O senador americano Lindsey Graham, um veterano republicano da Carolina do Sul e aliado do ex-presidente Donald Trump, morreu aos 71 anos após sofrer uma dissecção da aorta, conforme revelou um relatório preliminar do médico-legista de Washington, D.C.
Graham, que foi eleito para o Senado dos Estados Unidos em 2002, tornou-se uma figura emblemática na transformação do Partido Republicano, passando de um crítico de Trump a um de seus mais próximos conselheiros no Capitólio. Apesar de sua lealdade ao ex-presidente, o senador se destacou como um defensor da intervenção americana no cenário internacional, frequentemente divergindo da postura isolacionista de alguns apoiadores de Trump.
O político ganhou notoriedade por sua defesa de uma política externa mais assertiva, apoiando intervenções militares no Irã e no Iraque, além de ser uma voz proeminente em favor do apoio incondicional dos Estados Unidos a Israel e à Ucrânia. Sua carreira política esteve intimamente ligada a figuras influentes do Partido Republicano, como o falecido senador John McCain e Donald Trump.
Graham faleceu no último sábado (11), conforme anunciado em sua conta no X, logo após retornar de uma visita à Ucrânia, uma das muitas que realizou desde a invasão russa em 2022. Equipes de emergência foram acionadas em um endereço em Washington, D.C., após um chamado sobre uma pessoa com dores no peito, por volta das 20h30 no horário do leste dos EUA.
A diretora de comunicação de Graham, Taylor Reidy, informou que o médico-legista preliminarmente determinou que a causa da morte foi uma dissecção da aorta provocada por doença cardiovascular arteriosclerótica. A dissecção da aorta é uma condição grave que ocorre quando a camada interna da aorta se rompe. Embora não seja comum, é mais frequente em homens na faixa dos 60 a 70 anos, e a aterosclerose é um dos principais fatores de risco.
Embora a dissecção da aorta não seja um ataque cardíaco, seus sintomas podem se assemelhar a condições mais comuns, como dor no peito e falta de ar. Trump, em conversa com o jornalista Jake Tapper, relembrou que havia falado com Graham algumas horas antes de sua morte, quando discutiram questões relacionadas ao “SAVE America Act” e as recentes viagens do senador. O ex-presidente expressou sua tristeza pela perda de Graham, destacando seu talento político e sua habilidade de se relacionar com todos.
Graham iniciou sua carreira política no início dos anos 1990, após atuar como procurador municipal e do condado na Carolina do Sul. Ele foi eleito para a Câmara dos Representantes em 1994 e serviu na Força Aérea dos EUA como promotor e advogado de defesa. Sua vida pessoal foi marcada por tragédias, incluindo a morte de seus pais quando ele ainda era estudante universitário. Ele ajudou a criar sua irmã mais nova e nunca se casou ou teve filhos.
Embora tenha sido um crítico de Trump inicialmente, a relação entre os dois se transformou após uma reunião em março de 2017. Graham reconheceu a vitória de Joe Biden nas eleições de 2020, apesar das alegações infundadas de Trump. A trajetória de Graham, marcada por altos e baixos, reflete as complexidades da política americana contemporânea.
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