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Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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Cidades

Polícia Civil investiga suposto médico por exercício ilegal da profissão após morte de idosa em Umbaúba

Um caso de extrema gravidade mobilizou as forças de segurança e chocou a população de Umbaúba, no sul de Sergipe. A Polícia Civil abriu investigações para apurar o suposto exercício ilegal da medicina e as circunstâncias da morte de uma idosa na Clínica Municipal 24 Horas (HPP). Um homem foi detido em flagrante após ser acusado de atuar na unidade de saúde utilizando a identificação profissional e o carimbo de seu irmão, que é médico registrado.

18/06/2026 · 09h00
Polícia Civil investiga suposto médico por exercício ilegal da profissão após morte de idosa em Umbaúba

Homem foi detido em flagrante após denúncia da família de paciente que faleceu depois de atendimento na Clínica Municipal 24 Horas; suspeito utilizava registro do irmão.

Um caso de extrema gravidade mobilizou as forças de segurança e chocou a população de Umbaúba, no sul de Sergipe. A Polícia Civil abriu investigações para apurar o suposto exercício ilegal da medicina e as circunstâncias da morte de uma idosa na Clínica Municipal 24 Horas (HPP). Um homem foi detido em flagrante após ser acusado de atuar na unidade de saúde utilizando a identificação profissional e o carimbo de seu irmão, que é médico registrado.

De acordo com os relatos e o boletim da ocorrência, a idosa deu entrada na unidade de saúde após passar mal, sendo atendida pelo falso profissional de plantão. Após receber medicação, ela foi liberada para retornar para sua residência.

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Pouco tempo depois, no entanto, o quadro clínico da paciente agravou-se consideravelmente. Ela precisou retornar às pressas à unidade de saúde e, mesmo com as novas tentativas de atendimento, não resistiu e evoluiu a óbito. Em depoimento emocionado, o filho da idosa relatou que chegou a discutir com o falso médico na unidade enquanto o estado de saúde de sua mãe deteriorava-se rapidamente.

Condução à delegacia e frentes de investigação

A Polícia Militar e as equipes civis foram acionadas após os questionamentos levantados pelos familiares da paciente sobre a conduta e a real identidade do plantonista. O homem foi interceptado e conduzido para a Delegacia Regional de Estância, onde o flagrante foi formalizado.

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Informações preliminares apontam que o suspeito possui, na verdade, o Registro de Identificação de Intercambista (RMS/RCM) ligado ao programa “Mais Médicos” com atuação autorizada apenas para o município vizinho de Cristinápolis, mas vinha exercendo ilegalmente as atividades em Umbaúba com as credenciais do irmão.

A Delegacia de Polícia Civil de Umbaúba está conduzindo os trabalhos cartorários em duas frentes jurídicas distintas:

  • Exercício Ilegal da Medicina: Processado inicialmente por meio de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) diante da fraude e falsidade ideológica do uso do registro (CRM) alheio.
  • Inquérito sobre a Morte: Investigação instaurada para apurar se houve negligência, imperícia ou homicídio culposo.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) ressaltou que, até este momento, não existem elementos técnicos suficientes para cravar uma relação de causa e efeito direta entre o remédio/atendimento prestado e o falecimento da paciente. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para realizar o exame necroscópico oficial, cujo laudo pericial será indispensável para subsidiar os próximos passos do inquérito policial e apontar a real causa do óbito.

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Homem foi detido em flagrante após denúncia da família de paciente que faleceu depois de atendimento na Clínica Municipal 24 Horas; suspeito utilizava registro do irmão.

Um caso de extrema gravidade mobilizou as forças de segurança e chocou a população de Umbaúba, no sul de Sergipe. A Polícia Civil abriu investigações para apurar o suposto exercício ilegal da medicina e as circunstâncias da morte de uma idosa na Clínica Municipal 24 Horas (HPP). Um homem foi detido em flagrante após ser acusado de atuar na unidade de saúde utilizando a identificação profissional e o carimbo de seu irmão, que é médico registrado.

De acordo com os relatos e o boletim da ocorrência, a idosa deu entrada na unidade de saúde após passar mal, sendo atendida pelo falso profissional de plantão. Após receber medicação, ela foi liberada para retornar para sua residência.

Pouco tempo depois, no entanto, o quadro clínico da paciente agravou-se consideravelmente. Ela precisou retornar às pressas à unidade de saúde e, mesmo com as novas tentativas de atendimento, não resistiu e evoluiu a óbito. Em depoimento emocionado, o filho da idosa relatou que chegou a discutir com o falso médico na unidade enquanto o estado de saúde de sua mãe deteriorava-se rapidamente.

Condução à delegacia e frentes de investigação

A Polícia Militar e as equipes civis foram acionadas após os questionamentos levantados pelos familiares da paciente sobre a conduta e a real identidade do plantonista. O homem foi interceptado e conduzido para a Delegacia Regional de Estância, onde o flagrante foi formalizado.

Informações preliminares apontam que o suspeito possui, na verdade, o Registro de Identificação de Intercambista (RMS/RCM) ligado ao programa “Mais Médicos” com atuação autorizada apenas para o município vizinho de Cristinápolis, mas vinha exercendo ilegalmente as atividades em Umbaúba com as credenciais do irmão.

A Delegacia de Polícia Civil de Umbaúba está conduzindo os trabalhos cartorários em duas frentes jurídicas distintas:

  • Exercício Ilegal da Medicina: Processado inicialmente por meio de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) diante da fraude e falsidade ideológica do uso do registro (CRM) alheio.
  • Inquérito sobre a Morte: Investigação instaurada para apurar se houve negligência, imperícia ou homicídio culposo.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) ressaltou que, até este momento, não existem elementos técnicos suficientes para cravar uma relação de causa e efeito direta entre o remédio/atendimento prestado e o falecimento da paciente. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para realizar o exame necroscópico oficial, cujo laudo pericial será indispensável para subsidiar os próximos passos do inquérito policial e apontar a real causa do óbito.

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