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Aracaju, Sábado, 20 de junho de 2026
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PF mira Jaques Wagner e Flávio Bolsonaro em operação sobre fraudes do Banco Master

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PF mira Jaques Wagner e Flávio Bolsonaro em operação sobre fraudes do Banco Master

Nova fase da Operação Compliance Zero investiga Jaques Wagner e Flávio Bolsonaro.

20/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h11
PF mira Jaques Wagner e Flávio Bolsonaro em operação sobre fraudes do Banco Master

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A Operação Compliance Zero avança e coloca sob investigação nomes de lados opostos da política. Jaques Wagner teria recebido apartamento de R$ 2,4 mi como parte do esquema investigado.

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A Polícia Federal deflagrou na última quinta-feira (18) uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras do Banco Master. Nesta nova etapa, um dos alvos foi o líder do governo Lula (PT) no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

O senador petista se tornou o primeiro nome diretamente relacionado ao presidente a ser investigado, levantando questões sobre a isonomia política no caso Master, que afeta também os principais concorrentes à Presidência da República neste ano.

Segundo as investigações, Jaques teria recebido um apartamento em Salvador, avaliado em R$ 2,4 milhões, como propina do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. A operação ocorreu após semanas de desgaste político provocadas pelo escândalo “Dark Horse” e pela própria Compliance Zero, impactando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

A relação entre Flávio e Daniel Vorcaro foi revelada em maio, quando se noticiou que o senador teria recebido R$ 134 milhões do ex-banqueiro para a produção do filme “Dark Horse”, que narra a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Antes disso, investigações contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) também afetaram a pré-campanha de Flávio, que anteriormente havia comentado a possibilidade de formar uma chapa com o presidente do Progressistas.

Aliados de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro veem nas investigações contra Jaques Wagner uma chance de equilibrar o jogo. Embora a estratégia ainda não tenha sido definida, a orientação é explorar o desgaste do adversário, especialmente a conexão pessoal entre o presidente Lula e o senador baiano.

“Você tem elementos de caracterização de propina, tem toda uma história de isso ter chegado da Bahia e de você estar ali perto do núcleo duro do governo”, afirmou o doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília, Leonardo Barreto.

Barreto ressaltou que Jaques Wagner é uma ponte direta entre o governo e o Congresso, o que torna a situação mais grave. Em comparação, o especialista apontou que o principal peso contra Flávio é sua ligação direta com Vorcaro.

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Para o cientista político Eduardo Grin, o impacto das investigações sobre os dois pré-candidatos é distinto, já que Flávio está diretamente implicado, enquanto Lula não possui um contato tão próximo com Vorcaro.

“Flávio Bolsonaro é [pré-]candidato. Ele está diretamente implicado, tratou com Daniel Vorcaro pessoalmente. Esse não é o caso do Lula”, disse Grin.

O cientista político Rodrigo Prando apontou que a crise agora atinge o PT e a figura de Jaques Wagner, e que o futuro do senador no cargo de liderança do governo dependerá da reação de Lula e do partido às denúncias.

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“Tem o presidente Lula a possibilidade de retirar o Jaques Wagner da liderança no Senado”, observou Prando.

Conforme informações, aliados de Lula estão pressionando para que Jaques Wagner se afaste de sua posição no Senado o mais rápido possível, com receio de que sua presença arraste o governo para o centro da crise do Banco Master.

Leonardo Barreto enfatizou que o histórico do PT em momentos de crise aponta para uma possível necessidade de sacrifício de seus membros para proteger a liderança. A situação de Jaques Wagner pode ser um indicativo disso, dado seu histórico próximo a Lula.

“O destino dele não está ligado ao Lula”, concluiu Barreto.

Por outro lado, Barreto acredita que a campanha de Flávio deve evitar ataques diretos, focando em deixar que as investigações sigam seu curso e provoquem o desgaste necessário.

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A Operação Compliance Zero avança e coloca sob investigação nomes de lados opostos da política. Jaques Wagner teria recebido apartamento de R$ 2,4 mi como parte do esquema investigado.

A Polícia Federal deflagrou na última quinta-feira (18) uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras do Banco Master. Nesta nova etapa, um dos alvos foi o líder do governo Lula (PT) no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

O senador petista se tornou o primeiro nome diretamente relacionado ao presidente a ser investigado, levantando questões sobre a isonomia política no caso Master, que afeta também os principais concorrentes à Presidência da República neste ano.

Segundo as investigações, Jaques teria recebido um apartamento em Salvador, avaliado em R$ 2,4 milhões, como propina do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. A operação ocorreu após semanas de desgaste político provocadas pelo escândalo “Dark Horse” e pela própria Compliance Zero, impactando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

A relação entre Flávio e Daniel Vorcaro foi revelada em maio, quando se noticiou que o senador teria recebido R$ 134 milhões do ex-banqueiro para a produção do filme “Dark Horse”, que narra a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Antes disso, investigações contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) também afetaram a pré-campanha de Flávio, que anteriormente havia comentado a possibilidade de formar uma chapa com o presidente do Progressistas.

Aliados de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro veem nas investigações contra Jaques Wagner uma chance de equilibrar o jogo. Embora a estratégia ainda não tenha sido definida, a orientação é explorar o desgaste do adversário, especialmente a conexão pessoal entre o presidente Lula e o senador baiano.

“Você tem elementos de caracterização de propina, tem toda uma história de isso ter chegado da Bahia e de você estar ali perto do núcleo duro do governo”, afirmou o doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília, Leonardo Barreto.

Barreto ressaltou que Jaques Wagner é uma ponte direta entre o governo e o Congresso, o que torna a situação mais grave. Em comparação, o especialista apontou que o principal peso contra Flávio é sua ligação direta com Vorcaro.

Para o cientista político Eduardo Grin, o impacto das investigações sobre os dois pré-candidatos é distinto, já que Flávio está diretamente implicado, enquanto Lula não possui um contato tão próximo com Vorcaro.

“Flávio Bolsonaro é [pré-]candidato. Ele está diretamente implicado, tratou com Daniel Vorcaro pessoalmente. Esse não é o caso do Lula”, disse Grin.

O cientista político Rodrigo Prando apontou que a crise agora atinge o PT e a figura de Jaques Wagner, e que o futuro do senador no cargo de liderança do governo dependerá da reação de Lula e do partido às denúncias.

“Tem o presidente Lula a possibilidade de retirar o Jaques Wagner da liderança no Senado”, observou Prando.

Conforme informações, aliados de Lula estão pressionando para que Jaques Wagner se afaste de sua posição no Senado o mais rápido possível, com receio de que sua presença arraste o governo para o centro da crise do Banco Master.

Leonardo Barreto enfatizou que o histórico do PT em momentos de crise aponta para uma possível necessidade de sacrifício de seus membros para proteger a liderança. A situação de Jaques Wagner pode ser um indicativo disso, dado seu histórico próximo a Lula.

“O destino dele não está ligado ao Lula”, concluiu Barreto.

Por outro lado, Barreto acredita que a campanha de Flávio deve evitar ataques diretos, focando em deixar que as investigações sigam seu curso e provoquem o desgaste necessário.

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