A Rede Privativa Fixa da Administração Pública Federal completou um mês de operação em Aracaju, a primeira capital contemplada pelo projeto. A iniciativa cria uma infraestrutura exclusiva de comunicação entre órgãos federais, com o objetivo de dar mais velocidade, estabilidade e segurança ao tráfego de dados governamentais.
Diferentemente das redes comerciais, o sistema utiliza uma malha própria de fibra óptica dedicada à Administração Pública Federal, o que permite transmitir grandes volumes de dados com menos gargalos e maior confiabilidade.
Segundo o diretor de Operações da Entidade Administradora da Faixa (EAF), responsável pelo projeto, a proposta é oferecer “um serviço de mais alta velocidade, com maior segurança e infraestrutura própria”, com conexão dedicada aos órgãos públicos.
A mudança afeta diretamente autarquias e agências que lidam com grandes volumes de dados, como ações conjuntas entre Anvisa, ANS e Fiocruz na área de saúde, permitindo a transferência de arquivos pesados e dados sigilosos com maior proteção.
O primeiro prédio conectado no país foi o da Agência Nacional de Mineração (ANM), em Aracaju, em funcionamento desde 25 de junho como projeto-piloto. Segundo servidores da agência, a nova rede reduziu problemas históricos de conectividade e trouxe mais estabilidade a reuniões virtuais e treinamentos remotos.
Os efeitos também alcançam o atendimento à população. De acordo com um servidor da ANM, a maior estabilidade passou a permitir o atendimento digital sem quedas ou oscilações de sinal.
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