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Aracaju, Quinta-feira, 18 de junho de 2026
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MT adia para 2035 fim do uso de biomassa nativa em indústrias

Brasil

MT adia para 2035 fim do uso de biomassa nativa em indústrias

Governo de Mato Grosso adiou prazo para acabar com o uso de biomassa nativa por indústrias.

18/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h57
MT adia para 2035 fim do uso de biomassa nativa em indústrias

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Mato Grosso assinou novo acordo com o MP e ampliou o prazo para substituir vegetação nativa por madeira de reflorestamento. Usinas de etanol de milho estão entre as afetadas pela medida.

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O governo de Mato Grosso anunciou a prorrogação da meta para eliminar o uso de vegetação nativa como biomassa em projetos do estado, incluindo a utilização por usinas de etanol de milho. No dia 10 de junho, um novo Termo de Compromisso Ambiental (TCA) foi assinado com o Ministério Público do Estado (MP-MT), estabelecendo que a partir de 2035, as indústrias deverão utilizar apenas biomassa proveniente de madeiras de reflorestamento e cortes de Plano de Manejo Sustentável (PMFS), em conformidade com o Código Florestal Nacional, de 2012.

No primeiro Termo de Ajuste de Conduta (TAC), firmado em 8 de junho, o governador Otaviano Pivetta e o MP-MT tinham acordado que o uso de vegetação nativa por indústrias de alto consumo de biomassa deveria ser encerrado até 2034. Naquela ocasião, foram estabelecidas metas de redução gradual da biomassa nativa: 50% até 2030, 40% em 2031, 30% em 2032 e 10% em 2033.

Com a nova decisão, o término do uso de biomassa por grandes indústrias foi adiado para 2035, com uma meta intermediária de 40% estabelecida para 2034.

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Além dessa medida, o governo implementou um plano para fomentar florestas plantadas em uma área de 700 mil hectares ou mais até 2040, bem como a expansão da área de manejo florestal sustentável para 6,5 milhões de hectares ou mais até o mesmo ano.

As novas normas se aplicam às indústrias já existentes no estado. Indústrias que estão em fase de construção ou ampliação precisarão apresentar um plano que comprove o uso exclusivo de biomassa de florestas plantadas ou de manejo florestal sustentável.

O TCA estipula que o governo deverá publicar um decreto com as diretrizes relacionadas ao tema em um prazo de 30 dias. A Secretaria de Agricultura do estado terá 60 dias para emitir uma nova normativa e comunicar as empresas em até 90 dias.

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Essa iniciativa é resultado de um inquérito iniciado no ano passado pelo Ministério Público do Mato Grosso, com o objetivo de verificar o cumprimento da legislação nacional.

Atualmente, Mato Grosso conta com cerca de 200 mil hectares de plantio renovável, dos quais pouco mais de 100 mil hectares pertencem à FS, a única companhia do setor que declara publicamente sua autossuficiência em florestas plantadas, representando mais de 10% do total de bambu cultivado.

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Mato Grosso assinou novo acordo com o MP e ampliou o prazo para substituir vegetação nativa por madeira de reflorestamento. Usinas de etanol de milho estão entre as afetadas pela medida.

O governo de Mato Grosso anunciou a prorrogação da meta para eliminar o uso de vegetação nativa como biomassa em projetos do estado, incluindo a utilização por usinas de etanol de milho. No dia 10 de junho, um novo Termo de Compromisso Ambiental (TCA) foi assinado com o Ministério Público do Estado (MP-MT), estabelecendo que a partir de 2035, as indústrias deverão utilizar apenas biomassa proveniente de madeiras de reflorestamento e cortes de Plano de Manejo Sustentável (PMFS), em conformidade com o Código Florestal Nacional, de 2012.

No primeiro Termo de Ajuste de Conduta (TAC), firmado em 8 de junho, o governador Otaviano Pivetta e o MP-MT tinham acordado que o uso de vegetação nativa por indústrias de alto consumo de biomassa deveria ser encerrado até 2034. Naquela ocasião, foram estabelecidas metas de redução gradual da biomassa nativa: 50% até 2030, 40% em 2031, 30% em 2032 e 10% em 2033.

Com a nova decisão, o término do uso de biomassa por grandes indústrias foi adiado para 2035, com uma meta intermediária de 40% estabelecida para 2034.

Além dessa medida, o governo implementou um plano para fomentar florestas plantadas em uma área de 700 mil hectares ou mais até 2040, bem como a expansão da área de manejo florestal sustentável para 6,5 milhões de hectares ou mais até o mesmo ano.

As novas normas se aplicam às indústrias já existentes no estado. Indústrias que estão em fase de construção ou ampliação precisarão apresentar um plano que comprove o uso exclusivo de biomassa de florestas plantadas ou de manejo florestal sustentável.

O TCA estipula que o governo deverá publicar um decreto com as diretrizes relacionadas ao tema em um prazo de 30 dias. A Secretaria de Agricultura do estado terá 60 dias para emitir uma nova normativa e comunicar as empresas em até 90 dias.

Essa iniciativa é resultado de um inquérito iniciado no ano passado pelo Ministério Público do Mato Grosso, com o objetivo de verificar o cumprimento da legislação nacional.

Atualmente, Mato Grosso conta com cerca de 200 mil hectares de plantio renovável, dos quais pouco mais de 100 mil hectares pertencem à FS, a única companhia do setor que declara publicamente sua autossuficiência em florestas plantadas, representando mais de 10% do total de bambu cultivado.

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