Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Terça-feira, 7 de julho de 2026
Pular para o conteúdo

Safra de soja no Paraguai alcança recorde, enquanto milho enfrenta riscos climáticos

Blog

Safra de soja no Paraguai alcança recorde, enquanto milho enfrenta riscos climáticos

Paraguai deve ter safra recorde de soja, mas milho enfrenta riscos com clima.

07/07/2026 · 14h42
Safra de soja no Paraguai alcança recorde, enquanto milho enfrenta riscos climáticos

Publicidade

O Paraguai deve encerrar o ciclo 2025/26 com a maior safra de soja da sua história, ao mesmo tempo em que o milho safrinha entra em uma fase de maior atenção devido ao risco de perda de qualidade dos grãos.

Publicidade

Publicidade

De acordo com o relatório de julho da StoneX, a estimativa de produção de soja no país permanece em 12,34 milhões de toneladas, somando a safra principal e a safrinha. A projeção para a produção de milho também se mantém em 5,31 milhões de toneladas.

O mercado brasileiro está atento ao ciclo paraguaio por dois motivos principais. Primeiro, muitos agricultores brasileiros, conhecidos como “brasiguaios”, buscam terras no Paraguai para expandir suas lavouras. Em segundo lugar, a oferta de soja paraguaia influencia os preços no Brasil, já que o país é um importante fornecedor do grão, responsável por atender à demanda interna, especialmente nas regiões de fronteira e indústrias de óleo.

Embora o Brasil seja o maior produtor de soja do mundo, ele recorre a importações para suprir as necessidades locais devido ao custo-benefício de transportar a soja paraguaia em vez da do Centro-Oeste brasileiro.

No que se refere à soja, a produção é sustentada por um bom desempenho tanto da safra principal, estimada em 10,94 milhões de toneladas, quanto da safrinha, projetada em 1,40 milhão de toneladas. A chegada da oferta da segunda safra não pressionou os preços no mercado paraguaio de forma significativa, e cerca de 90% da produção já foi negociada, evidenciando um dinamismo nas vendas.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

A área total de cultivo de soja para o ciclo 2025/26 é de 3,72 milhões de hectares, destacando-se as regiões de Alto Paraná, Itapúa, Canindeyú e Caaguazú como os principais polos produtores.

Por outro lado, o milho se torna um ponto de atenção para o segundo semestre, principalmente devido ao impacto da qualidade sobre os preços e aos riscos climáticos. Embora as primeiras colheitas tenham sido positivas, a combinação de chuvas frequentes, alta umidade, baixa luminosidade e temperaturas mais frias favorece o surgimento de doenças que comprometem a qualidade do cereal.

“Alguns produtores já relataram cargas próximas ao limite de tolerância nas primeiras entregas”, destaca o relatório da StoneX.

Publicidade

O ritmo da colheita também está atrasado. Com as chuvas previstas para o início de julho, a secagem natural do milho pode ser dificultada, estendendo o calendário de colheita, que inicialmente deveria ser concluído ainda neste mês, mas agora pode se prolongar até o começo de agosto.

No mercado, a comercialização do milho avança lentamente, com grande parte da produção ainda no campo. Os preços giram em torno de US$ 140 por tonelada, mas o comportamento das cotações nas próximas semanas dependerá da oferta que entrar no mercado.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Publicidade

O Paraguai deve encerrar o ciclo 2025/26 com a maior safra de soja da sua história, ao mesmo tempo em que o milho safrinha entra em uma fase de maior atenção devido ao risco de perda de qualidade dos grãos.

De acordo com o relatório de julho da StoneX, a estimativa de produção de soja no país permanece em 12,34 milhões de toneladas, somando a safra principal e a safrinha. A projeção para a produção de milho também se mantém em 5,31 milhões de toneladas.

O mercado brasileiro está atento ao ciclo paraguaio por dois motivos principais. Primeiro, muitos agricultores brasileiros, conhecidos como “brasiguaios”, buscam terras no Paraguai para expandir suas lavouras. Em segundo lugar, a oferta de soja paraguaia influencia os preços no Brasil, já que o país é um importante fornecedor do grão, responsável por atender à demanda interna, especialmente nas regiões de fronteira e indústrias de óleo.

Embora o Brasil seja o maior produtor de soja do mundo, ele recorre a importações para suprir as necessidades locais devido ao custo-benefício de transportar a soja paraguaia em vez da do Centro-Oeste brasileiro.

No que se refere à soja, a produção é sustentada por um bom desempenho tanto da safra principal, estimada em 10,94 milhões de toneladas, quanto da safrinha, projetada em 1,40 milhão de toneladas. A chegada da oferta da segunda safra não pressionou os preços no mercado paraguaio de forma significativa, e cerca de 90% da produção já foi negociada, evidenciando um dinamismo nas vendas.

A área total de cultivo de soja para o ciclo 2025/26 é de 3,72 milhões de hectares, destacando-se as regiões de Alto Paraná, Itapúa, Canindeyú e Caaguazú como os principais polos produtores.

Por outro lado, o milho se torna um ponto de atenção para o segundo semestre, principalmente devido ao impacto da qualidade sobre os preços e aos riscos climáticos. Embora as primeiras colheitas tenham sido positivas, a combinação de chuvas frequentes, alta umidade, baixa luminosidade e temperaturas mais frias favorece o surgimento de doenças que comprometem a qualidade do cereal.

“Alguns produtores já relataram cargas próximas ao limite de tolerância nas primeiras entregas”, destaca o relatório da StoneX.

O ritmo da colheita também está atrasado. Com as chuvas previstas para o início de julho, a secagem natural do milho pode ser dificultada, estendendo o calendário de colheita, que inicialmente deveria ser concluído ainda neste mês, mas agora pode se prolongar até o começo de agosto.

No mercado, a comercialização do milho avança lentamente, com grande parte da produção ainda no campo. Os preços giram em torno de US$ 140 por tonelada, mas o comportamento das cotações nas próximas semanas dependerá da oferta que entrar no mercado.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA