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Aracaju, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Agro

Sapezal assume liderança e Sorriso cai para 3º lugar

Criação de Boa Esperança do Norte reduziu área de Sorriso; Sapezal assumiu liderança com forte crescimento do algodão.

21/09/2026 · 03h55 · Atualizado às 10h08
Sapezal assume liderança e Sorriso cai para 3º lugar

A criação de Boa Esperança do Norte retirou áreas de Sorriso e Nova Ubiratã, reduzindo em 9,3% a área plantada de Sorriso. Com isso, Sapezal lidera e São Desidério ocupa o segundo lugar.

O município de Sorriso, no norte de Mato Grosso e conhecido como “capital do agronegócio”, perdeu o topo do ranking dos maiores produtores agrícolas do país. A liderança passou para Sapezal (MT), seguida por São Desidério (BA), enquanto Sorriso caiu para a terceira posição.

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O deslocamento no pódio não decorreu apenas do desempenho das lavouras. Foi determinante a criação do novo município de Boa Esperança do Norte, constituído com áreas que até então pertenciam a Sorriso e Nova Ubiratã. Como resultado, Sorriso registrou diminuição de área plantada em 9,3%, impactando culturas como soja, algodão e feijão.

Os dados constaram da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento apontou também que o valor da produção agrícola de 2025 foi de R$ 927,2 bilhões, um salto de 18,4% na comparação com 2024.

Em 2024, Sorriso havia liderado o ranking com R$ 7,2 bilhões, seguido por São Desidério (R$ 6,6 bilhões) e Sapezal (R$ 5,9 bilhões). Em 2025, a produção de Sorriso cresceu para R$ 8,16 bilhões, mas ficou atrás de Sapezal (R$ 8,59 bilhões) e São Desidério (R$ 8,22 bilhões).

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O valor da produção combina o volume físico produzido com os preços praticados na venda, e os números são apresentados em moeda corrente de cada ano de pesquisa, sem correção pela inflação.

Sapezal teve crescimento de 46,6% no valor da produção, impulsionado pelo algodão herbáceo, que respondeu por 60% do total da cidade (R$ 5,13 bilhões) e atingiu produção de 1,2 milhão de toneladas em 2025. A cidade também registrou avanços no valor da produção de soja (51,4%) e milho (58,1%), com a soja gerando R$ 2,8 bilhões e o milho R$ 656,9 milhões.

A criação de Boa Esperança do Norte foi formalizada por lei estadual em 2000, mas só foi instalada em 1º de janeiro de 2025, após decisões judiciais e autorizações do STJ e do STF. O novo município teve população estimada em 5,9 mil pessoas, diante de 124,7 mil em Sorriso, segundo o IBGE.

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Mato Grosso manteve-se como principal estado em valor da produção agrícola, com R$ 165,6 bilhões, e abrigou cinco das dez cidades com maior valor de produção.

Dez cidades com maior valor da produção agrícola

  • Sapezal (MT): R$ 8,59 bilhões – algodão
  • São Desidério (BA): R$ 8,22 bilhões – soja
  • Sorriso (MT): R$ 8,16 bilhões – soja
  • Campo Novo do Parecis (MT): R$ 7,87 bilhões – soja
  • Formosa do Rio Preto (BA): R$ 5,89 bilhões – soja
  • Diamantino (MT): R$ 5,82 bilhões – soja
  • Rio Verde (GO): R$ 5,69 bilhões – soja
  • Cristalina (GO): R$ 5,45 bilhões – soja
  • Nova Mutum (MT): R$ 5,39 bilhões – soja
  • Jataí (GO): R$ 4,84 bilhões – soja

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A criação de Boa Esperança do Norte retirou áreas de Sorriso e Nova Ubiratã, reduzindo em 9,3% a área plantada de Sorriso. Com isso, Sapezal lidera e São Desidério ocupa o segundo lugar.

O município de Sorriso, no norte de Mato Grosso e conhecido como “capital do agronegócio”, perdeu o topo do ranking dos maiores produtores agrícolas do país. A liderança passou para Sapezal (MT), seguida por São Desidério (BA), enquanto Sorriso caiu para a terceira posição.

O deslocamento no pódio não decorreu apenas do desempenho das lavouras. Foi determinante a criação do novo município de Boa Esperança do Norte, constituído com áreas que até então pertenciam a Sorriso e Nova Ubiratã. Como resultado, Sorriso registrou diminuição de área plantada em 9,3%, impactando culturas como soja, algodão e feijão.

Os dados constaram da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento apontou também que o valor da produção agrícola de 2025 foi de R$ 927,2 bilhões, um salto de 18,4% na comparação com 2024.

Em 2024, Sorriso havia liderado o ranking com R$ 7,2 bilhões, seguido por São Desidério (R$ 6,6 bilhões) e Sapezal (R$ 5,9 bilhões). Em 2025, a produção de Sorriso cresceu para R$ 8,16 bilhões, mas ficou atrás de Sapezal (R$ 8,59 bilhões) e São Desidério (R$ 8,22 bilhões).

O valor da produção combina o volume físico produzido com os preços praticados na venda, e os números são apresentados em moeda corrente de cada ano de pesquisa, sem correção pela inflação.

Sapezal teve crescimento de 46,6% no valor da produção, impulsionado pelo algodão herbáceo, que respondeu por 60% do total da cidade (R$ 5,13 bilhões) e atingiu produção de 1,2 milhão de toneladas em 2025. A cidade também registrou avanços no valor da produção de soja (51,4%) e milho (58,1%), com a soja gerando R$ 2,8 bilhões e o milho R$ 656,9 milhões.

A criação de Boa Esperança do Norte foi formalizada por lei estadual em 2000, mas só foi instalada em 1º de janeiro de 2025, após decisões judiciais e autorizações do STJ e do STF. O novo município teve população estimada em 5,9 mil pessoas, diante de 124,7 mil em Sorriso, segundo o IBGE.

Mato Grosso manteve-se como principal estado em valor da produção agrícola, com R$ 165,6 bilhões, e abrigou cinco das dez cidades com maior valor de produção.

Dez cidades com maior valor da produção agrícola

  • Sapezal (MT): R$ 8,59 bilhões – algodão
  • São Desidério (BA): R$ 8,22 bilhões – soja
  • Sorriso (MT): R$ 8,16 bilhões – soja
  • Campo Novo do Parecis (MT): R$ 7,87 bilhões – soja
  • Formosa do Rio Preto (BA): R$ 5,89 bilhões – soja
  • Diamantino (MT): R$ 5,82 bilhões – soja
  • Rio Verde (GO): R$ 5,69 bilhões – soja
  • Cristalina (GO): R$ 5,45 bilhões – soja
  • Nova Mutum (MT): R$ 5,39 bilhões – soja
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