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Aracaju, Quinta-feira, 11 de junho de 2026
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Ocupação de pessoas com 60 anos ou mais cresce 53% em uma década, mas informalidade é mais alta

Economia

Ocupação de pessoas com 60 anos ou mais cresce 53% em uma década, mas informalidade é mais alta

O número de pessoas com 60 anos ou mais ocupadas no mercado de trabalho brasileiro aumentou 53% entre 2016 e 2025, avanço proporcionalmente superior ao...

11/06/2026 · 18h27
Ocupação de pessoas com 60 anos ou mais cresce 53% em uma década, mas informalidade é mais alta
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O número de pessoas com 60 anos ou mais ocupadas no mercado de trabalho brasileiro aumentou 53% entre 2016 e 2025, avanço proporcionalmente superior ao verificado em outros segmentos da população, segundo estudo da empresa de pesquisa Nexus. O crescimento, contudo, vem acompanhado de maior informalidade entre esse grupo.

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De acordo com a análise da Nexus, a população brasileira com 60 anos ou mais passou de 25,8 milhões em 2016 para 35,2 milhões em 2025, saltando de 13% para 17% do total da população. No mesmo intervalo, o contingente de trabalhadores nessa faixa etária subiu de 5,7 milhões para cerca de 8,8 milhões.

No fim de 2025, uma em cada quatro pessoas com 60 anos ou mais estava ocupada (25%), ante 22% em 2016 — a maior taxa dos últimos dez anos para esse recorte. Em comparação, a população total do país cresceu 5% no período, passando de 203,2 milhões para 212,6 milhões, enquanto o número total de postos de trabalho avançou 14,6%, chegando a praticamente 103 milhões de trabalhadores ao final de 2025.

Interpretações da pesquisa

Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, classificou os resultados como um “copo meio cheio, meio vazio”. Segundo ele, é positivo que pessoas aos 60, 70 anos mantenham capacidade para trabalhar. Ao mesmo tempo, alerta para a precarização de uma fase que tradicionalmente corresponde à aposentadoria, citando inclusive casos de pessoas de 75 anos que seguem em atividade para complementar renda.

A Nexus utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, que considera todas as formas de ocupação — com ou sem carteira assinada, temporário ou por conta própria — e só classifica alguém como desocupado se houve procura por emprego.

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A empresa aponta também a reforma da Previdência de 2019 como um dos fatores que ajudam a explicar a maior presença de idosos no mercado de trabalho, porque elevou a idade mínima e o tempo de contribuição exigidos para aposentadoria: para mulheres, 62 anos de idade e 15 anos de contribuição; para homens, 65 anos e 20 anos de contribuição. Antes da mudança, mulheres podiam se aposentar aos 60 anos e não havia idade mínima para aposentadoria por tempo de contribuição.

Informalidade

O levantamento mostra que 53% das pessoas de 60 anos ou mais no trabalho estão em situação de informalidade, percentual superior ao observado na população em geral (38%) e também ao verificado entre jovens de 18 a 24 anos (41%). O IBGE considera informais empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, entre outros casos, o que implica ausência de direitos como férias, contribuição previdenciária regular e 13º salário.

A Nexus conclui que a sustentabilidade econômica diante desse cenário depende de políticas públicas que incentivem a formalização e de uma revisão das estruturas corporativas relacionadas à ergonomia, benefícios e inclusão geracional.

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Com informações de Agência Brasil

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O número de pessoas com 60 anos ou mais ocupadas no mercado de trabalho brasileiro aumentou 53% entre 2016 e 2025, avanço proporcionalmente superior ao verificado em outros segmentos da população, segundo estudo da empresa de pesquisa Nexus. O crescimento, contudo, vem acompanhado de maior informalidade entre esse grupo.

De acordo com a análise da Nexus, a população brasileira com 60 anos ou mais passou de 25,8 milhões em 2016 para 35,2 milhões em 2025, saltando de 13% para 17% do total da população. No mesmo intervalo, o contingente de trabalhadores nessa faixa etária subiu de 5,7 milhões para cerca de 8,8 milhões.

No fim de 2025, uma em cada quatro pessoas com 60 anos ou mais estava ocupada (25%), ante 22% em 2016 — a maior taxa dos últimos dez anos para esse recorte. Em comparação, a população total do país cresceu 5% no período, passando de 203,2 milhões para 212,6 milhões, enquanto o número total de postos de trabalho avançou 14,6%, chegando a praticamente 103 milhões de trabalhadores ao final de 2025.

Interpretações da pesquisa

Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, classificou os resultados como um “copo meio cheio, meio vazio”. Segundo ele, é positivo que pessoas aos 60, 70 anos mantenham capacidade para trabalhar. Ao mesmo tempo, alerta para a precarização de uma fase que tradicionalmente corresponde à aposentadoria, citando inclusive casos de pessoas de 75 anos que seguem em atividade para complementar renda.

A Nexus utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, que considera todas as formas de ocupação — com ou sem carteira assinada, temporário ou por conta própria — e só classifica alguém como desocupado se houve procura por emprego.

A empresa aponta também a reforma da Previdência de 2019 como um dos fatores que ajudam a explicar a maior presença de idosos no mercado de trabalho, porque elevou a idade mínima e o tempo de contribuição exigidos para aposentadoria: para mulheres, 62 anos de idade e 15 anos de contribuição; para homens, 65 anos e 20 anos de contribuição. Antes da mudança, mulheres podiam se aposentar aos 60 anos e não havia idade mínima para aposentadoria por tempo de contribuição.

Informalidade

O levantamento mostra que 53% das pessoas de 60 anos ou mais no trabalho estão em situação de informalidade, percentual superior ao observado na população em geral (38%) e também ao verificado entre jovens de 18 a 24 anos (41%). O IBGE considera informais empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, entre outros casos, o que implica ausência de direitos como férias, contribuição previdenciária regular e 13º salário.

A Nexus conclui que a sustentabilidade econômica diante desse cenário depende de políticas públicas que incentivem a formalização e de uma revisão das estruturas corporativas relacionadas à ergonomia, benefícios e inclusão geracional.




Com informações de Agência Brasil

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