Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Novilho Coop mira R$100 milhões em 2027 após R$39 milhões em 2026

Novilho Coop movimentou R$ 39 milhões em 2026 e projeta R$ 100 milhões em negócios até 2027.

30/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h33
Novilho Coop mira R$100 milhões em 2027 após R$39 milhões em 2026

Novilho Coop movimentou R$39 milhões em negociações coletivas em 2026, gerando R$7,4 milhões de economia aos cooperados do Mato Grosso do Sul. A cooperativa espera fechar 2026 com R$50 mi e chegar a R$100 mi em 2027.

A Novilho Coop movimentou R$ 39 milhões em negociações coletivas de insumos na pecuária em 2026, superando os R$ 25 milhões registrados em todo o ano passado. As operações realizadas pela cooperativa já geraram uma economia de R$ 7,4 milhões aos cooperados do estado do Mato Grosso do Sul, e a expectativa é encerrar o ano com cerca de R$ 50 milhões negociados. Para 2027, a meta é alcançar R$ 100 milhões em operações.

Publicidade

O crescimento das negociações reflete uma mudança na organização da pecuária. Em vez de cada produtor negociar individualmente fertilizantes, nutrição animal, suplementos e outros insumos, a cooperativa reúne toda a demanda, promove concorrências entre fornecedores e fecha contratos de fornecimento de médio prazo. Com maior escala, os cooperados conseguem preços mais competitivos, enquanto as empresas se beneficiam da previsibilidade nas vendas ao longo do ano.

“A gente costuma falar que o produtor pequeno consegue negociar igual a um grande produtor. Ou seja, a cooperativa faz com que o pequeno se torne um grande negociador no mercado”, informou um dirigente.

Essa abordagem de negociação coletiva beneficia toda a cadeia produtiva. Além de reduzir o custo para os cooperados, os contratos oferecem segurança aos fornecedores, que conseguem programar a produção e organizar o fluxo de entregas durante todo o ano. O avanço do modelo também está relacionado ao crescimento da cultura do associativismo entre os pecuaristas. À medida que mais produtores aprendem sobre o funcionamento da cooperativa, aumenta o número de produtos negociados coletivamente e o volume financeiro das operações.

A Novilho Coop reúne parcerias que vão desde serviços utilizados pelos cooperados nas cidades até produtos diretamente ligados à atividade pecuária, ampliando continuamente sua carteira de negociações. Além da compra de insumos, a cooperativa atua na comercialização dos animais, organizando a oferta de bovinos terminados para atender frigoríficos, garantindo regularidade na entrega e padronização dos lotes, fatores fundamentais para atender tanto o mercado interno quanto as exportações.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

“Nós estamos preparados para sentar numa mesa com uma grande indústria e falar: ‘Nós vamos fornecer 3 mil animais por mês’. Isso dá segurança para que o frigorífico feche contratos de exportação sabendo que terá oferta regular de animais”, destacou um dirigente.

Esse formato beneficia toda a cadeia da carne, desde o pecuarista até o consumidor final, ao oferecer previsibilidade para a indústria cumprir contratos com varejistas e mercados internacionais. Após movimentar R$ 39 milhões em compras neste ano, a Novilho Coop estima encerrar 2026 com aproximadamente R$ 50 milhões em negociações. Para 2027, a meta é praticamente dobrar esse volume, alcançando cerca de R$ 100 milhões.

Além do crescimento financeiro, a estratégia prevê a ampliação das áreas de atuação da cooperativa. Entre os projetos estão a entrada no transporte dos insumos adquiridos pelos cooperados, a implantação de um confinamento próprio para atender pequenos e médios produtores que não possuem estrutura para terminação de animais e a expansão do modelo para outros estados. A cooperativa já mantém conversas com grupos de produtores do Tocantins e contratou uma empresa para estruturar um modelo de franquias.

Publicidade

A Novilho Coop também acompanha os impactos das restrições temporárias nas exportações brasileiras de carne bovina para a China. O relacionamento próximo com frigoríficos permitiu antecipar parte dos abates e reorganizar a oferta de animais durante o período de menor demanda. Atualmente, cinco plantas frigoríficas de Mato Grosso do Sul estão em férias coletivas, enquanto os cooperados reduziram o ritmo de entrega de animais para preservar a oferta até a retomada das compras chinesas.

“Houve uma preparação e uma organização. Hoje as fazendas estão com poucos animais prontos para o abate nesse período sem China. A expectativa é aumentar novamente a oferta entre outubro e novembro, quando esperamos a retomada das compras”, afirmou um dirigente.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

Novilho Coop movimentou R$39 milhões em negociações coletivas em 2026, gerando R$7,4 milhões de economia aos cooperados do Mato Grosso do Sul. A cooperativa espera fechar 2026 com R$50 mi e chegar a R$100 mi em 2027.

A Novilho Coop movimentou R$ 39 milhões em negociações coletivas de insumos na pecuária em 2026, superando os R$ 25 milhões registrados em todo o ano passado. As operações realizadas pela cooperativa já geraram uma economia de R$ 7,4 milhões aos cooperados do estado do Mato Grosso do Sul, e a expectativa é encerrar o ano com cerca de R$ 50 milhões negociados. Para 2027, a meta é alcançar R$ 100 milhões em operações.

O crescimento das negociações reflete uma mudança na organização da pecuária. Em vez de cada produtor negociar individualmente fertilizantes, nutrição animal, suplementos e outros insumos, a cooperativa reúne toda a demanda, promove concorrências entre fornecedores e fecha contratos de fornecimento de médio prazo. Com maior escala, os cooperados conseguem preços mais competitivos, enquanto as empresas se beneficiam da previsibilidade nas vendas ao longo do ano.

“A gente costuma falar que o produtor pequeno consegue negociar igual a um grande produtor. Ou seja, a cooperativa faz com que o pequeno se torne um grande negociador no mercado”, informou um dirigente.

Essa abordagem de negociação coletiva beneficia toda a cadeia produtiva. Além de reduzir o custo para os cooperados, os contratos oferecem segurança aos fornecedores, que conseguem programar a produção e organizar o fluxo de entregas durante todo o ano. O avanço do modelo também está relacionado ao crescimento da cultura do associativismo entre os pecuaristas. À medida que mais produtores aprendem sobre o funcionamento da cooperativa, aumenta o número de produtos negociados coletivamente e o volume financeiro das operações.

A Novilho Coop reúne parcerias que vão desde serviços utilizados pelos cooperados nas cidades até produtos diretamente ligados à atividade pecuária, ampliando continuamente sua carteira de negociações. Além da compra de insumos, a cooperativa atua na comercialização dos animais, organizando a oferta de bovinos terminados para atender frigoríficos, garantindo regularidade na entrega e padronização dos lotes, fatores fundamentais para atender tanto o mercado interno quanto as exportações.

“Nós estamos preparados para sentar numa mesa com uma grande indústria e falar: ‘Nós vamos fornecer 3 mil animais por mês’. Isso dá segurança para que o frigorífico feche contratos de exportação sabendo que terá oferta regular de animais”, destacou um dirigente.

Esse formato beneficia toda a cadeia da carne, desde o pecuarista até o consumidor final, ao oferecer previsibilidade para a indústria cumprir contratos com varejistas e mercados internacionais. Após movimentar R$ 39 milhões em compras neste ano, a Novilho Coop estima encerrar 2026 com aproximadamente R$ 50 milhões em negociações. Para 2027, a meta é praticamente dobrar esse volume, alcançando cerca de R$ 100 milhões.

Além do crescimento financeiro, a estratégia prevê a ampliação das áreas de atuação da cooperativa. Entre os projetos estão a entrada no transporte dos insumos adquiridos pelos cooperados, a implantação de um confinamento próprio para atender pequenos e médios produtores que não possuem estrutura para terminação de animais e a expansão do modelo para outros estados. A cooperativa já mantém conversas com grupos de produtores do Tocantins e contratou uma empresa para estruturar um modelo de franquias.

A Novilho Coop também acompanha os impactos das restrições temporárias nas exportações brasileiras de carne bovina para a China. O relacionamento próximo com frigoríficos permitiu antecipar parte dos abates e reorganizar a oferta de animais durante o período de menor demanda. Atualmente, cinco plantas frigoríficas de Mato Grosso do Sul estão em férias coletivas, enquanto os cooperados reduziram o ritmo de entrega de animais para preservar a oferta até a retomada das compras chinesas.

“Houve uma preparação e uma organização. Hoje as fazendas estão com poucos animais prontos para o abate nesse período sem China. A expectativa é aumentar novamente a oferta entre outubro e novembro, quando esperamos a retomada das compras”, afirmou um dirigente.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA