A Petrobras e o consórcio Britto-Macelog II venceram, na manhã desta quarta-feira (22), dois leilões de arrendamento promovidos pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e pelo Ministério dos Portos e Aeroportos, realizados na sede da B3, em São Paulo.
Área RDJ07 no Porto do Rio de Janeiro
No certame referente à área RDJ07, localizada no Porto do Rio de Janeiro, a Petrobras apresentou oferta de outorga de R$ 104 milhões e superou a Sul Real GMBL 2025, que propôs R$ 1 milhão. Como havia duas concorrentes, o leilão avançou para a etapa de lances em viva-voz, mas a segunda proponente não cobriu o valor, garantindo a vitória da estatal.
O contrato de 25 anos prevê R$ 99,4 milhões em investimentos voltados à movimentação de cargas de apoio logístico offshore para exploração e produção de petróleo e gás. Entre as obras programadas estão a demolição de estruturas antigas, a construção de um galpão de ao menos 3,5 mil m², instalação de áreas administrativas e operacionais, portarias e cercamento. O plano inclui ainda a compra de seis guindastes, dez empilhadeiras, vinte carretas, além de novo sistema de combate a incêndio e subestação elétrica.
Terminal de Passageiros em Maceió
O segundo leilão diz respeito ao Terminal Marítimo de Passageiros (TMP) do Porto de Maceió, em Alagoas. Único participante, o consórcio Britto-Macelog II levou a disputa com oferta de R$ 50 mil. O prazo de arrendamento também é de 25 anos, com expectativa de aplicar R$ 3,7 milhões na modernização da estação de passageiros e na construção de estacionamento com 112 vagas.
Segundo o ministério, o porto alagoano recebe mais de 100 mil turistas por temporada de cruzeiros e, atualmente, comporta até 612 passageiros por dia. A concessão deverá ampliar essa capacidade e atrair novas rotas.
Próximo leilão em Paranaguá
Ainda nesta tarde, às 14h, a B3 sediará o leilão da concessão do canal de acesso aquaviário aos portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná. O projeto, inédito no país para esse tipo de infraestrutura, prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão ao longo de 25 anos, com possibilidade de prorrogação por até 70 anos.
Presente aos leilões, o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, classificou as concessões como estratégicas para o desenvolvimento do setor e lembrou que a pasta pretende realizar 60 leilões em quatro anos, somando cerca de R$ 40 bilhões em investimentos.
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