No Brasil contemporâneo vivemos dias extraordinários que nem mesmo o mais criativo dos ficcionistas poderia imaginar. Nesse contexto, o dia Sete de Setembro de 2025 ficará marcado na história como aquele em que milhares de cidadãos brasileiros saíram às ruas e declararam que desejam que os EUA interfiram nas nossas instituições, mais especificamente nas decisões do poder judiciário, no âmbito do processo que julga a tentativa do golpe de estado orquestrada pelo ex-presidente da república Jair Bolsonaro.
A imagem dos manifestantes que compareceram aos atos promovidos pelos seus seguidores desfraldando a bandeira americana ficará para sempre marcada na história da nossa nação, bem como a postura honrosa e clarividente do nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus ministros que não renunciaram à nossa soberania enaltecida por todos no desfile militar ocorrido em Brasília.
Já em outras capitais brasileiras, o que se ouviu foi o discurso de políticos que se dizem conservadores, aqueles mesmos que quando eleitos juraram respeito à nossa constituição, a pedir cinicamente a intervenção dos americanos em nosso país. Esses fatos que ficarão registrados para sempre, nos remete a um passado recente cujo resultado foram 20 anos de ditadura militar.
Cabe ressaltar nessas manifestações uma pitada de psicose coletiva, que inibe a percepção da realidade, semelhante ao que aconteceu na Alemanha nazista, onde a ideologia e o comportamento irracional superaram a razão.
Clamar por anistia para quem nada fez como militar banido das forças armadas, deputado sem nenhuma proposta relevante, acusado de roubo de joias pertencentes a União, responsável por 700.000 mortes durante a pandemia de covid 19, e réu em prisão domiciliar é sem dúvida uma decisão contestável e insana.
Perdoar seus crimes é um convite a impunidade eterna, e a certeza que no Brasil o crime compensa, além de incentivar novas tentativas de atentados ao Estado democrático de direito.
Para quem rezou para pneus e pediu socorro aos extraterrestres, entre outras excentricidades esse comportamento margeia problemas mentais, fartamente abordados pela psicologia e psiquiatria.
Brasileiros que idolatram a nação que não a sua, e se auto intitulam de patriotas, na verdade são apenas seres manipulados, que não percebem que são apenas massa de manobra, que mesmo humilhados pelos que adoram não hesitam em servi-los, em serem reutilizados neste papel vil de traidor da pátria, demonstrando a total ausência de autoestima e valores civilizatórios.
Paradoxalmente, são os mesmos que efusivamente entoam o hino nacional, que enaltece o sol da liberdade que nos ilumina. Para esses personagens nefastos a pátria amada idolatrada que se curve ao jugo trumpista. Na sua cegueira coletiva não percebem que são mera massa de manobra, manipulados por uma banda podre encrustada no Congresso Nacional, com visões antidemocráticas, onde o que realmente interessa é a permanência no poder e as benesses que ele proporciona.
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