Na manhã de quarta‑feira, 6, o Quartel do Comando‑Geral (QCG), na Zona Norte de Aracaju, recebeu o coronel da Reserva Remunerada Eduardo Santiago, que apresentou ao comando da Polícia Militar de Sergipe duas publicações nas áreas jurídica e de políticas públicas voltadas à segurança: “Parâmetros Constitucionais para Atuação da Polícia Militar” e “Racismo Estrutural como Limite às Políticas Públicas de Combate à Discriminação”.
O encontro ocorreu com a presença do comandante‑geral em exercício, coronel Carlos Rollemberg, que destacou a importância de manter laços com oficiais que seguem contribuindo academicamente para a corporação. Segundo a administração da PMSE, Rollemberg reafirmou o apoio a integrantes da ativa e da reserva e enfatizou o interesse em promover avanços na qualidade e humanização dos serviços prestados pela instituição.
Em retorno ao local onde atuou por décadas, o coronel Eduardo Santiago demonstrou emoção ao rever colegas e comemorar o crescimento da corporação. No relato divulgado, ele ressaltou o sentimento de pertencimento e a satisfação de participar da evolução da Polícia Militar, celebrando a trajetória profissional construída dentro da instituição.
Também participou do evento o tenente‑coronel José Luiz Ferreira, diretor do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), representando a articulação entre setores operacionais e as diferentes gerações da corporação.
Trajetória e atuação
O coronel Eduardo Santiago tem extensa carreira na PMSE, tendo ocupado cargos como subcomandante‑geral, corregedor‑geral e chefe do Estado‑Maior Geral (EMG). Na área acadêmica, é professor de Direito na Universidade Tiradentes (Unit) desde 2002, com atuação nos campos do Direito Penal e do Processo Penal. Além de advogado, Santiago produz conteúdo sobre segurança pública e temas raciais em plataformas digitais, reunindo uma comunidade superior a 100 mil seguidores.

As obras entregues ao Comando‑Geral tratam de parâmetros constitucionais para a atuação policial e dos limites impostos pelo racismo estrutural às políticas públicas de combate à discriminação, questões apontadas como relevantes para o debate contemporâneo sobre segurança e direitos.
O ato formal de apresentação das publicações reforçou o diálogo entre a corporação e agentes que unem experiência operacional e produção intelectual voltada à segurança pública.
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