O consumo mundial de petróleo deve crescer 18% até 2050, segundo novo relatório da Opep. A projeção supera a estimativa anterior e reforça a dependência global do combustível.
A demanda global por petróleo deverá alcançar 124,1 milhões de barris por dia (bpd) em 2050, um incremento significativo em relação aos 105,1 milhões de bpd esperados para 2025. Essa projeção foi divulgada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, no relatório intitulado Perspectivas Mundiais do Petróleo (WOO, na sigla em inglês).
A nova estimativa é superior à apresentada no relatório do ano anterior, quando a Opep previa uma demanda de 122,9 milhões de bpd em 2050. Além disso, a projeção para o ano de 2030 também foi elevada, passando de 112,3 milhões para 113,3 milhões de bpd. A expectativa é de que o consumo continue a avançar nas próximas décadas, impulsionado por mudanças nas políticas energéticas, preocupações com segurança energética, crescimento econômico e aumento populacional, especialmente em países em desenvolvimento.
De acordo com a Opep, a maior parte do crescimento da demanda virá de economias fora da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A demanda desses países deverá aumentar em 26,9 milhões de bpd entre 2025 e 2050. Em contrapartida, o consumo nas economias da OCDE tende a recuar no longo prazo, após uma expansão modesta até o final da década.
“A Índia será o principal motor do crescimento da demanda global de petróleo nas próximas décadas, com um aumento projetado de 8,1 milhões de bpd até 2050”, destacou o relatório.
Além da Índia, a Opep prevê avanços significativos em regiões emergentes da Ásia, no Oriente Médio, na África e na América Latina. Os derivados ligados ao transporte e à atividade industrial devem ser os responsáveis pela maior parte da expansão do consumo. O documento aponta que a maior alta projetada será para o querosene de aviação e o combustível de jato, cuja demanda deve aumentar em 4,2 milhões de bpd até 2050. Em seguida, aparecem o diesel e o gasóleo, com um incremento de 3,8 milhões de bpd, além de GLP/etano (3,5 milhões de bpd), nafta (3,2 milhões de bpd) e gasolina (2,4 milhões de bpd).
No cenário traçado pela Opep, o petróleo permanecerá como a principal fonte individual da matriz energética mundial em 2050, respondendo por cerca de 30% da demanda total de energia. A organização sustenta que o crescimento econômico e demográfico das economias emergentes continuará a garantir a expansão do consumo de petróleo nas próximas décadas.
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