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Saúde

Pesquisa com cera de ouvido pode revolucionar o diagnóstico do câncer

Cientistas da Universidade Federal de Goiás descobriram que a composição da cera do ouvido pode indicar a presença de câncer e outras doenças, facilitando a detecção precoce. Cientistas brasileiros da Universidade Federal de Goiás (UFG) estão obtendo resultados promissores em uma pesquisa que usa a cera de ouvido para o diagnóstico antecipado de câncer. Segundo […]

21/09/2025 · 10h13
Pesquisa com cera de ouvido pode revolucionar o diagnóstico do câncer

Cientistas da Universidade Federal de Goiás descobriram que a composição da cera do ouvido pode indicar a presença de câncer e outras doenças, facilitando a detecção precoce.

Cientistas brasileiros da Universidade Federal de Goiás (UFG) estão obtendo resultados promissores em uma pesquisa que usa a cera de ouvido para o diagnóstico antecipado de câncer. Segundo a médica e pesquisadora Camilla Oliveira, a cera é uma “pepita de ouro” que fornece informações valiosas sobre a saúde de uma pessoa, pois fica em um local protegido de contaminações externas.

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O coordenador da pesquisa, professor Nelson Antoniosi Filho, explica que a composição química da cera de ouvido muda quando há uma alteração na saúde do organismo. Para ele, a cera é como uma “impressão digital” da condição de saúde. A pesquisa, que já dura dez anos, começou detectando diabetes e câncer, mas agora permite diagnosticar etapas anteriores ao câncer, o que pode facilitar e agilizar o tratamento.

O estudo, em parceria com o Hospital Amaral Carvalho, em Jaú (SP), analisou amostras de 751 voluntários. Em cinco dos 220 participantes sem diagnóstico prévio, o teste com a cera de ouvido identificou substâncias atípicas, que foram posteriormente confirmadas como câncer por exames convencionais. Em 531 voluntários já em tratamento, a análise da cera indicou a doença em todos os casos.

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Um dos voluntários, José Luiz Spigolon, que já havia tido câncer de próstata, participou do estudo em 2019. O teste com a cera de ouvido deu positivo para células cancerígenas, e um exame de imagem confirmou um novo câncer na região pélvica. Após o tratamento, novos testes com a cera indicaram a remissão e, posteriormente, a cura da doença.

A médica oncologista Patrícia Milhomen afirma que a técnica é um grande avanço, pois é de fácil coleta e, se aprovada, terá um custo baixo, tornando o diagnóstico rápido e acessível para a população. O resultado da pesquisa foi publicado na renomada revista científica Scientific Reports.


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Cientistas da Universidade Federal de Goiás descobriram que a composição da cera do ouvido pode indicar a presença de câncer e outras doenças, facilitando a detecção precoce.

Cientistas brasileiros da Universidade Federal de Goiás (UFG) estão obtendo resultados promissores em uma pesquisa que usa a cera de ouvido para o diagnóstico antecipado de câncer. Segundo a médica e pesquisadora Camilla Oliveira, a cera é uma “pepita de ouro” que fornece informações valiosas sobre a saúde de uma pessoa, pois fica em um local protegido de contaminações externas.

O coordenador da pesquisa, professor Nelson Antoniosi Filho, explica que a composição química da cera de ouvido muda quando há uma alteração na saúde do organismo. Para ele, a cera é como uma “impressão digital” da condição de saúde. A pesquisa, que já dura dez anos, começou detectando diabetes e câncer, mas agora permite diagnosticar etapas anteriores ao câncer, o que pode facilitar e agilizar o tratamento.

O estudo, em parceria com o Hospital Amaral Carvalho, em Jaú (SP), analisou amostras de 751 voluntários. Em cinco dos 220 participantes sem diagnóstico prévio, o teste com a cera de ouvido identificou substâncias atípicas, que foram posteriormente confirmadas como câncer por exames convencionais. Em 531 voluntários já em tratamento, a análise da cera indicou a doença em todos os casos.

Um dos voluntários, José Luiz Spigolon, que já havia tido câncer de próstata, participou do estudo em 2019. O teste com a cera de ouvido deu positivo para células cancerígenas, e um exame de imagem confirmou um novo câncer na região pélvica. Após o tratamento, novos testes com a cera indicaram a remissão e, posteriormente, a cura da doença.

A médica oncologista Patrícia Milhomen afirma que a técnica é um grande avanço, pois é de fácil coleta e, se aprovada, terá um custo baixo, tornando o diagnóstico rápido e acessível para a população. O resultado da pesquisa foi publicado na renomada revista científica Scientific Reports.


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