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Mundo

Senado dos EUA aprova Perez; Brasil pode vetar antes das eleições

Em entrevista, especialista analisa impacto da política externa nas eleições brasileiras.

07/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h42
Senado dos EUA aprova Perez; Brasil pode vetar antes das eleições

Nomeação de Daniel Perez para a embaixada no Brasil depende do agrément do governo brasileiro e dificilmente ocorrerá antes das eleições. Silvio Cascione diz que a política externa não decide o pleito, mas não pode ser ignorada.

O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta sexta-feira (7), a indicação de Daniel Perez para a embaixada americana no Brasil. No entanto, sua nomeação depende do agrément do governo brasileiro, o que, segundo análises, não deve ocorrer antes das eleições.

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Para discutir os desdobramentos dessa decisão e seus possíveis impactos no cenário eleitoral brasileiro, Silvio Cascione, diretor da Eurasia Group no Brasil, concedeu entrevista ao CNN 360°. Cascione avaliou que a política externa não é um fator decisivo para as eleições no Brasil, mas tampouco deve ser ignorada.

A política externa não importa muito para a eleição. Não é um fator decisivo. Agora, dizer que não importa nada também seria um exagero.

Como exemplo, ele mencionou a cautela do governo e do Partido dos Trabalhadores (PT) ao abordar o tema da Venezuela nos últimos anos, em função da repercussão interna que o assunto gera.

Segundo o analista, questões como segurança pública, corrupção e economia são os fatores que realmente influenciam a decisão de voto do eleitor. Entretanto, a política externa pode reforçar alinhamentos ideológicos e mobilizar as bases tanto da direita quanto da esquerda.

Esse tema de política externa, além de reforçar alguns alinhamentos ideológicos, mobiliza a base da direita, mobiliza a base da esquerda, e também serve para realçar ou enfraquecer atributos dos candidatos.

Cascione considera que abordar a relação com os Estados Unidos pode ser uma estratégia vantajosa para Lula (PT) durante a campanha. Ao atribuir o desgaste diplomático ao adversário político, o governo busca valorizar atributos como experiência e defesa da soberania nacional.

Para o Lula, falar desse tema, falar da briga com os Estados Unidos — uma briga que o governo insiste foi provocada pelo Bolsonaro — é uma tentativa de realçar atributos que ele quer valorizar.

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Sobre a intenção de Lula de se comunicar com Donald Trump para discutir a conjuntura internacional, Cascione interpretou como um sinal de moderação. Ele destacou que essa ação pode indicar que não haverá uma escalada de tensões.

Quando você sinaliza que quer pegar o telefone e conversar com outro presidente para tentar aparar essas arestas, é um sinal de que a gente não vai ter essa escalada saindo do controle.

No entanto, ele ressaltou que o momento e o resultado dessa conversa ainda são incertos e podem tanto beneficiar quanto prejudicar a campanha do governo, dependendo das circunstâncias.

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Em relação às políticas de Donald Trump e seu impacto nas eleições brasileiras, Cascione afirmou que essa associação é vista de forma negativa no Brasil. Embora não seja uma opinião unânime, a maioria do eleitorado tende a ter uma visão desfavorável em relação ao governo Trump e suas políticas.

Essa associação com o Trump hoje é negativa no Brasil. Não é uma unanimidade, mas a maioria do eleitorado tende a ver com maus olhos o governo Trump e as suas políticas.

Não vai aumentar a sua popularidade, nem aumentar a sua margem, nem facilitar a eleição dos seus deputados, dos seus senadores.

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Nomeação de Daniel Perez para a embaixada no Brasil depende do agrément do governo brasileiro e dificilmente ocorrerá antes das eleições. Silvio Cascione diz que a política externa não decide o pleito, mas não pode ser ignorada.

O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta sexta-feira (7), a indicação de Daniel Perez para a embaixada americana no Brasil. No entanto, sua nomeação depende do agrément do governo brasileiro, o que, segundo análises, não deve ocorrer antes das eleições.

Para discutir os desdobramentos dessa decisão e seus possíveis impactos no cenário eleitoral brasileiro, Silvio Cascione, diretor da Eurasia Group no Brasil, concedeu entrevista ao CNN 360°. Cascione avaliou que a política externa não é um fator decisivo para as eleições no Brasil, mas tampouco deve ser ignorada.

A política externa não importa muito para a eleição. Não é um fator decisivo. Agora, dizer que não importa nada também seria um exagero.

Como exemplo, ele mencionou a cautela do governo e do Partido dos Trabalhadores (PT) ao abordar o tema da Venezuela nos últimos anos, em função da repercussão interna que o assunto gera.

Segundo o analista, questões como segurança pública, corrupção e economia são os fatores que realmente influenciam a decisão de voto do eleitor. Entretanto, a política externa pode reforçar alinhamentos ideológicos e mobilizar as bases tanto da direita quanto da esquerda.

Esse tema de política externa, além de reforçar alguns alinhamentos ideológicos, mobiliza a base da direita, mobiliza a base da esquerda, e também serve para realçar ou enfraquecer atributos dos candidatos.

Cascione considera que abordar a relação com os Estados Unidos pode ser uma estratégia vantajosa para Lula (PT) durante a campanha. Ao atribuir o desgaste diplomático ao adversário político, o governo busca valorizar atributos como experiência e defesa da soberania nacional.

Para o Lula, falar desse tema, falar da briga com os Estados Unidos — uma briga que o governo insiste foi provocada pelo Bolsonaro — é uma tentativa de realçar atributos que ele quer valorizar.

Sobre a intenção de Lula de se comunicar com Donald Trump para discutir a conjuntura internacional, Cascione interpretou como um sinal de moderação. Ele destacou que essa ação pode indicar que não haverá uma escalada de tensões.

Quando você sinaliza que quer pegar o telefone e conversar com outro presidente para tentar aparar essas arestas, é um sinal de que a gente não vai ter essa escalada saindo do controle.

No entanto, ele ressaltou que o momento e o resultado dessa conversa ainda são incertos e podem tanto beneficiar quanto prejudicar a campanha do governo, dependendo das circunstâncias.

Em relação às políticas de Donald Trump e seu impacto nas eleições brasileiras, Cascione afirmou que essa associação é vista de forma negativa no Brasil. Embora não seja uma opinião unânime, a maioria do eleitorado tende a ter uma visão desfavorável em relação ao governo Trump e suas políticas.

Essa associação com o Trump hoje é negativa no Brasil. Não é uma unanimidade, mas a maioria do eleitorado tende a ver com maus olhos o governo Trump e as suas políticas.

Não vai aumentar a sua popularidade, nem aumentar a sua margem, nem facilitar a eleição dos seus deputados, dos seus senadores.

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