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Saúde

Sergipe soma 5.307 pessoas com HIV e 4.357 casos de AIDS; Dezembro Vermelho reforça alerta para diagnóstico precoce

O Dezembro Vermelho, campanha nacional de prevenção ao HIV/AIDS e outras ISTs, começa em Sergipe com números que reforçam a urgência do tema. Dados consolidados até janeiro de 2025 apontam que 5.307 pessoas vivem com HIV no estado e 4.357 já evoluíram para AIDS.

04/12/2025 · 10h43
Sergipe soma 5.307 pessoas com HIV e 4.357 casos de AIDS; Dezembro Vermelho reforça alerta para diagnóstico precoce

O Dezembro Vermelho, campanha nacional de prevenção ao HIV/AIDS e outras ISTs, começa em Sergipe com números que reforçam a urgência do tema. Dados consolidados até janeiro de 2025 apontam que 5.307 pessoas vivem com HIV no estado e 4.357 já evoluíram para AIDS.

A tendência de aumento também é observada nos óbitos. Em 2022, a taxa de mortalidade por HIV/AIDS chegou a 4,23 mortes por 100 mil habitantes. Desde o início do monitoramento, 1.420 pessoas morreram em decorrência da infecção no território sergipano.

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Especialista destaca importância do diagnóstico precoce

A infectologista Dra. Mariela Cometki, referência em imunidade, afirma que a percepção social sobre o HIV diminuiu, o que prejudica a detecção rápida da infecção. “A epidemia nunca deixou de existir, mas o tema saiu do centro do debate. Quanto mais tardio o diagnóstico, maior o risco de evolução para AIDS”, ressalta.

Segundo a médica, o tratamento adequado pode interromper a cadeia de transmissão. “Uma pessoa em tratamento, com carga viral indetectável, não transmite o vírus. Essa informação precisa ser mais divulgada”, enfatiza.

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Estigma, diálogo familiar e transmissão vertical

Entre os principais desafios, profissionais de saúde apontam o preconceito e a falta de conversa sobre sexualidade dentro das famílias, fatores que retardam a busca por testagem. A transmissão vertical — da mãe para o bebê — continua no radar das autoridades sanitárias, que acompanham a taxa de detecção de AIDS em crianças menores de cinco anos.

“Enquanto houver preconceito, haverá silêncio, e o silêncio atrapalha o diagnóstico precoce”, diz Dra. Mariela. A infectologista defende um ambiente seguro para que a população acesse serviços de testagem e tratamento sem receio de julgamentos.

Campanha mobiliza, mas ações precisam ser contínuas

Para a especialista, a mobilização de dezembro deve ser entendida como um ponto de partida para iniciativas permanentes. “O enfrentamento acontece todos os dias: nas escolas, nas unidades de saúde, na mídia e dentro das famílias. Informação e cuidado protegem vidas”, conclui.

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O Dezembro Vermelho, campanha nacional de prevenção ao HIV/AIDS e outras ISTs, começa em Sergipe com números que reforçam a urgência do tema. Dados consolidados até janeiro de 2025 apontam que 5.307 pessoas vivem com HIV no estado e 4.357 já evoluíram para AIDS.

A tendência de aumento também é observada nos óbitos. Em 2022, a taxa de mortalidade por HIV/AIDS chegou a 4,23 mortes por 100 mil habitantes. Desde o início do monitoramento, 1.420 pessoas morreram em decorrência da infecção no território sergipano.

Especialista destaca importância do diagnóstico precoce

A infectologista Dra. Mariela Cometki, referência em imunidade, afirma que a percepção social sobre o HIV diminuiu, o que prejudica a detecção rápida da infecção. “A epidemia nunca deixou de existir, mas o tema saiu do centro do debate. Quanto mais tardio o diagnóstico, maior o risco de evolução para AIDS”, ressalta.

Segundo a médica, o tratamento adequado pode interromper a cadeia de transmissão. “Uma pessoa em tratamento, com carga viral indetectável, não transmite o vírus. Essa informação precisa ser mais divulgada”, enfatiza.

Estigma, diálogo familiar e transmissão vertical

Entre os principais desafios, profissionais de saúde apontam o preconceito e a falta de conversa sobre sexualidade dentro das famílias, fatores que retardam a busca por testagem. A transmissão vertical — da mãe para o bebê — continua no radar das autoridades sanitárias, que acompanham a taxa de detecção de AIDS em crianças menores de cinco anos.

“Enquanto houver preconceito, haverá silêncio, e o silêncio atrapalha o diagnóstico precoce”, diz Dra. Mariela. A infectologista defende um ambiente seguro para que a população acesse serviços de testagem e tratamento sem receio de julgamentos.

Campanha mobiliza, mas ações precisam ser contínuas

Para a especialista, a mobilização de dezembro deve ser entendida como um ponto de partida para iniciativas permanentes. “O enfrentamento acontece todos os dias: nas escolas, nas unidades de saúde, na mídia e dentro das famílias. Informação e cuidado protegem vidas”, conclui.

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