Em São Paulo, senador apresentou proposta com slogan 'Brasil sem medo'. A iniciativa marca o início oficial de sua pré-campanha à presidência em 2026.
O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato à presidência da República pelo PL, anunciou nesta quinta-feira (18), em São Paulo, um abrangente plano de segurança pública que será adotado caso seja eleito. O evento ocorreu sob forte aparato de segurança e com Flávio vestindo uma camiseta preta com o slogan “Brasil sem medo”. Esta é a primeira atividade do tipo da pré-campanha do parlamentar, que se destaca como um dos principais nomes da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas eleitorais.
A apresentação do programa foi articulada após um período de desgaste relacionado ao caso Dark Horse, que trouxe à tona mensagens de Flávio para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em busca de financiamento para a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O plano de segurança é composto por 12 ações que incluem a criação de cinco novos presídios federais e a defesa da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, além da polêmica proposta de castração química de estupradores.
Flávio esteve acompanhado durante a apresentação pelo pré-candidato ao Senado e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP), e pelo senador Sérgio Moro (PL), que também é pré-candidato ao governo do Paraná e ex-ministro da Justiça. Ambos tiveram papel ativo na formulação das propostas do plano de segurança.
“Precisamos declarar como organizações terroristas as facções criminosas, como o Comando Vermelho e o PCC, a exemplo do que foi feito nos Estados Unidos”, afirmou Flávio.
Entre as promessas do pré-candidato do PL, destaca-se a criação de uma “tropa de elite” das Forças Armadas, que terá a missão de monitorar as fronteiras terrestres e intensificar a fiscalização no Porto de Santos. O plano também faz referência ao sistema prisional de El Salvador, inspirado na política de segurança do presidente Nayib Bukele, prevendo a construção de cinco novos presídios federais e a oferta de 500 mil vagas para detentos, batizando o complexo como “Treva”.
Além disso, o programa propõe a implementação de um sistema nacional de reconhecimento facial integrado a bancos de dados criminais, denominado Muralha Brasileira, inspirado em iniciativas já adotadas na cidade de São Paulo e no estado. Para a proteção das mulheres, o plano prevê o monitoramento de agressores com tornozeleiras eletrônicas e endurecimento das leis para que homicidas e agressores cumpram pena em regime fechado. A proposta de castração química de estupradores, que já foi aprovada pela Câmara, aguarda deliberação no Senado.
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