A Polícia Federal (PF) recusou oficialmente a nova versão da proposta de acordo de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Os delegados e investigadores responsáveis pelo caso avaliaram os termos aditados como insuficientes, sob o argumento de que o documento não trouxe elementos de prova ou revelações de fato inéditas para os inquéritos em andamento.
Esta é a segunda vez que a corporação recusa formalmente um acordo de colaboração com o empresário, que está preso em Brasília desde o dia 4 de março sob acusação de fraudes financeiras. Na tentativa anterior, em maio, a PF já havia apontado a omissão de fatos que os investigadores já conheciam e a falta de cooperação efetiva do investigado; nesta nova rodada, mesmo com a menção a autoridades políticas e a reclassificação de condutas, a avaliação foi de que o material continuava sem substância probatória nova.
Com a negativa da Polícia Federal, o futuro das tratativas e a permanência do ex-banqueiro em instalações especiais ficam sob impasse. O caso segue agora para a análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que conduz negociações paralelas, cabendo a decisão final de homologar ou não um eventual acordo ao ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF).
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