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Cultura

Robertinho de Recife e seu filho Rob Endraus lançam “Rapsódia de Natal”, fusão inédita entre guitarra, fé e música eletrônica

Álbum, disponibilizado ontem (4) às 21h pela Universal Music, reinventa clássicos natalinos com solenidade, futurismo e forte vínculo biográfico Lançado no último dia 4, às 21h, pela Universal Music, “Rapsódia de Natal” marca um novo capítulo na trajetória multifacetada de Robertinho de Recife, agora em parceria direta com seu filho, o produtor e músico Rob […]

09/12/2025 · 09h53 · Atualizado às 18h23
Robertinho de Recife e seu filho Rob Endraus lançam “Rapsódia de Natal”, fusão inédita entre guitarra, fé e música eletrônica

Álbum, disponibilizado ontem (4) às 21h pela Universal Music, reinventa clássicos natalinos com solenidade, futurismo e forte vínculo biográfico

Lançado no último dia 4, às 21h, pela Universal Music, “Rapsódia de Natal” marca um novo capítulo na trajetória multifacetada de Robertinho de Recife, agora em parceria direta com seu filho, o produtor e músico Rob Endraus. Juntos, pai e filho reinterpretam grandes clássicos natalinos, unindo reverência, eletrônica e emoção, num diálogo artístico construído a partir de um vínculo familiar profundo.

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Para Robertinho, gravar um disco natalino carrega um sentido íntimo e espiritual. Após um grave acidente que o deixou dois anos sem tocar, foi justamente em um 25 de dezembro que ele recuperou os movimentos e voltou a fazer música — episódio que ele descreve como um verdadeiro “presente de Deus”. Essa memória sagrada se traduz no eixo de fé que atravessa o álbum.

O disco foi inteiramente gravado apenas pelos dois. A convivência criativa de 24 horas por dia gerou um fluxo intenso de ideias, com Rob assumindo a produção e construindo o cenário eletrônico onde a guitarra de Robertinho se move com lirismo e energia. “Decidi que seria só eu e ele. Pai, filho e Espírito Santo”, brinca o guitarrista. “Preferi que ele me dirigisse. Ele domina os sintetizadores, o vocoder, os timbres. Eu só deixo porque ele é mais bravo que eu”, diverte-se.

Diferentemente de projetos virtuosos como Metal Mania, Robertinho aqui escolhe a simplicidade reverente: “Quando eu toco música sacra, toco com respeito. Não é hora de dizer ‘olha como eu sou bom’. Quis fazer um disco simples, para quem quer ouvir um disco de Natal.”

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O resultado, nas palavras de Rob, é “como um filme futurista de Natal”. Os arranjos unem tradição e modernidade, com sinos, guitarras, sintetizadores, vocoder e beats eletrônicos convivendo harmonicamente. “Silent Night” ganha clima new age; “Santa Claus Is Coming to Town” vira um electro-rock robótico ao estilo de um Daft Punk tropical; “Jingle Bells” é conduzida por tapping constante; “What Child Is This?” evoca baladas de heavy metal; e “Gloria in excelsis Deo” surge épica, com guitarras heroicas sobre sintetizadores galopantes.

O repertório percorre hinos litúrgicos, standards pop e clássicos do cancioneiro natalino mundial, dialogando com versões icônicas de Bing Crosby, Elvis, Frank Sinatra, Jackson 5, Mariah Carey, Celine Dion, Andrea Bocelli e outras. Algumas faixas foram sugestões da equipe internacional da Universal — como “Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!” — enquanto outras renasceram em novas audições, como “Santa Claus Is Coming to Town”.

O álbum também nasce de um momento delicado: Robertinho o gravou um mês após sofrer seu terceiro infarto, mais um episódio que reforça o simbolismo do renascimento associado ao Natal em sua vida. “Foi uma nova chance. Obrigado, Deus”, afirma.
“Rapsódia de Natal” é um gesto de celebração — íntimo, moderno, sacro e elétrico. Uma obra que evidencia a marca de Robertinho: dissolver fronteiras entre tradição e invenção. E que agora, ao lado de seu filho Rob, ilumina o repertório natalino com a força da fé, da experimentação e de uma parceria familiar rara na música brasileira.

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Álbum disponibilizado no link:

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Álbum, disponibilizado ontem (4) às 21h pela Universal Music, reinventa clássicos natalinos com solenidade, futurismo e forte vínculo biográfico

Lançado no último dia 4, às 21h, pela Universal Music, “Rapsódia de Natal” marca um novo capítulo na trajetória multifacetada de Robertinho de Recife, agora em parceria direta com seu filho, o produtor e músico Rob Endraus. Juntos, pai e filho reinterpretam grandes clássicos natalinos, unindo reverência, eletrônica e emoção, num diálogo artístico construído a partir de um vínculo familiar profundo.

Para Robertinho, gravar um disco natalino carrega um sentido íntimo e espiritual. Após um grave acidente que o deixou dois anos sem tocar, foi justamente em um 25 de dezembro que ele recuperou os movimentos e voltou a fazer música — episódio que ele descreve como um verdadeiro “presente de Deus”. Essa memória sagrada se traduz no eixo de fé que atravessa o álbum.

O disco foi inteiramente gravado apenas pelos dois. A convivência criativa de 24 horas por dia gerou um fluxo intenso de ideias, com Rob assumindo a produção e construindo o cenário eletrônico onde a guitarra de Robertinho se move com lirismo e energia. “Decidi que seria só eu e ele. Pai, filho e Espírito Santo”, brinca o guitarrista. “Preferi que ele me dirigisse. Ele domina os sintetizadores, o vocoder, os timbres. Eu só deixo porque ele é mais bravo que eu”, diverte-se.

Diferentemente de projetos virtuosos como Metal Mania, Robertinho aqui escolhe a simplicidade reverente: “Quando eu toco música sacra, toco com respeito. Não é hora de dizer ‘olha como eu sou bom’. Quis fazer um disco simples, para quem quer ouvir um disco de Natal.”

O resultado, nas palavras de Rob, é “como um filme futurista de Natal”. Os arranjos unem tradição e modernidade, com sinos, guitarras, sintetizadores, vocoder e beats eletrônicos convivendo harmonicamente. “Silent Night” ganha clima new age; “Santa Claus Is Coming to Town” vira um electro-rock robótico ao estilo de um Daft Punk tropical; “Jingle Bells” é conduzida por tapping constante; “What Child Is This?” evoca baladas de heavy metal; e “Gloria in excelsis Deo” surge épica, com guitarras heroicas sobre sintetizadores galopantes.

O repertório percorre hinos litúrgicos, standards pop e clássicos do cancioneiro natalino mundial, dialogando com versões icônicas de Bing Crosby, Elvis, Frank Sinatra, Jackson 5, Mariah Carey, Celine Dion, Andrea Bocelli e outras. Algumas faixas foram sugestões da equipe internacional da Universal — como “Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!” — enquanto outras renasceram em novas audições, como “Santa Claus Is Coming to Town”.

O álbum também nasce de um momento delicado: Robertinho o gravou um mês após sofrer seu terceiro infarto, mais um episódio que reforça o simbolismo do renascimento associado ao Natal em sua vida. “Foi uma nova chance. Obrigado, Deus”, afirma.
“Rapsódia de Natal” é um gesto de celebração — íntimo, moderno, sacro e elétrico. Uma obra que evidencia a marca de Robertinho: dissolver fronteiras entre tradição e invenção. E que agora, ao lado de seu filho Rob, ilumina o repertório natalino com a força da fé, da experimentação e de uma parceria familiar rara na música brasileira.

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