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Economia

Salários sobem; homens têm aumento maior que mulheres

Estudo revela que, apesar do aumento na renda média, desigualdade salarial persiste entre gêneros e raças.

15/08/2026 · 11h19
Salários sobem; homens têm aumento maior que mulheres

O rendimento médio mensal dos brasileiros chegou a R$ 3.376 em 2025, alta de 5,3% sobre os R$ 3.205 registrados em 2024. Apesar do avanço, o mercado de trabalho segue marcado por uma desigualdade salarial expressiva entre homens e mulheres.

Segundo o Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026, os rendimentos médios reais cresceram para ambos os sexos no ano passado, mas a alta foi mais acentuada entre os homens (5,8%) do que entre as mulheres (4,8%) — diferença de 1 ponto percentual que revela uma disparidade persistente.

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Na análise por regiões, o Norte apresentou crescimento de 6% no rendimento masculino, contra 4,5% no feminino. No Sudeste, a distância foi ainda maior: alta de 6,4% para os homens e de 3,5% para as mulheres. Já no Sul e no Centro-Oeste, o rendimento das mulheres cresceu acima do masculino, o que indica variações regionais na desigualdade.

Recorte racial amplia a distância

Quando se considera a questão racial, as discrepâncias ficam ainda mais evidentes. Em 2025, as mulheres negras receberam, em média, R$ 2.184 mensais, enquanto as mulheres não negras ganharam R$ 3.628 e os homens não negros, R$ 5.172. O rendimento médio das mulheres negras foi o menor, com aumento de apenas 3,7%. Entre os homens negros, o crescimento foi de 4,1%; entre as mulheres não negras, de 4,8%; e entre os homens não negros, de 6,9%.

A pesquisa aponta ainda que, apesar da queda na taxa de desocupação no país, as mulheres negras foram as mais afetadas pelo desemprego, com índice de 8,5%, o maior entre os perfis analisados.

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Outro dado destacado é a desigualdade persistente no trabalho doméstico. Entre as mulheres fora da força de trabalho que desejam estar empregadas, 31% afirmaram não ter procurado emprego por causa das responsabilidades com a casa e do cuidado de outras pessoas.

Em sua quarta edição, o Observatório Brasileiro das Desigualdades busca apresentar um retrato da realidade vivida pelos brasileiros em áreas como saúde, mercado de trabalho, alimentação e bem-estar. Para mudar o cenário, especialistas defendem a adoção de novas políticas, voltadas principalmente à população negra e às minorias.

“Precisamos mirar políticas capazes de retirar o país dos voos de galinha e levá-lo a outro patamar de redução das desigualdades”, afirma um especialista em sociologia.

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Entre as medidas sugeridas estão uma reforma tributária focada em renda e patrimônio, políticas de cuidado com redistribuição material, ações afirmativas e um plano específico voltado à juventude negra.

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O rendimento médio mensal dos brasileiros chegou a R$ 3.376 em 2025, alta de 5,3% sobre os R$ 3.205 registrados em 2024. Apesar do avanço, o mercado de trabalho segue marcado por uma desigualdade salarial expressiva entre homens e mulheres.

Segundo o Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026, os rendimentos médios reais cresceram para ambos os sexos no ano passado, mas a alta foi mais acentuada entre os homens (5,8%) do que entre as mulheres (4,8%) — diferença de 1 ponto percentual que revela uma disparidade persistente.

Na análise por regiões, o Norte apresentou crescimento de 6% no rendimento masculino, contra 4,5% no feminino. No Sudeste, a distância foi ainda maior: alta de 6,4% para os homens e de 3,5% para as mulheres. Já no Sul e no Centro-Oeste, o rendimento das mulheres cresceu acima do masculino, o que indica variações regionais na desigualdade.

Recorte racial amplia a distância

Quando se considera a questão racial, as discrepâncias ficam ainda mais evidentes. Em 2025, as mulheres negras receberam, em média, R$ 2.184 mensais, enquanto as mulheres não negras ganharam R$ 3.628 e os homens não negros, R$ 5.172. O rendimento médio das mulheres negras foi o menor, com aumento de apenas 3,7%. Entre os homens negros, o crescimento foi de 4,1%; entre as mulheres não negras, de 4,8%; e entre os homens não negros, de 6,9%.

A pesquisa aponta ainda que, apesar da queda na taxa de desocupação no país, as mulheres negras foram as mais afetadas pelo desemprego, com índice de 8,5%, o maior entre os perfis analisados.

Outro dado destacado é a desigualdade persistente no trabalho doméstico. Entre as mulheres fora da força de trabalho que desejam estar empregadas, 31% afirmaram não ter procurado emprego por causa das responsabilidades com a casa e do cuidado de outras pessoas.

Em sua quarta edição, o Observatório Brasileiro das Desigualdades busca apresentar um retrato da realidade vivida pelos brasileiros em áreas como saúde, mercado de trabalho, alimentação e bem-estar. Para mudar o cenário, especialistas defendem a adoção de novas políticas, voltadas principalmente à população negra e às minorias.

“Precisamos mirar políticas capazes de retirar o país dos voos de galinha e levá-lo a outro patamar de redução das desigualdades”, afirma um especialista em sociologia.

Entre as medidas sugeridas estão uma reforma tributária focada em renda e patrimônio, políticas de cuidado com redistribuição material, ações afirmativas e um plano específico voltado à juventude negra.

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