A televisão brasileira sente a falta de algumas figuras, e Lícia Manzo é uma delas. Por isso, a volta de “Sete Vidas” ao catálogo do Globoplay, a partir desta próxima segunda-feira, merece ser celebrada, mesmo que seja em formato de reprise.
Originalmente exibida em 2015, a novela se destaca como um dos trabalhos mais sensíveis da dramaturgia recente da Globo. A história gira em torno de Miguel, interpretado por Domingos Montagner, que descobre ser pai biológico de sete filhos gerados através de uma doação anônima de sêmen. A narrativa apresenta uma abordagem delicada sobre pertencimento, encontros e as diversas formas de se constituir uma família.
Lícia Manzo é reconhecida por desenvolver personagens complexos, humanos e próximos da realidade, evitando os exageros comuns em algumas produções. Sua dramaturgia se destaca por apostar na emoção sem abrir mão da inteligência, levando o público por conflitos cotidianos que provocam identificação imediata.
O elenco de “Sete Vidas” também é um atrativo que justifica a revisita à novela. Com nomes como Domingos Montagner, Débora Bloch, Isabelle Drummond, Jayme Matarazzo, Letícia Colin, Regina Duarte e Malu Galli, a produção se transforma em uma obra que resiste ao tempo.
Em um momento em que se discute os rumos da teledramaturgia brasileira, a reapresentação de “Sete Vidas” serve como um lembrete da relevância de Lícia Manzo na televisão. Seu retorno às telas, mesmo que por meio de uma produção já conhecida, reforça a expectativa de que a autora retorne em breve ao espaço que sempre lhe pertenceu na televisão.
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