Santander alerta para falhas comuns no trabalho remoto que podem comprometer a segurança digital e gerar prejuízos para empresas e trabalhadores. Segundo o banco, descuidos no uso de senhas, autenticação e equipamentos domésticos estão entre as principais portas de entrada para fraudes e vazamentos.
Entre os erros mais recorrentes apontados estão a reutilização de senhas, a ausência de autenticação multifator (MFA), o uso de dispositivos pessoais sem proteção ou atualização adequadas e redes Wi-Fi domésticas mal configuradas. Mensagens de phishing recebidas por e-mail, SMS ou WhatsApp também continuam sendo vias frequentes de ataque.
O Santander destaca ainda práticas que aumentam involuntariamente a exposição a riscos, como misturar atividades pessoais e corporativas no mesmo aparelho, utilizar um único navegador para todas as contas, salvar credenciais no navegador pessoal, enviar arquivos por canais não autorizados, manter sessões abertas e deixar telas desbloqueadas. Em reuniões online, especialmente realizadas fora de casa, há risco de divulgação não intencional de informações por meio da tela, do áudio ou do contexto do local.
O banco alerta que os prejuízos costumam começar discretamente, com o sequestro de credenciais ou a contaminação de um dispositivo, evoluindo rapidamente para invasão de contas, vazamento de dados sensíveis, fraudes operacionais, perdas financeiras, consequências regulatórias e prejuízo à reputação. De acordo com Leandro Granja, CISO do Santander, um erro simples cometido em casa pode desencadear problemas mais graves na empresa.
Desde o início da pandemia de Covid-19, quando o trabalho remoto se intensificou, as estratégias dos golpistas também avançaram e se tornaram mais sofisticadas e personalizadas. O Santander observa que os ataques passaram a ser multicanais — uma tentativa por e-mail pode ser reforçada por mensagens via WhatsApp ou por telefonema — o que aumenta a sensação de legitimidade. A instituição também registra uso de tecnologias, incluindo inteligência artificial, para personalizar abordagens e, em casos pontuais, até simular vozes de executivos ou autoridades.

Dicas e recomendações
- Separe o ambiente pessoal do corporativo: prefira um dispositivo dedicado ao trabalho ou, no mínimo, mantenha navegador, acessos e rotinas separados.
- Ative MFA: aplique autenticação multifator em e-mail, VPN, sistemas internos, serviços em nuvem e contas pessoais críticas.
- Use gerenciador de senhas: evita repetição de senhas e armazenamento inseguro de credenciais.
- Segurança da rede doméstica: altere senhas padrão do roteador, atualize firmware e proteja o Wi-Fi.
- Mantenha tudo atualizado: sistema operacional, navegador, aplicativos e antivírus devem receber correções regularmente.
- Desconfie de mensagens urgentes: golpes costumam criar pressão para que a vítima aja rapidamente; verifique por outro canal quando houver urgência.
- Não use canais pessoais para dados corporativos: evitar WhatsApp pessoal, e-mail particular, pendrives ou nuvens não autorizadas para enviar arquivos da empresa.
O Santander ressalta que, apesar do avanço das técnicas de ataque, há também maior conscientização entre profissionais e empresas, com iniciativas sobre MFA, campanhas de conscientização, atenção a phishing e investimentos em proteção de acesso remoto.
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