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Agro

Sergipe emplaca três cidades entre os 20 maiores produtores de leite do país, aponta IBGE

Sergipe colocou os municípios de Poço Redondo, Porto da Folha e Nossa Senhora da Glória no ranking dos 20 maiores produtores de leite do Brasil, de acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2024 divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Juntas, as três cidades responderam por 316 milhões de litros em […]

02/10/2025 · 19h37
Sergipe emplaca três cidades entre os 20 maiores produtores de leite do país, aponta IBGE

Sergipe colocou os municípios de Poço Redondo, Porto da Folha e Nossa Senhora da Glória no ranking dos 20 maiores produtores de leite do Brasil, de acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2024 divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Juntas, as três cidades responderam por 316 milhões de litros em 2023, quantidade que corresponde a quase 50% dos 678,508 milhões de litros produzidos em todo o estado. Apenas Poço Redondo registrou produção anual de 121 milhões de litros.

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Valor da produção em alta

O levantamento mostra que o valor da produção dos principais itens pecuários sergipanos aumentou 8% em 2024 na comparação com 2023, passando de R$ 1,7 bilhão para R$ 1,8 bilhão. O leite concentrou 86% desse montante, seguido pelos ovos de galinha (13,8%).

Entre os municípios, Poço Redondo liderou em valor gerado pelo leite com R$ 283,5 milhões, seguido por Porto da Folha (R$ 230 milhões) e Nossa Senhora da Glória (R$ 228 milhões).

Crescimento do rebanho

O rebanho bovino sergipano chegou a 1,35 milhão de cabeças em 2024, alta de 4,21% frente ao ano anterior. Há criação de gado nos 75 municípios do estado.

Fatores que impulsionam a produção

O secretário de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca, Zeca Ramos da Silva, atribui o desempenho principalmente ao ganho de produtividade por vaca, resultado de investimentos em melhoramento genético, alimentação de qualidade e manejo adequado.

Entre as ações citadas pelo governo estão a distribuição de 517 toneladas de sementes de milho e 648 mil raquetes de palma a 500 produtores nos últimos três anos, além da inseminação artificial em 1.054 fêmeas entre 2023 e 2024. Programas como o PAA Leite compram cerca de 90 mil litros por mês para beneficiar famílias de baixa renda.

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Infraestrutura e logística

O estado informa ter investido mais de R$ 621 milhões na malha rodoviária, entregando 365,27 km de reestruturação e 52,30 km de novas vias. Na chamada Rota do Leite — trecho de Gararu a Nossa Senhora da Glória, na SE-175 — o aporte chega a R$ 90 milhões.

Projetos hídricos também estão em andamento. A futura Adutora do Leite, estimada em R$ 250 milhões, deverá levar água do Rio São Francisco a cinco municípios ao longo de 108,6 km, contemplando um rebanho aproximado de 265 mil animais.

Crédito e incentivos fiscais

O Banese destinou R$ 279 milhões ao setor agropecuário no Plano Safra 2024/2025. Para a indústria, há incentivo como o Crédito Presumido de ICMS para laticínios, além de alíquota de 2% de ICMS sobre o milho em grãos.

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Com essas frentes de investimento, Sergipe consolida sua posição de destaque na pecuária leiteira nacional.

 

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Sergipe colocou os municípios de Poço Redondo, Porto da Folha e Nossa Senhora da Glória no ranking dos 20 maiores produtores de leite do Brasil, de acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2024 divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Juntas, as três cidades responderam por 316 milhões de litros em 2023, quantidade que corresponde a quase 50% dos 678,508 milhões de litros produzidos em todo o estado. Apenas Poço Redondo registrou produção anual de 121 milhões de litros.

Valor da produção em alta

O levantamento mostra que o valor da produção dos principais itens pecuários sergipanos aumentou 8% em 2024 na comparação com 2023, passando de R$ 1,7 bilhão para R$ 1,8 bilhão. O leite concentrou 86% desse montante, seguido pelos ovos de galinha (13,8%).

Entre os municípios, Poço Redondo liderou em valor gerado pelo leite com R$ 283,5 milhões, seguido por Porto da Folha (R$ 230 milhões) e Nossa Senhora da Glória (R$ 228 milhões).

Crescimento do rebanho

O rebanho bovino sergipano chegou a 1,35 milhão de cabeças em 2024, alta de 4,21% frente ao ano anterior. Há criação de gado nos 75 municípios do estado.

Fatores que impulsionam a produção

O secretário de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca, Zeca Ramos da Silva, atribui o desempenho principalmente ao ganho de produtividade por vaca, resultado de investimentos em melhoramento genético, alimentação de qualidade e manejo adequado.

Entre as ações citadas pelo governo estão a distribuição de 517 toneladas de sementes de milho e 648 mil raquetes de palma a 500 produtores nos últimos três anos, além da inseminação artificial em 1.054 fêmeas entre 2023 e 2024. Programas como o PAA Leite compram cerca de 90 mil litros por mês para beneficiar famílias de baixa renda.

Infraestrutura e logística

O estado informa ter investido mais de R$ 621 milhões na malha rodoviária, entregando 365,27 km de reestruturação e 52,30 km de novas vias. Na chamada Rota do Leite — trecho de Gararu a Nossa Senhora da Glória, na SE-175 — o aporte chega a R$ 90 milhões.

Projetos hídricos também estão em andamento. A futura Adutora do Leite, estimada em R$ 250 milhões, deverá levar água do Rio São Francisco a cinco municípios ao longo de 108,6 km, contemplando um rebanho aproximado de 265 mil animais.

Crédito e incentivos fiscais

O Banese destinou R$ 279 milhões ao setor agropecuário no Plano Safra 2024/2025. Para a indústria, há incentivo como o Crédito Presumido de ICMS para laticínios, além de alíquota de 2% de ICMS sobre o milho em grãos.

Com essas frentes de investimento, Sergipe consolida sua posição de destaque na pecuária leiteira nacional.

 

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