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Aracaju, Terça-feira, 23 de junho de 2026
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Operação da Polícia Civil apreende R$ 240 mil e Prefeitura de Aracaju afasta servidor da Semed

Aracaju

Operação da Polícia Civil apreende R$ 240 mil e Prefeitura de Aracaju afasta servidor da Semed

Investigação conduzida pelo COPE apura esquema de superfaturamento de contratos, cobrança de propina a empresários e possível destinação de valores para financiamento eleitoral irregular.

23/06/2026 · 17h15
Operação da Polícia Civil apreende R$ 240 mil e Prefeitura de Aracaju afasta servidor da Semed

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Investigação conduzida pelo COPE apura esquema de superfaturamento de contratos, cobrança de propina a empresários e possível destinação de valores para financiamento eleitoral irregular.

Uma operação de grande impacto deflagrada pela Polícia Civil de Sergipe abalou os bastidores políticos da capital nesta terça-feira (23). A Prefeitura de Aracaju confirmou o afastamento preventivo de um servidor comissionado da Secretaria Municipal da Educação (Semed) após equipes do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) apreenderem cerca de R$ 240 mil em espécie sob a posse do investigado.

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De acordo com a Polícia Civil, o funcionário público não apresentou uma justificativa plausível ou comprovação legal para a origem do montante encontrado.

As Duas Frentes do Esquema Criminoso

A investigação, que contou com o suporte estratégico da Divisão de Inteligência (Dipol), foi iniciada a partir de denúncias anônimas. As apurações preliminares apontam que o suposto esquema criminoso operava em duas frentes principais dentro da administração municipal:

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  1. Contratos Superfaturados: Suspeita de fraude em processos licitatórios e contratos firmados entre empresas prestadoras de serviço e a Semed, com o retorno de parte do dinheiro público (o chamado “cashback” ilícito) para os agentes envolvidos.
  2. Cobrança de Propina: Empresários estariam sendo pressionados a pagar valores indevidos para conseguir a liberação de pagamentos de contratos que já haviam sido devidamente executados e liquidados pela municipalidade.

Conexão Eleitoral sob Investigação

Além dos crimes de corrupção e desvio de verbas públicas, o inquérito policial abriu uma terceira linha de apuração ainda mais sensível. Os investigadores trabalham com a hipótese de que parte dos R$ 240 mil apreendidos em espécie teria como destino o financiamento irregular de campanhas eleitorais, vertente que pode atrair a competência da Justiça Eleitoral e ampliar significativamente o alcance da operação.

Posicionamento da Gestão Municipal

Por meio de nota oficial, a Prefeitura de Aracaju informou que tomou conhecimento da operação policial através dos veículos de imprensa e que adotou o afastamento do comissionado de forma imediata como medida administrativa preventiva.

“A Prefeitura confia no trabalho das instituições competentes e reafirma a importância da apuração dos fatos, com observância ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa”, destacou o comunicado do município, que emendou informando que não emitirá novos comentários até a conclusão do inquérito.

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O espaço segue aberto para a manifestação da defesa do servidor afastado à medida que o processo avance no COPE.

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Investigação conduzida pelo COPE apura esquema de superfaturamento de contratos, cobrança de propina a empresários e possível destinação de valores para financiamento eleitoral irregular.

Uma operação de grande impacto deflagrada pela Polícia Civil de Sergipe abalou os bastidores políticos da capital nesta terça-feira (23). A Prefeitura de Aracaju confirmou o afastamento preventivo de um servidor comissionado da Secretaria Municipal da Educação (Semed) após equipes do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) apreenderem cerca de R$ 240 mil em espécie sob a posse do investigado.

De acordo com a Polícia Civil, o funcionário público não apresentou uma justificativa plausível ou comprovação legal para a origem do montante encontrado.

As Duas Frentes do Esquema Criminoso

A investigação, que contou com o suporte estratégico da Divisão de Inteligência (Dipol), foi iniciada a partir de denúncias anônimas. As apurações preliminares apontam que o suposto esquema criminoso operava em duas frentes principais dentro da administração municipal:

  1. Contratos Superfaturados: Suspeita de fraude em processos licitatórios e contratos firmados entre empresas prestadoras de serviço e a Semed, com o retorno de parte do dinheiro público (o chamado “cashback” ilícito) para os agentes envolvidos.
  2. Cobrança de Propina: Empresários estariam sendo pressionados a pagar valores indevidos para conseguir a liberação de pagamentos de contratos que já haviam sido devidamente executados e liquidados pela municipalidade.

Conexão Eleitoral sob Investigação

Além dos crimes de corrupção e desvio de verbas públicas, o inquérito policial abriu uma terceira linha de apuração ainda mais sensível. Os investigadores trabalham com a hipótese de que parte dos R$ 240 mil apreendidos em espécie teria como destino o financiamento irregular de campanhas eleitorais, vertente que pode atrair a competência da Justiça Eleitoral e ampliar significativamente o alcance da operação.

Posicionamento da Gestão Municipal

Por meio de nota oficial, a Prefeitura de Aracaju informou que tomou conhecimento da operação policial através dos veículos de imprensa e que adotou o afastamento do comissionado de forma imediata como medida administrativa preventiva.

“A Prefeitura confia no trabalho das instituições competentes e reafirma a importância da apuração dos fatos, com observância ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa”, destacou o comunicado do município, que emendou informando que não emitirá novos comentários até a conclusão do inquérito.

O espaço segue aberto para a manifestação da defesa do servidor afastado à medida que o processo avance no COPE.

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