Caso ocorreu em Rondônia e exigiu intervenção cirúrgica para retirada do objeto. Especialistas advertem que prática pode causar infecções graves e até a morte.
O paciente buscou atendimento em uma unidade de pronto atendimento alegando fortes dores abdominais e desconforto extremo. Após exames de imagem (raio-X), a equipe médica identificou a presença de um corpo estranho — um frasco de desodorante spray — alojado na região colorretal. Devido ao posicionamento do objeto, não foi possível a remoção manual, sendo necessário o encaminhamento para o centro cirúrgico.
Os Perigos de Corpos Estranhos no Reto
Médicos proctologistas e cirurgiões gerais aproveitam o caso para reforçar que a introdução de objetos não anatômicos no canal anal oferece perigos severos à saúde:
- Perfuração Intestinal: Objetos rígidos ou com pontas podem romper a parede do reto ou do cólon, levando a uma peritonite (infecção generalizada na cavidade abdominal), que é potencialmente fatal.
- Obstrução e Inchaço: O objeto pode causar um efeito de vácuo, dificultando a retirada e impedindo a passagem de fezes e gases, o que gera necrose dos tecidos.
- Lacerações e Hemorragias: O esforço para tentar retirar o objeto em casa pode causar sangramentos graves e danos permanentes aos esfíncteres, resultando em incontinência fecal.
Recomendações Médicas
A equipe de saúde ressaltou dois pontos cruciais para quem passa por situações semelhantes:
- Não tente retirar o objeto em casa: O uso de pinças, arames ou outros objetos para tentar a remoção doméstica quase sempre agrava a lesão e empurra o item ainda mais para cima.
- Busque ajuda imediata: O constrangimento não deve impedir a busca por socorro. Quanto mais tempo o objeto permanece no corpo, maior o risco de complicações que podem exigir colostomia (uso de bolsa de fezes externa) definitiva ou temporária.
Estatísticas Médicas
Embora pareçam raros, casos de corpos estranhos retais são atendidos com frequência em prontos-socorros de grandes cidades. Os objetos mais comuns incluem garrafas, latas, frutas, lâmpadas e utensílios domésticos. Na maioria das vezes, o perfil dos pacientes é de adultos que buscam gratificação sexual, mas que acabam em situações de risco por falta de informação sobre segurança.
O paciente de Rondônia segue em observação pós-operatória e o quadro é considerado estável. O sigilo sobre a identidade do indivíduo foi mantido, conforme os protocolos de ética médica.
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