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Educação

Pisa 2025 mostra pior nível de leitura entre adolescentes do século

Pisa 2025 mostra queda histórica em leitura entre adolescentes e queda em matemática e ciências; uso de telas e chatbots aparece ligado ao desempenho.

08/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h27
Pisa 2025 mostra pior nível de leitura entre adolescentes do século

Avaliação internacional da OCDE, com 760 mil jovens em 91 países, aponta queda histórica em leitura e retrocesso em matemática e ciências. Especialistas alertam para impacto na formação e no mercado.

Adolescentes mais acostumados a smartphones do que a Shakespeare apresentaram os piores índices de leitura já registrados neste século, em avaliação global que aponta também queda em matemática e ciências.

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O teste de 2025 do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), da OCDE, realizado com 760 mil jovens de 15 anos em 91 países, mostrou que as notas em leitura, matemática e ciências atingiram seus níveis mais baixos desde que os dados começaram a ser coletados, em 2000. A última edição do Pisa foi divulgada nesta terça-feira.

Em média, os alunos apresentavam um nível de leitura que, no passado, era esperado de estudantes um ano mais novos. A pontuação máxima de 501 em leitura, registrada em 2012 no índice do Pisa, caiu para 466 no ano passado. O teste é considerado o principal indicador mundial de desempenho educacional e seus resultados são monitorados por governos e educadores.

O secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, comentou o conjunto de achados em entrevista coletiva:

“O aumento do tempo gasto diante de telas e a diminuição da leitura por prazer têm andado de mãos dadas com resultados mais fracos.”

“Também estamos observando uma leitura mais apressada, com os alunos percorrendo um texto às pressas e dando respostas erradas rapidamente.”

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O relatório registrou que a queda nas notas em leitura foi mais acentuada entre alunos de origens mais abastadas. Prejudicadas pela queda nos padrões de leitura, as habilidades médias dos adolescentes em ciências e matemática também atingiram seu nível mais baixo neste século: a pontuação em ciências caiu de 506 — pico registrado em 2009 — para 486, enquanto a de matemática caiu de 502 para 469 no mesmo período.

Regionalmente, o Leste Asiático foi a área com melhor desempenho. As cidades chinesas que participaram do teste, além do Japão, da Coreia, de Singapura e de Taiwan, apresentaram os melhores sistemas educacionais. O Reino Unido e a Estônia foram os únicos países fora da região a figurar entre os dez primeiros em leitura, matemática e ciências.

O relatório também tratou da relação entre dispositivos digitais e aprendizado. Não houve recomendação formal pela proibição de smartphones nas escolas, mas foi apontada associação entre distração digital e notas mais baixas em ciências em 59 dos 82 sistemas educacionais estudados. Mais de um em cada quatro alunos afirmou que os dispositivos distraem os pares nas aulas de ciências.

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A OCDE informou que, em média, os alunos relataram passar 3,4 horas por dia útil em dispositivos digitais para lazer nos países-membros, além de cerca de três horas por dia útil em sala de aula e em casa para fins de aprendizagem. Segundo o secretário-geral, os dispositivos digitais podem ser usados para melhorar a aprendizagem, mas apenas até certo ponto; se usados por mais de cinco horas por dia, os resultados começam a cair.

O estudo constatou ainda que quase metade dos alunos usa chatbots de inteligência artificial regularmente para aprender. Aqueles que recorrem aos chatbots para redigir redações, resumir textos e pesquisar temas geralmente obtêm notas cerca de 20 pontos mais baixas em ciências, o que equivale a cerca de um ano de aprendizado, segundo o relatório.

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Avaliação internacional da OCDE, com 760 mil jovens em 91 países, aponta queda histórica em leitura e retrocesso em matemática e ciências. Especialistas alertam para impacto na formação e no mercado.

Adolescentes mais acostumados a smartphones do que a Shakespeare apresentaram os piores índices de leitura já registrados neste século, em avaliação global que aponta também queda em matemática e ciências.

O teste de 2025 do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), da OCDE, realizado com 760 mil jovens de 15 anos em 91 países, mostrou que as notas em leitura, matemática e ciências atingiram seus níveis mais baixos desde que os dados começaram a ser coletados, em 2000. A última edição do Pisa foi divulgada nesta terça-feira.

Em média, os alunos apresentavam um nível de leitura que, no passado, era esperado de estudantes um ano mais novos. A pontuação máxima de 501 em leitura, registrada em 2012 no índice do Pisa, caiu para 466 no ano passado. O teste é considerado o principal indicador mundial de desempenho educacional e seus resultados são monitorados por governos e educadores.

O secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, comentou o conjunto de achados em entrevista coletiva:

“O aumento do tempo gasto diante de telas e a diminuição da leitura por prazer têm andado de mãos dadas com resultados mais fracos.”

“Também estamos observando uma leitura mais apressada, com os alunos percorrendo um texto às pressas e dando respostas erradas rapidamente.”

O relatório registrou que a queda nas notas em leitura foi mais acentuada entre alunos de origens mais abastadas. Prejudicadas pela queda nos padrões de leitura, as habilidades médias dos adolescentes em ciências e matemática também atingiram seu nível mais baixo neste século: a pontuação em ciências caiu de 506 — pico registrado em 2009 — para 486, enquanto a de matemática caiu de 502 para 469 no mesmo período.

Regionalmente, o Leste Asiático foi a área com melhor desempenho. As cidades chinesas que participaram do teste, além do Japão, da Coreia, de Singapura e de Taiwan, apresentaram os melhores sistemas educacionais. O Reino Unido e a Estônia foram os únicos países fora da região a figurar entre os dez primeiros em leitura, matemática e ciências.

O relatório também tratou da relação entre dispositivos digitais e aprendizado. Não houve recomendação formal pela proibição de smartphones nas escolas, mas foi apontada associação entre distração digital e notas mais baixas em ciências em 59 dos 82 sistemas educacionais estudados. Mais de um em cada quatro alunos afirmou que os dispositivos distraem os pares nas aulas de ciências.

A OCDE informou que, em média, os alunos relataram passar 3,4 horas por dia útil em dispositivos digitais para lazer nos países-membros, além de cerca de três horas por dia útil em sala de aula e em casa para fins de aprendizagem. Segundo o secretário-geral, os dispositivos digitais podem ser usados para melhorar a aprendizagem, mas apenas até certo ponto; se usados por mais de cinco horas por dia, os resultados começam a cair.

O estudo constatou ainda que quase metade dos alunos usa chatbots de inteligência artificial regularmente para aprender. Aqueles que recorrem aos chatbots para redigir redações, resumir textos e pesquisar temas geralmente obtêm notas cerca de 20 pontos mais baixas em ciências, o que equivale a cerca de um ano de aprendizado, segundo o relatório.

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