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Aracaju, Segunda-feira, 13 de julho de 2026
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Setor automotivo vê oportunidades nos EUA apesar de tarifas elevadas

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Setor automotivo vê oportunidades nos EUA apesar de tarifas elevadas

Toyota transfere parte da produção para os EUA, mas desafios no setor automotivo persistem.

13/07/2026 · 13h00
Setor automotivo vê oportunidades nos EUA apesar de tarifas elevadas

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A Toyota anunciou na semana passada uma importante mudança em sua produção: a montadora japonesa transferirá parte de sua fabricação do México para os Estados Unidos. A empresa passará a produzir metade de suas picapes Tacoma, que é o modelo mais vendido da companhia, em uma fábrica ampliada em San Antonio, Texas. A Toyota já produz na localidade a picape Tundra e o SUV Sequoia, mas continuará a fabricar a Tacoma no México.

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O presidente Donald Trump celebrou essa transferência como uma conquista significativa, afirmando que é uma prova de que as tarifas estão promovendo resultados. Contudo, a Toyota não apontou a política tarifária como o principal fator para essa decisão. Em comunicado, a montadora declarou: “Embora sejamos afetados pela evolução das políticas comerciais, nossos investimentos são decisões de longo prazo — abrangendo várias décadas — baseadas em objetivos estratégicos mais amplos.”

Mais de um ano após o governo Trump anunciar tarifas abrangentes sobre o setor automotivo, a iniciativa da Toyota se destaca como uma exceção. Outras montadoras têm demonstrado relutância em transferir a produção para os EUA. A maioria prefere arcar com o pagamento de tarifas a investir bilhões na construção de novas fábricas. As linhas de produção que estão se deslocando para o território americano estão sendo alocadas em instalações já existentes.

De acordo com dados da Mobility Global, 46% dos carros comprados nos EUA no ano passado eram importados, uma leve queda em relação aos 47,7% registrados em 2024. Essa diminuição deve-se, em parte, à redução nas vendas de veículos importados de menor preço, como o Nissan Versa. No entanto, os custos elevados e as incertezas em relação a mudanças abrangentes nas estruturas das fábricas permanecem como barreiras.

“É um compromisso enorme (construir uma fábrica), e fazer isso por impulso beiraria a loucura”, afirmou Ivan Drury, diretor de insights do site de compra de automóveis Edmunds. Ele acrescentou: “Portanto, a atitude mais segura é não fazer nada. Seguir em frente, mesmo com esse aumento de custos tarifários.”

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Outra preocupação para as montadoras é o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), que está sujeito a renegociação. Trump sugeriu recentemente que poderia desistir do acordo caso não houvesse mudanças substanciais que beneficiassem as empresas americanas, o que gera apreensão nas montadoras que dependem da livre circulação de peças entre os países.

A American Automakers Policy Council, que representa a General Motors, a Ford e a Stellantis, pediu: “Uma solução rápida e duradoura que garanta condições equitativas de concorrência e proporcione a segurança de longo prazo necessária para investimentos automotivos de capital intensivo.”

As tarifas têm impactado os lucros das montadoras. A Toyota, por exemplo, pagou US$ 8,4 bilhões em tarifas no último ano fiscal, resultando em prejuízo nas operações na América do Norte. A General Motors e a Ford também enfrentaram custos significativos com tarifas, totalizando US$ 3,1 bilhões e US$ 1 bilhão, respectivamente.

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Ainda assim, as tarifas não foram completamente ineficazes em incentivar algumas empresas a trazer a produção de volta para os EUA. A General Motors anunciou que transferirá a montagem de dois SUVs que eram produzidos no México e deixará de importar o SUV Buick da China, fabricando um modelo substituto nos EUA. Essas alterações, no entanto, ocorrerão em fábricas já existentes com capacidade ociosa.

Patrick Anderson, economista de Michigan e especialista no setor automotivo, ressaltou que a Toyota tem razões comerciais para a mudança. “A Toyota tem obtido grande sucesso na expansão de negócios de picapes nos Estados Unidos, e a unidade de produção em San Antonio já é o pilar dessa operação no país”, afirmou. Ele destacou que consolidar as operações existentes faz sentido do ponto de vista empresarial.

Apesar das tarifas elevadas, especialistas afirmam que não vale a pena para as montadoras transferir a produção com base em políticas comerciais que podem mudar rapidamente. Construir novas fábricas nos EUA levaria anos e custaria bilhões, especialmente considerando que os sucessores de Trump podem reverter essas políticas. Além disso, os custos de mão de obra nos EUA são mais altos do que no México e em outros países. A demanda por veículos também se manteve aquecida, com um aumento de 2% nas vendas no último ano, mesmo com os preços dos carros atingindo patamares recordes, o que incentiva as montadoras a manter o fluxo de importações.

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A Toyota anunciou na semana passada uma importante mudança em sua produção: a montadora japonesa transferirá parte de sua fabricação do México para os Estados Unidos. A empresa passará a produzir metade de suas picapes Tacoma, que é o modelo mais vendido da companhia, em uma fábrica ampliada em San Antonio, Texas. A Toyota já produz na localidade a picape Tundra e o SUV Sequoia, mas continuará a fabricar a Tacoma no México.

O presidente Donald Trump celebrou essa transferência como uma conquista significativa, afirmando que é uma prova de que as tarifas estão promovendo resultados. Contudo, a Toyota não apontou a política tarifária como o principal fator para essa decisão. Em comunicado, a montadora declarou: “Embora sejamos afetados pela evolução das políticas comerciais, nossos investimentos são decisões de longo prazo — abrangendo várias décadas — baseadas em objetivos estratégicos mais amplos.”

Mais de um ano após o governo Trump anunciar tarifas abrangentes sobre o setor automotivo, a iniciativa da Toyota se destaca como uma exceção. Outras montadoras têm demonstrado relutância em transferir a produção para os EUA. A maioria prefere arcar com o pagamento de tarifas a investir bilhões na construção de novas fábricas. As linhas de produção que estão se deslocando para o território americano estão sendo alocadas em instalações já existentes.

De acordo com dados da Mobility Global, 46% dos carros comprados nos EUA no ano passado eram importados, uma leve queda em relação aos 47,7% registrados em 2024. Essa diminuição deve-se, em parte, à redução nas vendas de veículos importados de menor preço, como o Nissan Versa. No entanto, os custos elevados e as incertezas em relação a mudanças abrangentes nas estruturas das fábricas permanecem como barreiras.

“É um compromisso enorme (construir uma fábrica), e fazer isso por impulso beiraria a loucura”, afirmou Ivan Drury, diretor de insights do site de compra de automóveis Edmunds. Ele acrescentou: “Portanto, a atitude mais segura é não fazer nada. Seguir em frente, mesmo com esse aumento de custos tarifários.”

Outra preocupação para as montadoras é o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), que está sujeito a renegociação. Trump sugeriu recentemente que poderia desistir do acordo caso não houvesse mudanças substanciais que beneficiassem as empresas americanas, o que gera apreensão nas montadoras que dependem da livre circulação de peças entre os países.

A American Automakers Policy Council, que representa a General Motors, a Ford e a Stellantis, pediu: “Uma solução rápida e duradoura que garanta condições equitativas de concorrência e proporcione a segurança de longo prazo necessária para investimentos automotivos de capital intensivo.”

As tarifas têm impactado os lucros das montadoras. A Toyota, por exemplo, pagou US$ 8,4 bilhões em tarifas no último ano fiscal, resultando em prejuízo nas operações na América do Norte. A General Motors e a Ford também enfrentaram custos significativos com tarifas, totalizando US$ 3,1 bilhões e US$ 1 bilhão, respectivamente.

Ainda assim, as tarifas não foram completamente ineficazes em incentivar algumas empresas a trazer a produção de volta para os EUA. A General Motors anunciou que transferirá a montagem de dois SUVs que eram produzidos no México e deixará de importar o SUV Buick da China, fabricando um modelo substituto nos EUA. Essas alterações, no entanto, ocorrerão em fábricas já existentes com capacidade ociosa.

Patrick Anderson, economista de Michigan e especialista no setor automotivo, ressaltou que a Toyota tem razões comerciais para a mudança. “A Toyota tem obtido grande sucesso na expansão de negócios de picapes nos Estados Unidos, e a unidade de produção em San Antonio já é o pilar dessa operação no país”, afirmou. Ele destacou que consolidar as operações existentes faz sentido do ponto de vista empresarial.

Apesar das tarifas elevadas, especialistas afirmam que não vale a pena para as montadoras transferir a produção com base em políticas comerciais que podem mudar rapidamente. Construir novas fábricas nos EUA levaria anos e custaria bilhões, especialmente considerando que os sucessores de Trump podem reverter essas políticas. Além disso, os custos de mão de obra nos EUA são mais altos do que no México e em outros países. A demanda por veículos também se manteve aquecida, com um aumento de 2% nas vendas no último ano, mesmo com os preços dos carros atingindo patamares recordes, o que incentiva as montadoras a manter o fluxo de importações.

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