O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu no dia 10 de abril de 2026, em São Paulo, a criação de regras para a publicidade das plataformas de apostas (bets) semelhantes às aplicadas ao cigarro, com o objetivo de reduzir o avanço do vício em apostas online.
Padilha falou com jornalistas após participar, junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da inauguração do Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin) do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Segundo o ministro, as apostas on-line configuram hoje um problema de saúde pública e exigem medidas de restrição à propaganda.
O ministro afirmou que o governo já obteve um resultado importante ao impedir o acesso de crianças às plataformas de apostas, mas que é necessário avançar no Legislativo para endurecer as regras. Padilha pediu que o Congresso considere proibir a publicidade das bets e adotar mecanismos para limitar o acesso, na mesma linha das normas que restringem a promoção do cigarro.
Em entrevista concedida no dia anterior, 9 de abril, ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, apresentado por José Luiz Datena, Padilha classificou o problema das apostas como vício que atinge dimensões comparáveis às do tabagismo em seu período de maior publicidade. Na ocasião, ele recordou como a propaganda do cigarro esteve fortemente presente em eventos esportivos e observou que a exposição das marcas contribuiu para a disseminação do hábito.
Fiscalização de canetas emagrecedoras
Além das apostas, o ministro comentou o reforço da fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre as chamadas canetas emagrecedoras. Padilha informou que a Anvisa tem intensificado a vigilância desses produtos, mas que também é necessário ampliar o controle sobre farmácias de manipulação que produzem esses medicamentos.

Na avaliação do ministro, algumas dessas farmácias têm se transformado em estruturas com capacidade industrial e, por isso, deveriam estar sujeitas às mesmas regras aplicadas às indústrias farmacêuticas que fabricam medicamentos em maior escala.
Padilha encerrou as declarações ressaltando a necessidade de regulamentação e fiscalização mais rigorosas para enfrentar riscos à saúde pública decorrentes tanto das apostas on-line quanto de práticas inadequadas na fabricação de medicamentos manipulados.
LEIA TAMBÉM
Reconhecimento Histórico: Hospital de Cirurgia homenageia Márcia Guimarães por liderança na reconstrução da instituição centenária
16 de setPesquisa aponta queda na prevalência de HPV entre jovens após vacinação
15 de set“A qualidade será pioneira no Brasil”, garante diretor sobre o novo Hospital do Câncer de Sergipe
15 de setReceba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

