O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, fez severas críticas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante uma declaração na terça-feira, 21 de julho de 2026. Mamdani, que pertence ao Partido Democrata, chamou Netanyahu de “criminoso de guerra” e defendeu que ele seja preso e julgado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).
A declaração ocorre em meio à possibilidade de Netanyahu visitar a cidade para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em setembro, além de discussões sobre o cumprimento do mandado de prisão expedido pela Corte.
“Netanyahu é o arquiteto de um genocídio horrível contra o povo palestino”, afirmou Mamdani em um vídeo publicado nas redes sociais.
O prefeito responsabilizou Netanyahu pela morte de mais de 73.000 pessoas e pela mutilação de numerosas crianças, afirmando que muitos sobreviventes tiveram membros amputados sem anestesia. Além disso, Mamdani acusou o premiê de direcionar ataques a hospitais neonatais e centros de atendimento materno, além de bloquear a entrada de alimentos e ajuda humanitária na Faixa de Gaza, resultando na morte de trabalhadores humanitários e jornalistas.
Mamdani destacou que crianças palestinas continuam a ser alvo das Forças Armadas de Israel, mesmo após um cessar-fogo. Ele também afirmou que os Estados Unidos financiam as armas utilizadas no conflito. “Há uma razão para o Tribunal Penal Internacional ter emitido um mandado de prisão contra ele”, disse o prefeito.
“Qualquer pessoa com olhos, coração e consciência deveria reconhecer a devastação que ele causou e entender que seu lugar é diante de um tribunal”, acrescentou.
O prefeito reiterou seu apoio ao TPI, argumentando que Netanyahu “deve ser preso e julgado por seus crimes”, assim como qualquer outra pessoa alvo de uma ordem da Corte. No entanto, Mamdani explicou que sua administração não possui autoridade jurídica independente para cumprir o mandado caso Netanyahu venha a visitar Nova York. Ele informou que sua equipe analisou as opções legais disponíveis, concluindo que uma eventual prisão dependia do governo federal.
“O governo federal, no entanto, tem essa autoridade. Peço que se junte ao TPI e execute este mandado”, declarou o prefeito. Mamdani enfatizou que Netanyahu “não é bem-vindo em Nova York”, assim como qualquer outro “criminoso de guerra foragido”.
“Embora não possamos acabar com o genocídio sozinhos, podemos decidir se nosso silêncio se tornará mais uma arma e podemos examinar todas as ferramentas que temos para defender a humanidade e a dignidade de todas as pessoas”, completou.
Em uma entrevista anterior ao jornal norte-americano The New York Times, publicada em 18 de julho, Mamdani afirmou que consultaria a equipe jurídica da cidade para verificar se poderia ordenar ao Departamento de Polícia de Nova York que prendesse Netanyahu durante sua possível visita para a Assembleia Geral da ONU.
O TPI emitiu um mandado de prisão contra Netanyahu em 21 de novembro de 2024, sob suspeita de crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza. Vale ressaltar que os Estados Unidos não fazem parte do Estatuto de Roma e, portanto, não têm obrigação de cumprir as ordens do tribunal. Israel, por sua vez, rejeita as suspeitas investigadas pela Corte e questiona sua jurisdição sobre autoridades israelenses.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Netanyahu “não será preso de forma alguma” caso visite o país. O gabinete do premiê israelense respondeu às declarações de Mamdani, sugerindo que ele se concentre em “reparar os danos” causados por suas políticas à cidade de Nova York, classificando o mandado do TPI como “falso”.
LEIA TAMBÉM
Companheiro é preso em Japaratuba por matar mulher a facadas em Rio Largo
17 de setPolícia encontra idoso de 86 anos morto após provável ataque de abelhas
17 de setPF prende duas pessoas com R$ 500 mil em espécie em Nossa Senhora das Dores; ex-prefeito é apontado como alvo
17 de setReceba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

