importante revista científica Pain Medicine, apontou resultado evolutivo de pacientes fibromiálgicos que fizeram uso de óleo rico em CBD, comprovando que essa terapia reduz as dores provocadas pela doença”, declarou a médica Mirene Morais, certificada internacionalmente em Medicina Endocanabinóide.

Como pós-graduação pelo Hospital Sírio Libanês e especialista em dor pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Mirene ressaltou que a medicina já vem descobrindo vários potenciais terapêuticos dos fitocanabinóides, principalmente, o tetrahidrocanabinol (THC) e o Canabidiol (CBD), além de diversos outros componentes encontrados na Cannabis. “Os efeitos positivos do uso terapêutico são observados pelos meus pacientes que têm melhorado a sua qualidade de vida", esclareceu Mirene, ressaltando que está sempre atenta às pesquisas voltadas para a planta. 

No Brasil, existem 15 medicamentos à base de Cannabis, já autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para serem comercializados em farmácias e drogarias. Além disso, já há autorização para que sejam importados produtos produzidos em vários países do mundo. “Algumas Associações de pacientes - no Brasil - também possuem autorização de cultivo e extração de remédios à base de Cannabis, a exemplo da Abrace (na Paraíba) e da Apepi (no Rio de Janeiro)”, informou Mirene Morais.

Ela explicou que o paciente que tem interesse em fazer o uso terapêutico da Cannabis precisa procurar um médico para acompanhamento. “Todos os médicos estão habilitados a prescrever medicação à base de Cannabis. É importante, porém, que ele tenha convivência e estudos na área para o ajuste mais assertivo das doses e acompanhamento das possíveis interações medicamentosas”, advertiu Morais.

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