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PF mira Jaques Wagner em nova fase de operação por vantagens ilícitas

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PF mira Jaques Wagner em nova fase de operação por vantagens ilícitas

A PF deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero com foco em Jaques Wagner.

20/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h11
PF mira Jaques Wagner em nova fase de operação por vantagens ilícitas

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A 9ª fase da Operação Compliance Zero apura suspeitas de que o senador recebeu vantagens indevidas ligadas ao Banco Master. Familiares e empresas do parlamentar estão no centro das investigações.

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na última quinta-feira (19), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que tem como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A investigação busca apurar um possível vínculo entre o círculo familiar de Wagner e suas empresas com indivíduos associados ao liquidado Banco Master.

De acordo com a PF, foram identificados elementos que sugerem o recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, tanto direta quanto indiretamente, através de familiares, pessoas de confiança e estruturas empresariais vinculadas ao Banco Master. Nesta nova fase da operação, a PF encontrou aproximadamente 55 mil dólares (equivalente a R$ 284,1 mil) e 33 mil euros (aproximadamente R$ 196,3 mil) em endereços relacionados ao senador, em Brasília e Salvador. Os valores foram localizados em um quarto de hotel na capital federal, frequentemente utilizado pelo parlamentar.

A PF argumenta que Jaques Wagner mantinha contato direto com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, que era responsável pelas operações financeiras e pelo envio de benefícios ao político. Entre os supostos benefícios recebidos por Wagner, está o pagamento de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões em Salvador. Conversas interceptadas indicam que o senador enviou ao ex-sócio informações sobre a unidade do imóvel e seu valor, como evidenciado na mensagem: ‘A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 mi.’

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O imóvel teria sido adquirido pela Epítome S.A., empresa dirigida por Luiz Antônio Lombardi, apontada como laranja na negociação. Além do apartamento, a PF menciona outras vantagens, como o uso gratuito de jatinhos particulares associados a Augusto Lima e ao Banco Master, ingressos para shows internacionais em Los Angeles, e pagamentos destinados a uma empresa ligada ao núcleo familiar do parlamentar.

Informações reveladas indicam que a amizade entre Jaques Wagner e Augusto Lima se consolidou entre 2017 e 2018, período em que Wagner ocupava o cargo de Secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia. Durante sua gestão, ele conduziu a privatização da Ebal (Empresa Baiana de Alimentos), e Lima foi o vencedor da licitação, assumindo uma operação de crédito consignado que se tornaria um dos braços do Banco Master.

A PF também investiga possíveis ligações entre os interesses do Banco Master e as ações do senador no Senado. A corporação destaca que Wagner atuou em propostas para ampliar o crédito consignado, que teriam relação direta com os negócios de Augusto Lima. Além disso, busca entender uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com registros de contatos entre executivos do Banco Master, assessores do senador e Jaques Wagner em datas próximas à apresentação da proposta.

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Após a operação, o senador se manifestou, negando qualquer irregularidade. Segundo sua assessoria, o dinheiro apreendido seria resultado de diárias legais, não utilizadas em missões internacionais. Ele também afirmou que não é réu, não foi denunciado e não responde por acusações relacionadas aos fatos investigados. A assessoria enfatizou que o apartamento mencionado nunca fez parte do patrimônio do parlamentar.

A Operação Compliance Zero visa combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições do Sistema Financeiro Nacional, investigando crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa. Na primeira fase da operação, foram cumpridos mandados de prisão e busca em diversos estados, com apreensões avaliadas em cerca de R$ 230,13 milhões, iniciando investigações que levaram à prisão de Daniel Vorcaro em 2024.

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A 9ª fase da Operação Compliance Zero apura suspeitas de que o senador recebeu vantagens indevidas ligadas ao Banco Master. Familiares e empresas do parlamentar estão no centro das investigações.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na última quinta-feira (19), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que tem como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A investigação busca apurar um possível vínculo entre o círculo familiar de Wagner e suas empresas com indivíduos associados ao liquidado Banco Master.

De acordo com a PF, foram identificados elementos que sugerem o recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, tanto direta quanto indiretamente, através de familiares, pessoas de confiança e estruturas empresariais vinculadas ao Banco Master. Nesta nova fase da operação, a PF encontrou aproximadamente 55 mil dólares (equivalente a R$ 284,1 mil) e 33 mil euros (aproximadamente R$ 196,3 mil) em endereços relacionados ao senador, em Brasília e Salvador. Os valores foram localizados em um quarto de hotel na capital federal, frequentemente utilizado pelo parlamentar.

A PF argumenta que Jaques Wagner mantinha contato direto com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, que era responsável pelas operações financeiras e pelo envio de benefícios ao político. Entre os supostos benefícios recebidos por Wagner, está o pagamento de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões em Salvador. Conversas interceptadas indicam que o senador enviou ao ex-sócio informações sobre a unidade do imóvel e seu valor, como evidenciado na mensagem: ‘A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 mi.’

O imóvel teria sido adquirido pela Epítome S.A., empresa dirigida por Luiz Antônio Lombardi, apontada como laranja na negociação. Além do apartamento, a PF menciona outras vantagens, como o uso gratuito de jatinhos particulares associados a Augusto Lima e ao Banco Master, ingressos para shows internacionais em Los Angeles, e pagamentos destinados a uma empresa ligada ao núcleo familiar do parlamentar.

Informações reveladas indicam que a amizade entre Jaques Wagner e Augusto Lima se consolidou entre 2017 e 2018, período em que Wagner ocupava o cargo de Secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia. Durante sua gestão, ele conduziu a privatização da Ebal (Empresa Baiana de Alimentos), e Lima foi o vencedor da licitação, assumindo uma operação de crédito consignado que se tornaria um dos braços do Banco Master.

A PF também investiga possíveis ligações entre os interesses do Banco Master e as ações do senador no Senado. A corporação destaca que Wagner atuou em propostas para ampliar o crédito consignado, que teriam relação direta com os negócios de Augusto Lima. Além disso, busca entender uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com registros de contatos entre executivos do Banco Master, assessores do senador e Jaques Wagner em datas próximas à apresentação da proposta.

Após a operação, o senador se manifestou, negando qualquer irregularidade. Segundo sua assessoria, o dinheiro apreendido seria resultado de diárias legais, não utilizadas em missões internacionais. Ele também afirmou que não é réu, não foi denunciado e não responde por acusações relacionadas aos fatos investigados. A assessoria enfatizou que o apartamento mencionado nunca fez parte do patrimônio do parlamentar.

A Operação Compliance Zero visa combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições do Sistema Financeiro Nacional, investigando crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa. Na primeira fase da operação, foram cumpridos mandados de prisão e busca em diversos estados, com apreensões avaliadas em cerca de R$ 230,13 milhões, iniciando investigações que levaram à prisão de Daniel Vorcaro em 2024.

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