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Presidente do Paraguai critica Mercosul por distribuição de cotas em acordo com UE

Brasil

Presidente do Paraguai critica Mercosul por distribuição de cotas em acordo com UE

Santiago Peña critica a distribuição de cotas do acordo Mercosul-UE durante cúpula em Assunção.

30/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h32
Presidente do Paraguai critica Mercosul por distribuição de cotas em acordo com UE

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Durante a 68ª cúpula de presidentes do Mercosul, realizada em Assunção nesta terça-feira, 30 de junho de 2026, o presidente paraguaio, Santiago Peña, fez duras críticas à distribuição das cotas de exportação do acordo de livre comércio com a União Europeia.

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Peña, que foi o primeiro a discursar na sessão, enfatizou a necessidade de um equilíbrio interno entre os países do bloco. A reunião marca o final da presidência pro tempore do Paraguai no Mercosul, função que será oficialmente assumida pelo Uruguai a partir de quarta-feira, 1º de julho, conforme a rotatividade estabelecida por ordem alfabética.

“O Paraguai ficou com um gosto amargo em relação à implementação desse acordo. Por vezes, tive a sensação de que o Paraguai aderiu para que todos os países se beneficiassem, mas, logo após a assinatura, começamos a perceber que a unidade não era tão sólida quanto parecia”, afirmou Peña.

O acordo com a União Europeia foi assinado em janeiro de 2026 em Assunção e entrou em vigor em maio, mas a ratificação pelo bloco europeu ainda está pendente. As cotas de importação com benefícios tarifários são definidas pela UE, e cabe ao Mercosul decidir sobre a sua distribuição entre os membros, o que o Paraguai considera injusto.

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“Pergunto-me: o que aconteceu com a justiça na distribuição das cotas? Ela se fundamenta na nossa união, na verdadeira igualdade? Na verdadeira justiça? Para o Paraguai, esse acordo tem um peso diferente”, disse o presidente paraguaio.

Peña também mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao solicitar um equilíbrio nas cotas de comércio no acordo com a União Europeia. Segundo ele, o Paraguai se encontra em desvantagem por não ter acesso ao mar, o que encarece o transporte de mercadorias até os portos.

“Essa justiça pela qual tanto lutou e fez o presidente Lula no Brasil, que eu reconheço, e perdoe que mencione, mas é o exemplo de que a justiça deve fazer com que os menores não sejam esmagados pelos maiores – que o forte e o fraco sejam colocados em igualdade de condições. Sem justiça não pode haver integração”, declarou Peña.

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Mais cedo, Peña havia destacado a importância do presidente Lula para a conclusão do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A 68ª Cúpula do Mercosul conta com a presença de todos os chefes de Estado do bloco, exceto o presidente da Argentina, Javier Milei.

Entre os presentes estavam: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Santiago Peña, Yamandú Orsi, Rodrigo Paz, José Antonio Kast e Daniel Noboa. As principais questões abordadas na cúpula envolvem ações voltadas à segurança pública e uma maior integração regional, incluindo a assinatura de acordos sobre o uso da Carteira de Identidade Nacional como documento de viagem e um protocolo de reconhecimento mútuo de identificação eletrônica.

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Durante a 68ª cúpula de presidentes do Mercosul, realizada em Assunção nesta terça-feira, 30 de junho de 2026, o presidente paraguaio, Santiago Peña, fez duras críticas à distribuição das cotas de exportação do acordo de livre comércio com a União Europeia.

Peña, que foi o primeiro a discursar na sessão, enfatizou a necessidade de um equilíbrio interno entre os países do bloco. A reunião marca o final da presidência pro tempore do Paraguai no Mercosul, função que será oficialmente assumida pelo Uruguai a partir de quarta-feira, 1º de julho, conforme a rotatividade estabelecida por ordem alfabética.

“O Paraguai ficou com um gosto amargo em relação à implementação desse acordo. Por vezes, tive a sensação de que o Paraguai aderiu para que todos os países se beneficiassem, mas, logo após a assinatura, começamos a perceber que a unidade não era tão sólida quanto parecia”, afirmou Peña.

O acordo com a União Europeia foi assinado em janeiro de 2026 em Assunção e entrou em vigor em maio, mas a ratificação pelo bloco europeu ainda está pendente. As cotas de importação com benefícios tarifários são definidas pela UE, e cabe ao Mercosul decidir sobre a sua distribuição entre os membros, o que o Paraguai considera injusto.

“Pergunto-me: o que aconteceu com a justiça na distribuição das cotas? Ela se fundamenta na nossa união, na verdadeira igualdade? Na verdadeira justiça? Para o Paraguai, esse acordo tem um peso diferente”, disse o presidente paraguaio.

Peña também mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao solicitar um equilíbrio nas cotas de comércio no acordo com a União Europeia. Segundo ele, o Paraguai se encontra em desvantagem por não ter acesso ao mar, o que encarece o transporte de mercadorias até os portos.

“Essa justiça pela qual tanto lutou e fez o presidente Lula no Brasil, que eu reconheço, e perdoe que mencione, mas é o exemplo de que a justiça deve fazer com que os menores não sejam esmagados pelos maiores – que o forte e o fraco sejam colocados em igualdade de condições. Sem justiça não pode haver integração”, declarou Peña.

Mais cedo, Peña havia destacado a importância do presidente Lula para a conclusão do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A 68ª Cúpula do Mercosul conta com a presença de todos os chefes de Estado do bloco, exceto o presidente da Argentina, Javier Milei.

Entre os presentes estavam: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Santiago Peña, Yamandú Orsi, Rodrigo Paz, José Antonio Kast e Daniel Noboa. As principais questões abordadas na cúpula envolvem ações voltadas à segurança pública e uma maior integração regional, incluindo a assinatura de acordos sobre o uso da Carteira de Identidade Nacional como documento de viagem e um protocolo de reconhecimento mútuo de identificação eletrônica.

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