Após confusão nas redes sociais, a cantora explicou que o inchaço em uma das pernas é sequela de uma cirurgia oncológica; entenda o que diferencia o linfedema do lipedema.
A cantora Samyra Show utilizou suas redes sociais para fazer um esclarecimento importante sobre sua saúde. A artista explicou que convive com o linfedema, e não com o lipedema, como vinha sendo especulado por alguns seguidores.
Segundo o relato de Samyra, a condição é uma sequela direta de uma cirurgia de histerectomia realizada no passado para a retirada de um tumor. Esse procedimento acabou afetando seu sistema linfático, o que justifica o inchaço visível em apenas uma de suas pernas.
O desabafo da cantora joga luz sobre duas doenças crônicas que, embora tenham nomes parecidos e causem aumento no volume dos membros, possuem origens, características e tratamentos completamente distintos.
Diferenças entre Linfedema e Lipedema
Para evitar confusões e combater a desinformação, médicos especialistas reforçam as principais distinções entre as duas patologias:
- Linfedema: Caracteriza-se pelo acúmulo de líquido linfático nos tecidos do corpo. Isso ocorre quando os vasos ou gânglios linfáticos sofrem algum dano, obstrução ou são removidos — cenário muito comum após cirurgias oncológicas ou sessões de radioterapia. Uma de suas marcas principais é a assimetria, ou seja, na grande maioria dos casos, afeta apenas um dos membros (uma perna ou um braço).
- Lipedema: É uma doença crônica e progressiva do tecido gorduroso. Ela se manifesta por meio de um acúmulo anormal, doloroso e desproporcional de gordura nas extremidades (pernas e braços), mas possui a característica clássica de poupar as mãos e os pés. Diferente do linfedema, o lipedema é simétrico (afeta os dois lados do corpo por igual) e provoca sintomas incômodos como dor crônica ao toque, sensação de peso constante e facilidade para o surgimento de hematomas (manchas roxas).
O desafio do diagnóstico correto e os tratamentos
Tanto o linfedema quanto o lipedema enfrentam um grande obstáculo na medicina: o alto índice de subdiagnóstico. Por falta de informação, muitos pacientes passam anos recebendo diagnósticos errados, sendo cobrados por uma suposta “obesidade” ou tratados apenas como um caso simples de retenção de líquidos.
Embora não tenham cura definitiva, ambas as condições têm controle. O manejo adequado exige uma abordagem multidisciplinar e acompanhamento especializado de médicos vasculares, envolvendo terapias essenciais como:
- Sessões de fisioterapia especializada e drenagem linfática manual;
- Uso diário de terapias de compressão elástica ou inelástica (como meias ou faixas compressivas);
- Acompanhamento nutricional e metabólico focado na redução de processos inflamatórios no organismo.
O relato de Samyra Show reforça a importância de dar visibilidade ao tema, incentivando outras mulheres que sofrem com sintomas semelhantes a buscarem ajuda médica qualificada para obter o diagnóstico correto e garantir mais qualidade de vida.
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