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Aracaju, Segunda-feira, 13 de julho de 2026
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Participação feminina entre pilotos brasileiros é de apenas 3,76%

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Participação feminina entre pilotos brasileiros é de apenas 3,76%

Apenas 3,76% dos pilotos brasileiros são mulheres, revelando desigualdade no setor.

13/07/2026 · 13h01
Participação feminina entre pilotos brasileiros é de apenas 3,76%

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Nos últimos anos, o Brasil expediu um total de 29.359 licenças para pilotos comerciais e de linhas aéreas, entre 2005 e 2026. Destas, impressionantes 96,24% foram concedidas a homens, resultando em apenas 3,76% de mulheres aptas a voar. Atualmente, o país conta com 1.105 mulheres habilitadas, mas apenas 235 estão em atividade nas três principais companhias aéreas: Azul, GOL e Latam Brasil.

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A comandante Tatiana Mônico, em uma análise sobre a situação, destacou que o baixo número de mulheres no setor se deve a barreiras discriminatórias, altos custos de formação e, sobretudo, à dificuldade em acumular as horas de voo necessárias para as companhias aéreas.

Desde 2005, a distribuição de licenças tem mostrado variações conforme os ciclos políticos do Brasil. O ano de 2012 registrou o pico histórico, com 1.907 licenças expedidas durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff. Em contrapartida, durante a pandemia de 2020, o número caiu para o menor patamar desde 2009, no governo de Jair Bolsonaro. Um novo pico foi alcançado em 2025, com a concessão de 1.856 licenças, enquanto os dados de 2026, que abrangem apenas o primeiro semestre, somam 808.

Entre as mulheres, o crescimento é mais gradual. O ano de 2005 marcou o menor número de licenças, com apenas 14 concedidas. Por outro lado, 2025 viu um aumento significativo, atingindo 114 licenças – o maior número registrado. Apesar desse avanço, a proporção de mulheres entre os pilotos brasileiros permanece inalterada há duas décadas, representando cerca de 3,76%, abaixo da média global de 4% de mulheres pilotos, conforme a Organização da Aviação Civil Internacional.

Comparando com outros países, a Índia se destaca com cerca de 15% de participação feminina entre pilotos comerciais, quase quatro vezes mais que o Brasil. Nos Estados Unidos, esse percentual é de 10,3%, enquanto no Reino Unido é de 5,2%. Contudo, é importante ressaltar que essas estatísticas internacionais variam conforme as metodologias adotadas por cada país.

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As três principais companhias aéreas brasileiras apresentaram dados sobre a presença feminina. A Latam Brasil conta com 94 mulheres entre seus 2.287 tripulantes técnicos, representando 4,1%. A Azul possui 86 mulheres, o que equivale a 4,4% do total. A GOL não confirmou seus números, mas em 2025, havia 55 mulheres pilotos em sua equipe.

O aumento na quantidade de mulheres na Azul é notável, passando de 18 comandantes em 2020 para 30 em 2026, um crescimento de 66,7%. Ambas as companhias, Azul e Latam Brasil, implementaram políticas para ampliar a presença feminina, como o programa “Proa Direta”, da Latam, que visa aproximar candidatas.

A igualdade salarial entre homens e mulheres na aviação é um ponto positivo, uma vez que a remuneração é baseada em critérios objetivos, como horas de voo e quilômetros voados. No entanto, a Abear não se manifestou sobre a existência de diferenças salariais entre os gêneros.

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“Lugar de mulher é no cockpit”, afirmou Tatiana Mônico, destacando as dificuldades enfrentadas por mulheres no setor, como a acumulação de horas de voo.

Em 2025, um vídeo da comandante Tatiana Mônico ganhou destaque nas redes sociais, onde sua colega, a comandante Gabriela Duarte, a homenageou durante uma cerimônia de apresentação. Tatiana, que possui mais de 20 anos de experiência na aviação, destacou que a baixa presença feminina é mais uma questão de escolha de carreira do que de discriminação.

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Nos últimos anos, o Brasil expediu um total de 29.359 licenças para pilotos comerciais e de linhas aéreas, entre 2005 e 2026. Destas, impressionantes 96,24% foram concedidas a homens, resultando em apenas 3,76% de mulheres aptas a voar. Atualmente, o país conta com 1.105 mulheres habilitadas, mas apenas 235 estão em atividade nas três principais companhias aéreas: Azul, GOL e Latam Brasil.

A comandante Tatiana Mônico, em uma análise sobre a situação, destacou que o baixo número de mulheres no setor se deve a barreiras discriminatórias, altos custos de formação e, sobretudo, à dificuldade em acumular as horas de voo necessárias para as companhias aéreas.

Desde 2005, a distribuição de licenças tem mostrado variações conforme os ciclos políticos do Brasil. O ano de 2012 registrou o pico histórico, com 1.907 licenças expedidas durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff. Em contrapartida, durante a pandemia de 2020, o número caiu para o menor patamar desde 2009, no governo de Jair Bolsonaro. Um novo pico foi alcançado em 2025, com a concessão de 1.856 licenças, enquanto os dados de 2026, que abrangem apenas o primeiro semestre, somam 808.

Entre as mulheres, o crescimento é mais gradual. O ano de 2005 marcou o menor número de licenças, com apenas 14 concedidas. Por outro lado, 2025 viu um aumento significativo, atingindo 114 licenças – o maior número registrado. Apesar desse avanço, a proporção de mulheres entre os pilotos brasileiros permanece inalterada há duas décadas, representando cerca de 3,76%, abaixo da média global de 4% de mulheres pilotos, conforme a Organização da Aviação Civil Internacional.

Comparando com outros países, a Índia se destaca com cerca de 15% de participação feminina entre pilotos comerciais, quase quatro vezes mais que o Brasil. Nos Estados Unidos, esse percentual é de 10,3%, enquanto no Reino Unido é de 5,2%. Contudo, é importante ressaltar que essas estatísticas internacionais variam conforme as metodologias adotadas por cada país.

As três principais companhias aéreas brasileiras apresentaram dados sobre a presença feminina. A Latam Brasil conta com 94 mulheres entre seus 2.287 tripulantes técnicos, representando 4,1%. A Azul possui 86 mulheres, o que equivale a 4,4% do total. A GOL não confirmou seus números, mas em 2025, havia 55 mulheres pilotos em sua equipe.

O aumento na quantidade de mulheres na Azul é notável, passando de 18 comandantes em 2020 para 30 em 2026, um crescimento de 66,7%. Ambas as companhias, Azul e Latam Brasil, implementaram políticas para ampliar a presença feminina, como o programa “Proa Direta”, da Latam, que visa aproximar candidatas.

A igualdade salarial entre homens e mulheres na aviação é um ponto positivo, uma vez que a remuneração é baseada em critérios objetivos, como horas de voo e quilômetros voados. No entanto, a Abear não se manifestou sobre a existência de diferenças salariais entre os gêneros.

“Lugar de mulher é no cockpit”, afirmou Tatiana Mônico, destacando as dificuldades enfrentadas por mulheres no setor, como a acumulação de horas de voo.

Em 2025, um vídeo da comandante Tatiana Mônico ganhou destaque nas redes sociais, onde sua colega, a comandante Gabriela Duarte, a homenageou durante uma cerimônia de apresentação. Tatiana, que possui mais de 20 anos de experiência na aviação, destacou que a baixa presença feminina é mais uma questão de escolha de carreira do que de discriminação.

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