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Aracaju, Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
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Comunicação

Plano com anúncios da Netflix alcança 35 milhões e fatura R$547,5 mi

Plano com anúncios da Netflix soma 35 milhões de usuários ativos no Brasil; estimativa aponta R$ 547,5 mi por mês em assinaturas.

04/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h58
Plano com anúncios da Netflix alcança 35 milhões e fatura R$547,5 mi

A versão com anúncios soma 35 milhões de usuários ativos por mês, superando o auge da TV por assinatura. A Netflix diz que 60% das novas adesões optam pelo plano e que ele movimenta cerca de R$ 547,5 milhões mensais.

A Netflix já reúne mais de 35 milhões de pessoas ativas por mês no Brasil no seu plano com anúncios, número que supera o auge da TV por assinatura no país. O dado foi apresentado pela Netflix durante o evento Behind The Streams, realizado na quarta-feira (2), em São Paulo, para o mercado publicitário.

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Segundo a companhia, cerca de 60% dos novos assinantes brasileiros escolhem atualmente o plano com publicidade. A modalidade mais barata da plataforma também movimenta centenas de milhões de reais por mês e se tornou peça importante da estratégia comercial da empresa.

A comparação com a televisão paga ajuda a dimensionar esse alcance: o setor brasileiro atingiu seu pico em 2014, quando chegou a aproximadamente 20 milhões de assinantes. Dados da época mostram que a base chegou a 19,8 milhões em novembro daquele ano. Os números não representam exatamente a mesma métrica — a Netflix informa 35 milhões de pessoas ativas por mês no plano com anúncios, enquanto a medição da TV por assinatura se refere a assinaturas ou pontos de acesso —, mas a diferença dá uma dimensão da escala alcançada pelo streaming.

O público mensalmente ativo da modalidade com publicidade equivale a cerca de 1,8 vez o maior número de assinantes registrado pela TV paga brasileira. O comportamento desse público também interessa ao mercado publicitário: de acordo com a Netflix, 52% dos usuários do plano com anúncios acessam a plataforma diariamente e o consumo médio chega a 54 horas de conteúdo por mês.

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A modalidade foi lançada no Brasil em 2022 e se tornou uma alternativa para consumidores que aceitam assistir a publicidade em troca de uma mensalidade menor. O plano atualmente custa R$ 21,90.

Em cálculo divulgado, a modalidade pode representar cerca de R$ 547,5 milhões por mês em pagamentos no Brasil, considerando o plano mais barato. Esse valor é uma estimativa e se refere à receita das mensalidades; a Netflix também recebe receita dos anunciantes que compram espaço dentro do serviço, de modo que o faturamento associado ao plano não se limita à contribuição direta dos usuários.

A empresa pretende ampliar a participação da publicidade em seus resultados: a meta é fazer com que os anúncios respondam por aproximadamente 10% da receita total até 2030. No segundo trimestre de 2026, a companhia registrou US$ 12,56 bilhões em receita global e informou que a publicidade estava entre os fatores que contribuíram para o resultado.

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O movimento ganha escala fora do Brasil. Globalmente, o plano com anúncios já alcança 250 milhões de pessoas ativas por mês, segundo a Netflix, enquanto a companhia prevê levar a modalidade a outros 15 países em 2027. A estratégia aproxima o streaming de uma lógica historicamente associada à televisão tradicional: reunir uma grande audiência em uma mesma plataforma e transformar o tempo de consumo em inventário publicitário, combinado à cobrança de uma mensalidade pelo espectador.

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A versão com anúncios soma 35 milhões de usuários ativos por mês, superando o auge da TV por assinatura. A Netflix diz que 60% das novas adesões optam pelo plano e que ele movimenta cerca de R$ 547,5 milhões mensais.

A Netflix já reúne mais de 35 milhões de pessoas ativas por mês no Brasil no seu plano com anúncios, número que supera o auge da TV por assinatura no país. O dado foi apresentado pela Netflix durante o evento Behind The Streams, realizado na quarta-feira (2), em São Paulo, para o mercado publicitário.

Segundo a companhia, cerca de 60% dos novos assinantes brasileiros escolhem atualmente o plano com publicidade. A modalidade mais barata da plataforma também movimenta centenas de milhões de reais por mês e se tornou peça importante da estratégia comercial da empresa.

A comparação com a televisão paga ajuda a dimensionar esse alcance: o setor brasileiro atingiu seu pico em 2014, quando chegou a aproximadamente 20 milhões de assinantes. Dados da época mostram que a base chegou a 19,8 milhões em novembro daquele ano. Os números não representam exatamente a mesma métrica — a Netflix informa 35 milhões de pessoas ativas por mês no plano com anúncios, enquanto a medição da TV por assinatura se refere a assinaturas ou pontos de acesso —, mas a diferença dá uma dimensão da escala alcançada pelo streaming.

O público mensalmente ativo da modalidade com publicidade equivale a cerca de 1,8 vez o maior número de assinantes registrado pela TV paga brasileira. O comportamento desse público também interessa ao mercado publicitário: de acordo com a Netflix, 52% dos usuários do plano com anúncios acessam a plataforma diariamente e o consumo médio chega a 54 horas de conteúdo por mês.

A modalidade foi lançada no Brasil em 2022 e se tornou uma alternativa para consumidores que aceitam assistir a publicidade em troca de uma mensalidade menor. O plano atualmente custa R$ 21,90.

Em cálculo divulgado, a modalidade pode representar cerca de R$ 547,5 milhões por mês em pagamentos no Brasil, considerando o plano mais barato. Esse valor é uma estimativa e se refere à receita das mensalidades; a Netflix também recebe receita dos anunciantes que compram espaço dentro do serviço, de modo que o faturamento associado ao plano não se limita à contribuição direta dos usuários.

A empresa pretende ampliar a participação da publicidade em seus resultados: a meta é fazer com que os anúncios respondam por aproximadamente 10% da receita total até 2030. No segundo trimestre de 2026, a companhia registrou US$ 12,56 bilhões em receita global e informou que a publicidade estava entre os fatores que contribuíram para o resultado.

O movimento ganha escala fora do Brasil. Globalmente, o plano com anúncios já alcança 250 milhões de pessoas ativas por mês, segundo a Netflix, enquanto a companhia prevê levar a modalidade a outros 15 países em 2027. A estratégia aproxima o streaming de uma lógica historicamente associada à televisão tradicional: reunir uma grande audiência em uma mesma plataforma e transformar o tempo de consumo em inventário publicitário, combinado à cobrança de uma mensalidade pelo espectador.

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