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Aracaju, Quarta-feira, 10 de junho de 2026
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Petrobras adquire 50% do bloco Itaimbezinho, no Polígono do Pré-Sal da Bacia de Campos

Economia

Petrobras adquire 50% do bloco Itaimbezinho, no Polígono do Pré-Sal da Bacia de Campos

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (10) um acordo para comprar 50% do bloco exploratório Itaimbezinho, localizado no Polígono do Pré-Sal, na Bacia...

10/06/2026 · 17h19
Petrobras adquire 50% do bloco Itaimbezinho, no Polígono do Pré-Sal da Bacia de Campos

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A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (10) um acordo para comprar 50% do bloco exploratório Itaimbezinho, localizado no Polígono do Pré-Sal, na Bacia de Campos, a aproximadamente 190 quilômetros da costa do Rio de Janeiro.

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A venda foi realizada pela Equinor Brasil Energia, braço da estatal norueguesa Equinor. As empresas não divulgaram o valor da transação. Por se tratar de um bloco ainda em fase exploratória, o Itaimbezinho não produz petróleo no momento.

Detalhes e justificativa da operação

Segundo nota da Petrobras, a aquisição reforça a relevância da atividade exploratória no Brasil e está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, com foco na recomposição de reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras e de parcerias. As duas empresas afirmaram que a negociação amplia a sinergia entre elas na Bacia de Campos.

Petrobras e Equinor já atuam de forma conjunta em outros projetos na região, incluindo o projeto Raia — apontado como o maior projeto de gás natural do país a iniciar produção nesta década — e a licença exploratória de Jaspe, na qual a Petrobras detém 60%.

Histórico do bloco e aprovações necessárias

O bloco Itaimbezinho foi arrematado pela Equinor em outubro de 2025, durante o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP) promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na OPP, vence a empresa que propõe o maior percentual de excedente em óleo a ser destinado à União; na ocasião, a Equinor ofertou 6,95% do excedente e obteve a licença sozinha.

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Para que a transferência de 50% do bloco seja efetivada, o negócio depende da aprovação da ANP e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgãos responsáveis pelo licenciamento e pela preservação da concorrência, respectivamente.

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Contexto do pré-sal

O Polígono do Pré-Sal, na costa do Sudeste, concentra os principais campos produtores do país. Dados da ANP referentes a abril de 2026 indicam que os campos do pré-sal — localizados sob uma espessa camada de sal que pode alcançar 7 mil metros de profundidade — responderam por cerca de 82% da produção nacional de petróleo e gás, totalizando 4,614 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe).

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Boe é a unidade que padroniza a produção de gás natural e petróleo convertendo o gás para o equivalente energético de um barril de petróleo bruto, permitindo a soma das produções.

Com informações de Agência Brasil

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A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (10) um acordo para comprar 50% do bloco exploratório Itaimbezinho, localizado no Polígono do Pré-Sal, na Bacia de Campos, a aproximadamente 190 quilômetros da costa do Rio de Janeiro.

A venda foi realizada pela Equinor Brasil Energia, braço da estatal norueguesa Equinor. As empresas não divulgaram o valor da transação. Por se tratar de um bloco ainda em fase exploratória, o Itaimbezinho não produz petróleo no momento.

Detalhes e justificativa da operação

Segundo nota da Petrobras, a aquisição reforça a relevância da atividade exploratória no Brasil e está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, com foco na recomposição de reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras e de parcerias. As duas empresas afirmaram que a negociação amplia a sinergia entre elas na Bacia de Campos.

Petrobras e Equinor já atuam de forma conjunta em outros projetos na região, incluindo o projeto Raia — apontado como o maior projeto de gás natural do país a iniciar produção nesta década — e a licença exploratória de Jaspe, na qual a Petrobras detém 60%.

Histórico do bloco e aprovações necessárias

O bloco Itaimbezinho foi arrematado pela Equinor em outubro de 2025, durante o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP) promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na OPP, vence a empresa que propõe o maior percentual de excedente em óleo a ser destinado à União; na ocasião, a Equinor ofertou 6,95% do excedente e obteve a licença sozinha.

Para que a transferência de 50% do bloco seja efetivada, o negócio depende da aprovação da ANP e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgãos responsáveis pelo licenciamento e pela preservação da concorrência, respectivamente.

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Contexto do pré-sal

O Polígono do Pré-Sal, na costa do Sudeste, concentra os principais campos produtores do país. Dados da ANP referentes a abril de 2026 indicam que os campos do pré-sal — localizados sob uma espessa camada de sal que pode alcançar 7 mil metros de profundidade — responderam por cerca de 82% da produção nacional de petróleo e gás, totalizando 4,614 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe).

Boe é a unidade que padroniza a produção de gás natural e petróleo convertendo o gás para o equivalente energético de um barril de petróleo bruto, permitindo a soma das produções.

Com informações de Agência Brasil

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