Dependência de telas afeta crianças, adolescentes e adultos em Sergipe. Sarah Batista Santos, da Fundação Darcy Vargas, revela como equilibrar o uso da tecnologia no dia a dia.
O uso de celulares apresenta tanto benefícios quanto desafios, especialmente quando se trata da dependência que pode afetar a rotina de crianças, adolescentes e adultos. O vício em dispositivos eletrônicos pode comprometer a atenção e a produtividade, levando a consequências negativas em diversas áreas da vida. No entanto, existem maneiras eficazes de diminuir essa dependência e transformar a hiperconectividade em uma experiência mais equilibrada.
A professora Sarah Batista Santos, da Fundação Darcy Vergas, recomenda a adoção de cinco passos para reduzir a dependência das telas no cotidiano. O primeiro passo é criar momentos fixos sem telas. Estabelecer uma rotina com horários definidos contribui para fortalecer os vínculos familiares, diminuir a fadiga e reduzir o uso excessivo e automático dos dispositivos.
Outro ponto importante é construir regras em conjunto com os filhos, estabelecendo horários e tipos de conteúdo que podem ser consumidos. Para os adolescentes, a participação nas decisões sobre o uso da tecnologia é crucial para que desenvolvam um senso de responsabilidade em relação aos seus hábitos digitais.
Além disso, é fundamental incentivar atividades e hobbies fora do ambiente tecnológico. Realizar atividades que não envolvam o uso de celulares pode ajudar a transformar o dispositivo em uma ferramenta útil, em vez de uma obsessão no dia a dia.
É também essencial conversar sobre o que é consumido nas redes sociais. Estar atento ao conteúdo acessado pode direcionar o uso da tecnologia de forma mais consciente. Questionar exageros e desinformações pode estimular o pensamento crítico e a autonomia digital.
Por fim, ser um exemplo sobre o uso da tecnologia é fundamental. Para que crianças e adolescentes consigam diminuir o uso do celular, é necessário que os adultos também adotem comportamentos saudáveis em relação à tecnologia. Conversas abertas sobre o excesso do uso de telas podem criar um ambiente mais saudável em casa.
“A tecnologia trouxe benefícios importantes para a rotina dos jovens, especialmente no acesso à informação e na organização das atividades. Mas o excesso de conteúdos prontos e sugestões automáticas também pode reduzir processos criativos e dificultar o desenvolvimento do pensamento crítico”, explica Sarah.
A participação da família é, portanto, essencial para orientar e acompanhar o uso da tecnologia no cotidiano. “Mais do que controlar, é importante dialogar, estabelecer limites equilibrados e ajudar crianças e adolescentes a desenvolver responsabilidade e bom senso no ambiente digital”, conclui a professora.
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