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Economia

Petrobras fornecerá 6 milhões de barris de petróleo à Índia em 12 meses, anuncia Alckmin

A Petrobras firmou contrato para entregar 6 milhões de barris de petróleo à Índia ao longo de um ano. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (16) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que chefia missão oficial do governo brasileiro em Nova Déli. De acordo com Alckmin, o entendimento integra […]

16/10/2025 · 20h05
Petrobras fornecerá 6 milhões de barris de petróleo à Índia em 12 meses, anuncia Alckmin

A Petrobras firmou contrato para entregar 6 milhões de barris de petróleo à Índia ao longo de um ano. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (16) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que chefia missão oficial do governo brasileiro em Nova Déli.

De acordo com Alckmin, o entendimento integra uma agenda mais ampla de cooperação energética entre os dois países. “É um passo importante para aprofundar nossa parceria”, afirmou.

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Novos blocos de exploração

O vice-presidente informou ainda que a Petrobras lançará 18 blocos offshore para exploração nas bacias de Santos e Campos em 2026. Segundo ele, trata-se de um recorde de ofertas em um único ano, com previsão de número ainda maior para áreas em terra.

Contexto internacional

O acordo ocorre enquanto a Índia enfrenta tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos por continuar comprando petróleo da Rússia, país que responde por mais de um terço do consumo energético indiano. A aquisição do óleo brasileiro surge como alternativa para diversificar fornecedores e reduzir pressões diplomáticas.

Negociações comerciais

Durante a visita, Brasil e Índia definiram um cronograma para ampliar o Acordo de Comércio Preferencial Mercosul-Índia, atualmente limitado a cerca de 450 categorias de produtos com reduções tarifárias entre 10% e 20%. O objetivo do governo brasileiro é elevar o intercâmbio bilateral para US$ 15 bilhões em 2025 e US$ 20 bilhões até 2026.

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“Temos um acordo ainda restrito; podemos ampliar e aprofundar para aumentar nossa competitividade”, declarou Alckmin. Para Ana Repezza, diretora de negócios da ApexBrasil, a revisão do tratado passou a ser prioridade diante de tensões externas: “A ampliação tornou-se estratégica, especialmente após atritos com os Estados Unidos”.

Agenda setorial

A comitiva brasileira reúne representantes de 20 setores, como agronegócio, tecnologia, energia e saúde. Entre os temas discutidos estão redução de tarifas, facilitação de vistos eletrônicos para empresariado indiano e parcerias farmacêuticas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chega a Nova Déli nesta sexta-feira (17) para aprofundar tratativas na área.

As iniciativas reforçam a aproximação entre Brasil e Índia num cenário de reconfiguração geopolítica, no qual ambos buscam maior participação no comércio internacional e papel de destaque no Sul Global.

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A Petrobras firmou contrato para entregar 6 milhões de barris de petróleo à Índia ao longo de um ano. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (16) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que chefia missão oficial do governo brasileiro em Nova Déli.

De acordo com Alckmin, o entendimento integra uma agenda mais ampla de cooperação energética entre os dois países. “É um passo importante para aprofundar nossa parceria”, afirmou.

Novos blocos de exploração

O vice-presidente informou ainda que a Petrobras lançará 18 blocos offshore para exploração nas bacias de Santos e Campos em 2026. Segundo ele, trata-se de um recorde de ofertas em um único ano, com previsão de número ainda maior para áreas em terra.

Contexto internacional

O acordo ocorre enquanto a Índia enfrenta tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos por continuar comprando petróleo da Rússia, país que responde por mais de um terço do consumo energético indiano. A aquisição do óleo brasileiro surge como alternativa para diversificar fornecedores e reduzir pressões diplomáticas.

Negociações comerciais

Durante a visita, Brasil e Índia definiram um cronograma para ampliar o Acordo de Comércio Preferencial Mercosul-Índia, atualmente limitado a cerca de 450 categorias de produtos com reduções tarifárias entre 10% e 20%. O objetivo do governo brasileiro é elevar o intercâmbio bilateral para US$ 15 bilhões em 2025 e US$ 20 bilhões até 2026.

“Temos um acordo ainda restrito; podemos ampliar e aprofundar para aumentar nossa competitividade”, declarou Alckmin. Para Ana Repezza, diretora de negócios da ApexBrasil, a revisão do tratado passou a ser prioridade diante de tensões externas: “A ampliação tornou-se estratégica, especialmente após atritos com os Estados Unidos”.

Agenda setorial

A comitiva brasileira reúne representantes de 20 setores, como agronegócio, tecnologia, energia e saúde. Entre os temas discutidos estão redução de tarifas, facilitação de vistos eletrônicos para empresariado indiano e parcerias farmacêuticas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chega a Nova Déli nesta sexta-feira (17) para aprofundar tratativas na área.

As iniciativas reforçam a aproximação entre Brasil e Índia num cenário de reconfiguração geopolítica, no qual ambos buscam maior participação no comércio internacional e papel de destaque no Sul Global.

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