O uso de inteligência artificial no Departamento de Defesa dos EUA disparou. Em apenas seis meses, a plataforma GenAI.mil saltou de 80 mil para 1,5 milhão de usuários diários.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) tem registrado um crescimento significativo na adoção de inteligência artificial generativa em suas operações. De acordo com Emil Michael, diretor de tecnologia do Pentágono, a plataforma GenAI.mil, que foi lançada em dezembro de 2025, já conta com aproximadamente 1,5 milhão de funcionários utilizando-a diariamente.
Esse aumento é notável, especialmente considerando que, há seis meses, apenas cerca de 80 mil usuários faziam uso do sistema, um número bastante reduzido se comparado ao total de 3,5 milhões de colaboradores no departamento.
A rápida adesão à plataforma se deve à sua integração com o modelo Google Gemini, que visa agilizar o fluxo de trabalho e eliminar tarefas consideradas monótonas. O GenAI.mil atua como um assistente de produtividade, permitindo que as equipes automatizem uma série de processos burocráticos através de comandos simples.
Um exemplo prático do impacto do GenAI.mil é a elaboração de relatórios anuais de prestação de contas ao Congresso americano. Essa tarefa, que anteriormente demandava cerca de 200 horas de trabalho manual por uma equipe inteira, agora pode ser concluída em apenas cinco horas. Isso se deve à capacidade do sistema de analisar rapidamente grandes volumes de documentos e compilar as informações necessárias, permitindo que os profissionais se concentrem em atividades mais estratégicas.
Para alcançar a marca de 1,5 milhão de usuários ativos diários, o Pentágono implementou mudanças na cultura interna da organização. No início, muitos funcionários ignoravam a ferramenta, sem compreender sua utilidade. Para contornar essa resistência, foram realizados esforços educativos e divulgados estudos que demonstravam como a plataforma poderia economizar tempo no expediente.
A aceitação do GenAI.mil também foi facilitada pela familiaridade dos funcionários com a inteligência artificial em suas vidas pessoais, o que gerou um ambiente mais receptivo à tecnologia. Além de ser amplamente utilizada nos setores administrativos, o DoD está considerando expandir o uso da inteligência artificial para áreas de logística e combate, reconhecendo que conflitos futuros exigirão um processamento de dados ágil. Contudo, o órgão destaca que a supervisão humana continuará sendo fundamental nesse contexto.
Para sustentar esse avanço, o orçamento do Departamento de Defesa para o ano fiscal de 2027 já prevê investimentos de bilhões de dólares em infraestrutura e em inteligência artificial de última geração.

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