No dia 29 de julho, o presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, se manifestou de forma veemente contra a arbitragem durante o jogo contra o Palmeiras, realizado no estádio do Barradão, em Salvador. A partida, que foi válida pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, terminou com uma goleada de 4 a 0 a favor do time paulista.
Mota destacou que as decisões do árbitro Alex Gomes Stefano e do assistente do VAR, Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira, prejudicaram o desempenho do Vitória. Segundo ele, uma cotovelada aplicada pelo volante Maurício, do Palmeiras, no zagueiro Cacá, aos 25 minutos do primeiro tempo, foi um dos principais pontos críticos. O lance resultou em um corte que exigiu cinco pontos no queixo do jogador rubro-negro, mas o árbitro não expulsou o atleta do Palmeiras e o VAR não recomendou revisão.
“Ainda bem que o Brasil viu o jogo. O Cacá levou cinco pontos no queixo, não foi por acaso. […] Intencional, não, mas foram cinco pontos no queixo”, disse Mota, enfatizando a gravidade do lance.
O presidente do Vitória acredita que a permanência de Maurício em campo alterou o rumo da partida. Ele afirmou que o clube estava dominando o jogo, com 70% de posse de bola, e que a não expulsão do jogador palmeirense desequilibrou o confronto.
Como forma de protesto, o Vitória decidiu não realizar entrevistas coletivas ou zona mista após o apito final. Mota lembrou de situações semelhantes enfrentadas pelo clube em outras edições do campeonato: “Passamos por isso ano passado contra o Flamengo. Uma situação idêntica, análoga. Estamos acostumados. Não quero me vitimizar, mas é difícil fazer futebol no Nordeste. Você já tem um investimento menor, tem que viajar mais e ainda tem que passar por esse tipo de coisa. É lamentável o que está acontecendo, muito lamentável”, afirmou.
Pouco após as declarações, o Vitória divulgou uma nota oficial expressando sua “absoluta indignação e revolta” com a atuação da equipe de arbitragem. O clube anunciou que irá formalizar uma representação junto à Comissão de Arbitragem da CBF, destacando que a decisão de não punir o lance de Maurício teve um impacto direto no andamento da partida e em seus desdobramentos.
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