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Aracaju, Terça-feira, 15 de setembro de 2026
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Saúde

Pesquisa revela assédio e risco à saúde mental de jornalistas

Pesquisa da Fundacentro com apoio da Fenaj mostra alta prevalência de insônia, ansiedade, depressão, assédio moral e baixo apoio social entre jornalistas.

14/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h46
Pesquisa revela assédio e risco à saúde mental de jornalistas

Estudo da Fundacentro em parceria com a Fenaj aponta que condições de trabalho e baixa rede de apoio elevam riscos psicológicos entre jornalistas. Especialistas pedem medidas imediatas.

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (14) aponta um cenário preocupante: as condições e características do trabalho jornalístico, combinadas ao assédio e ao baixo apoio social, expõem profissionais de imprensa a diversos problemas de saúde mental.

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O estudo Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil foi produzido pela Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho (Fundacentro) com o apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e aponta a urgência de que empregadores, entidades de classe e formuladores de políticas públicas reconheçam a gravidade da situação e atuem para promover ambientes de trabalho mais seguros, justos e saudáveis.

Entre os 257 jornalistas recrutados por amostragem para responder a um questionário online, 48% afirmaram sofrer com sintomas de insônia. Esse percentual supera a média registrada no relatório Vigitel Brasil 2006-2024 do Ministério da Saúde, que varia entre 28,7% em Natal e 38% em Maceió.

Outros indicadores levantados pela pesquisa mostram que 36% dos entrevistados relataram episódios típicos de ansiedade e 50% disseram enfrentar quadro de depressão. Entre os que relataram depressão, 9% apontaram sintomas de depressão severa e 16% de depressão extremamente severa.

Em relação ao consumo de álcool, 21,5% dos respondentes indicaram padrão compatível com uso de risco (18,7%) ou nocivo (1,6%). As respostas de 1,2% dos participantes sugerem provável dependência.

Ao apresentar a pesquisa durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional, as autoras Bruna Balarotti e Elaine Cristina Marqueze ressaltaram que o dinamismo e o estresse inerentes ao jornalismo aumentam a exposição a riscos psicossociais.

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“A prevalência de assédio moral no trabalho, variando de 26% a 37%, e de cyberbullying (30%), representam um dos achados mais críticos deste estudo.”

Trecho acima atribuído às autoras Bruna Balarotti e Elaine Cristina Marqueze. O relatório indica que, ao menos, 26% dos profissionais relataram já ter sido alvo de assédio moral no ambiente de trabalho, percentual que pode chegar a 37% dependendo do critério aplicado. A pesquisa também aponta 30% de relatos de cyberbullying.

Outro dado preocupante é o baixo apoio social: 61% dos entrevistados afirmaram receber níveis reduzidos de interação social no trabalho, tanto com colegas quanto com superiores. Segundo as autoras, somado ao baixo controle sobre tarefas executadas sob pressão, esse contexto pode gerar ou agravar problemas de saúde e está associado a avaliação de satisfação no trabalho levemente abaixo da média.

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“Os dados evidenciam um cenário preocupante, marcado por altas taxas de estresse, ansiedade, depressão, insônia, assédio moral e violência digital. Além disso, revelam um ambiente de trabalho caracterizado por altas demandas, baixo controle sobre as atividades e insuficiente apoio social. Esses elementos não apenas afetam a saúde dos profissionais, mas também impactam a qualidade da informação produzida e, consequentemente, o próprio direito da sociedade à informação.”

Trecho acima atribuído a Samira de Castro Cunha, presidenta da Fenaj. O estudo conclui que as consequências das condições de trabalho dos profissionais de imprensa podem repercutir além da categoria, afetando o funcionamento das instituições democráticas e a qualidade da informação.

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Estudo da Fundacentro em parceria com a Fenaj aponta que condições de trabalho e baixa rede de apoio elevam riscos psicológicos entre jornalistas. Especialistas pedem medidas imediatas.

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (14) aponta um cenário preocupante: as condições e características do trabalho jornalístico, combinadas ao assédio e ao baixo apoio social, expõem profissionais de imprensa a diversos problemas de saúde mental.

O estudo Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil foi produzido pela Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho (Fundacentro) com o apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e aponta a urgência de que empregadores, entidades de classe e formuladores de políticas públicas reconheçam a gravidade da situação e atuem para promover ambientes de trabalho mais seguros, justos e saudáveis.

Entre os 257 jornalistas recrutados por amostragem para responder a um questionário online, 48% afirmaram sofrer com sintomas de insônia. Esse percentual supera a média registrada no relatório Vigitel Brasil 2006-2024 do Ministério da Saúde, que varia entre 28,7% em Natal e 38% em Maceió.

Outros indicadores levantados pela pesquisa mostram que 36% dos entrevistados relataram episódios típicos de ansiedade e 50% disseram enfrentar quadro de depressão. Entre os que relataram depressão, 9% apontaram sintomas de depressão severa e 16% de depressão extremamente severa.

Em relação ao consumo de álcool, 21,5% dos respondentes indicaram padrão compatível com uso de risco (18,7%) ou nocivo (1,6%). As respostas de 1,2% dos participantes sugerem provável dependência.

Ao apresentar a pesquisa durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional, as autoras Bruna Balarotti e Elaine Cristina Marqueze ressaltaram que o dinamismo e o estresse inerentes ao jornalismo aumentam a exposição a riscos psicossociais.

“A prevalência de assédio moral no trabalho, variando de 26% a 37%, e de cyberbullying (30%), representam um dos achados mais críticos deste estudo.”

Trecho acima atribuído às autoras Bruna Balarotti e Elaine Cristina Marqueze. O relatório indica que, ao menos, 26% dos profissionais relataram já ter sido alvo de assédio moral no ambiente de trabalho, percentual que pode chegar a 37% dependendo do critério aplicado. A pesquisa também aponta 30% de relatos de cyberbullying.

Outro dado preocupante é o baixo apoio social: 61% dos entrevistados afirmaram receber níveis reduzidos de interação social no trabalho, tanto com colegas quanto com superiores. Segundo as autoras, somado ao baixo controle sobre tarefas executadas sob pressão, esse contexto pode gerar ou agravar problemas de saúde e está associado a avaliação de satisfação no trabalho levemente abaixo da média.

“Os dados evidenciam um cenário preocupante, marcado por altas taxas de estresse, ansiedade, depressão, insônia, assédio moral e violência digital. Além disso, revelam um ambiente de trabalho caracterizado por altas demandas, baixo controle sobre as atividades e insuficiente apoio social. Esses elementos não apenas afetam a saúde dos profissionais, mas também impactam a qualidade da informação produzida e, consequentemente, o próprio direito da sociedade à informação.”

Trecho acima atribuído a Samira de Castro Cunha, presidenta da Fenaj. O estudo conclui que as consequências das condições de trabalho dos profissionais de imprensa podem repercutir além da categoria, afetando o funcionamento das instituições democráticas e a qualidade da informação.

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